Conheça todos os técnicos brasileiros em Copas do Mundo

A Seleção Brasileira é a única equipe que participou de todas as Copas do Mundo desde sua criação, em 1930. Então, o País teve muitos técnicos brasileiros nas Copas, isto é, figuras campeãs ou simplemente históricas que passaram pelo comando da maior seleção da história.

Ademais, não são poucos os técnicos brasileiros que comandaram outras seleções em mundiais. De fato, a influência brasileira é percebida e não é de hoje. Portanto, confira todos os técnicos brasileiros em Copas do Mundo.

Técnicos brasileiros em Copas do Mundo pela Canarinha

1930: Píndaro de Carvalho Rodrigues, o primeiro dos técnicos brasileiros em Copas do Mundo

Píndaro de Carvalho abre a lista com sua participação em 1930, a primeira Copa do Mundo na história. Píndaro, nas duas partidas oficiais, obteve uma vitória e derrota cada, saindo ainda na fase de grupos. O Brasil perdeu para a Iugoslávia por 2 x 1, a classificada do grupo.

Fato é que o formato era um pouco diferente. Em 1930, participaram apenas 13 países divididos em quatro grupos de três. Os cabeças de cada chave avançavam para as semifinais enquanto os demais partiam para casa mais cedo.

Píndaro de Carvalho Rodrigues
Píndaro de Carvalho Rodrigues, o primeiro técnico brasileiro em Copas do Mundo (Wikipédia)

1934: Luis Vinhaes não conseguiu evitar a eliminação precoce brasileira

Luis Vinhaes chegou como segundo na lista com sua participação em 1934. Fato é que não conseguiu vencer um jogo. Por curiosidade, o formato na época foi modificado, eliminando a fase de grupo. Então, a oitava de final surgiu pela primeira vez nesta Copa.

Sim, desta vez com 16 participantes, a primeira fase começava instantaneamente nas oitavas. Na época, o Brasil de Vinhaes saiu após 3 x 1 contra a Espanha.

Cabe destacar que um ponto interessante naquele formato ficou por conta do desempate numa partida. Em caso de empate, a partida teria 30 minutos extras. No entanto, se ainda assim permanecesse, haveria outra partida no dia seguinte.

Luís Augusto Vinhaes: técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1934
Luís Augusto Vinhaes: técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1934 (Wikipédia)

1938: Adhemar Pimenta, teve a primeira grande colocação da Seleção Brasileira dentre os técnicos brasileiros em Copas do Mundo

Adhemar Pimenta aparece na lista dos técnicos brasileiros em Copas do Mundo com sua participação em 1938. Este foi o último mundial iniciado automaticamente no mata-mata. O torneio contou com 15 membros, pois a Áustria não participou, dando a vitória para a Suécia de W.O. logo no início.

Em quatro partidas, o Brasil venceu três e perdeu uma. A eliminação aconteceu contra a futura campeã Itália por 2 x 1. No entanto, venceu a última partida frente a Suécia de 4 x 2, saindo com o 3º lugar.

Em conclusão, o curioso formato de desempate permaneceu. No entanto, se necessária outra partida, a própria poderia acontecer no mesmo dia.

Adhemar Pimenta
Adhemar Pimenta levou a Seleção Brasileira ao 3º lugar na Copa do Mundo de 1938 (Wikipedia)

1950: Flávio Costa montou um time incrível, mas ficou marcado dentre os técnicos brasileiros em Copas do Mundo por conta do Maracanaço

Flávio Costa teve sua participação em 1950, a primeira Copa do Mundo no Brasil. O antigo formato sofreu modificações induzidas pelas organizações brasileiras.

De início, a FIFA ameaçou recusar, mas, no fim, aconteceu. Com 13 membros, a fase de grupo foi implementada novamente, porém, desta vez, com três jogos para todas.

Num sistema de dois pontos para vitória e um nos empates, caso houvesse empate no final de cada grupo (1° e 2° lugar), ambos jogariam pela vaga.

Enfim, em seis jogos, Flávio levou o Brasil até a final com quatro vitórias, um empate e a fatídica derrota no Maracanã, contra o Uruguai, no famoso Maracanaço.

Flávio Costa
Flávio Costa foi o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, quando garantiu o 2º lugar após o trágico Maracanaço (Gazeta Press)

1954: Brasil de Zezé Moreira cai para a incrível Hungria

Zezé Moreira entrou na lista dos técnicos brasileiros nas Copas do Mundo participando em 1954. Com 16 membros, esta Copa modificou a fase de grupos. Na ocasião, os dois primeiros de cada chave, avançavam.

Nas três partidas oficiais, Zezé obteve uma vitória, um empate e uma derrota, saindo nas quartas de final. A saber, perdeu para a Hungria por 4 x 2, a futura vice-campeã.

Zezé Moreira
Zezé Moreira foi o técnico do Brasil na Copa do Mundo de 1954, caindo para a Hungria nas quartas de final (Reprodução/O Curioso do Futebol)

1958: No surgimento de Pelé, Vicente Feola liderou o Brasil rumo a sua primeira Copa

Vicente Feola entrou na lista não só como técnico em Copas, mas como primeiro campeão em 1958, a primeira Copa do Mundo do Brasil. Nas seis partidas oficiais, Feola obteve um empate e cinco vitórias, sagrando-se campeão frente a Suécia por 5 x 2.

Divulgação/Museu do Futebol
Divulgação/Museu do Futebol

1962: Em dobradinha, Aymoré quem condiziu o Bi na Copa de Mané

Aymoré Moreira em 1962 conquistou a segunda Copa do Mundo para o Brasil. Aymoré, nas seis partidas oficiais, liderou o Brasil em um empate e cinco vitórias, sagrando-se campeão frente a Checoslováquia por 3 x 1.

Divulgação/Tardes de Pacaembu
Divulgação/Tardes de Pacaembu

1966: Feola de volta, só não contava com a equipa de Otto Glória

Vicente Feola, primeiro campeão mundial com o Brasil, retornou em 1966 para tentar repitir a dose. No entanto, nas três partidas oficiais obteve uma vitória e duas derrota.

De fato, aquela era a Copa de Eusébio. Fato é que não resistiu a Portugal, perdendo por 3 x 1, a classificada em primeiro no grupo. Vale dizer que este era um confronto direto, onde o Pantera Negra anotou dois tentos importantes para a vitória.

Divulgação/Getty Images
Divulgação/Getty Images

1970: No Tri, só Zagallo para comandar o quarteto de camisas 10, na Copa do Pelé

Zagallo entrou para história em 1970 conquistando a terceira Copa do Mundo para o Brasil. Desta vez, de forma invicta. Em suma, nas seis partidas oficiais venceu todas, sagrando-se campeão contra a Itália por 4 x 1.

Em suma, aquela Canarinha do famoso quarteto de camisas 10 liderada pelo Rei Pelé, é considerada a melhor seleção das Copas por muitos até hoje.

Divulgação/CBF
Divulgação/CBF

1974: Já sem Pelé, Zagallo não resiste ao Carrossel Holandês

Zagallo chegou em 1974 como atual campeão e sendo o primeiro técnico da Seleção Brasileira a disputar duas Copas seguidas. Contudo, ficou com o quarto lugar após perder para Polônia de 1 x 0. A derrota que tirou o Brasil da final aconteceu frente a Holanda de Cruyff por 2 x 0.

Em resumo, o torneio teve um formato bem diferente. Os 16 disputavam a fase de grupos normal, grupos de A-D. Logo, os dois primeiros de cada chave avançavam para outros dois grupos (A e B). Por fim, o primeiro de cada grupo disputava a final e os segundos lugares se enfrentavam no terceiro lugar.

Divulgação/Placar - Editora Abril
Divulgação/Placar – Editora Abril

1978: Em boa Copa, Coutinho é eliminado invicto. Como pode?

Cláudio Coutinho comandou a Canarinha em 1978, naquela polemica primeira conquista de Copa do Mundo para os argentinos. Nesta Copa, permaneceu o formato de 1974.

Curiosamente, nas seis partidas oficiais obteve quatro vitórias e três empates, saindo com o 3º lugar após derrotar a Itália por 2 x 1. Isto é, o Brasil teve a proeza de perder a Copa invicto.

A saber, Brasil e Argentina terminaram o grupo final com cinco pontos cada. O desempate aconteceu no saldo de gols, após Argentina vencer Peru por 6 x 0, obtendo o saldo necessário de gols. Fato é que aquela partida foi alvo de dúvidas quanto a sua veracidade.

Divulgação/Pinterest
Divulgação/Pinterest

1982: A Copa de Telê, a Copa de gerações. Um time de sonhos, com pesadelo italiano

Telê Santana chegou em 1982, sua primeira Copa do Mundo com o Brasil. Telê foi responsável por uma das seleções mais vistosas que o Brasil já teve.

Treinadores históricos, como o espanhol Guardiola, destacam aquela equipe. No entanto, nos cinco jogos oficiais obteve quatro vitórias e uma derrota, saindo ainda na segunda fase de grupos.

Por certo, perdeu no confronto direto para a Itália de Paolo Rossi por 3 x 2, a classificada do grupo para semifinal. Por fim, o formato mudou um pouco nesta. Em resumo, os 24 membros se dividiram em seis grupos de quatro.

Os dois primeiros iam para quatro grupos de três, onde apenas os líderes jogariam as semifinais. No fim, o Brasil perdeu para a futura campeã.

Divulgação/Pinterest
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1986: Nem tudo se pode ganhar, Telê

Telê Santana, em 1986, diferente de Zagallo, foi o primeiro técnico a disputar duas Copa do Mundo mesmo perdendo na primeira participação.

Em suma, nas cinco partidas oficiais obteve quatro vitórias e uma derrota, saindo nas quartas de final. Desta vez, Telê perdeu para a França por 4 x 3, nos pênaltis, após empate em 1 x 1.

Divulgação/Timetoast
Divulgação/Timetoast

1990: E aquela água batizada, Lazaroni?

Sebastião Lazaroni participou em 1990 da Copa do Mundo. Em suas quatro partidas oficiais, obteve três vitórias e uma derrota, saindo nas oitavas de final.

Lazaroni perdeu para a Argentina de Maradona por 1 x 0, a futura vice-campeã. Até hoje se fala sobre Maradona ter dado ou não uma água batizada para os brasileiros, especialmente Branco. Por curiosidade, a FIFA usou um sistema de repescagem nos mundiais de 86 e 90.

Os quatro terceiros melhores colocados de cada grupo em pontos, saldos de gols e tudo mais que servisse como desempate, avançavam para as oitavas de final.

A Argentina foi uma das salvas pela repescagem, como a melhor terceira colocada de todas, chegando na grande final.

Divulgação/Extra Online
Divulgação/Extra Online

1994: Fim do Jejum, em Copa de Romário, Parreira lidera o Tetra

Carlos Alberto Parreira entrou para história em 1994, vencendo a quarta Copa do Mundo do Brasil. A título de informação, cada jogo da fase de grupos começou a valer três pontos desde a última edição.

Nas sete partidas oficiais, Parreira obteve cinco vitórias e dois empates, vencendo o Tetra nos pênaltis por 3 x 2 após empatar sem gols frente a Itália de Baggio. A saber, a famosa Copa do Romário também foi conquistada de forma invicta.

https://www.youtube.com/watch?v=6uG3IgbXZFM&ab_channel=MesaRedonda

1998: Na trave, apagão de Ronaldo e Brasil resultam em prata com Zagallo

Zagallo, o Velho Lobo, retornou em 1998 para a disputa da Copa do Mundo com o Brasil. Novamente presença forte na Canarinha, levou a seleção até a final contra os anfitriões franceses.

No entanto, perdeu para a França por 3 x 0, no famoso caso de convulsão do artilheiro Ronaldo. Em suas sete partidas oficiais, o Velho Lobo obteve quatro vitórias, um empate e duas derrotas.

Fato é que esta foi a primeira vez em que o torneio recebeu 32 membros, se livrando do antigo formato que salvava os quatro terceiros melhores colocados nos grupos.

2002: No Penta, na redenção/superação, Ronaldo consagra Felipão

Luiz Felipe Scolari obteve, em 2002, a quinta Copa do Mundo na história para o Brasil. De forma invicta, venceu as sete partidas oficiais, soltando o grito de Penta após vitória em cima da Alemanha de Oliver Kahn por 2 x 0. De fato, esta é a mais recente conquista de Copa do Mundo brasileira.

2006: O time no papel, mas não o suficiente para Parreira obter o Hexa

Carlos Alberto Parreira retornou em 2006 com a missão de arrumar aquele famoso quadrado mágico brasileiro para a Copa do Mundo. No entanto, não repitiram o êxito do quarteto mágico, aquele de camisas 10, liderado por Pelé na Copa de 70.

Desta vez, nas cinco partidas oficiais, Parreira obteve quatro vitórias e uma derrota, saindo nas quartas de final contra a França de Zidane por 1 x 0, a futura vice-campeã.

2010: Para uma primeira vez, Dunga vai bem e poderia ir além

Dunga, em 2010, comandou o Brasil na sua primeira Copa do Mundo. Apesar do pouco tempo de experiência como treinador, fez uma boa Copa, sendo eliminado após jogo marcado por muitos cartões amarelos e vermelhos.

Nas cinco partidas oficiais, o capitão do Tetra obteve três vitórias, um empate e uma derrota, saindo nas quartas de final. Na época, perdeu para a Holanda por 2 x 1, a futura vice-campeã.

https://www.youtube.com/watch?v=o29fa6MhgLc&ab_channel=TNTSportsBrasil

2014: Incríveis 7 x 1 Felipão, nada a acrescentar

Luiz Felipe Scolari, o campeão do Penta, reassumiu a Canarinha em 2014 para a disputa da segunda Copa do Mundo no Brasil. Nas sete partidas oficiais, Felipão obteve três vitórias, dois empates e duas derrotas, saindo na semifinal.

A campanha ficou marcada após perder para a Alemanha por incríveis 7 x 1, a futura campeã do torneio. Ademais, na disputa pelo terceiro lugar, perdeu de 3 x 0 frente a Holanda.

2018: Tite para nas quartas, mas com gostinho de poderia mais

Tite, atual técnico da seleção, disputou sua primeira Copa do Mundo em 2018. Nas cinco partidas oficiais, Adenor obteve três vitórias, um empate e uma derrota, saindo ainda nas quartas de final. Em seu caso, perdeu para a Bélgica por 2 x 1, a futura terceira colocada geral no torneio.

2022: “A mais preparada”, o Hexa vem, Tite?

Por fim, Tite segue como o comandante do Brasil para 2022, sua segunda Copa do Mundo seguida, igualando Zagallo e Telê. No caso de Telê, junta-se a ele como o segundo técnico a disputar duas edições seguidas, mesmo perdendo a primeira.

Vindo de duas históricas eliminatórias de Copa do Mundo, título de Copa América e aproveitamento acima da média, Tite, junto de seus comandados, chegam como os maiores favoritos ao título. Considerada a mais preparada, Brasil enfrentará Sérvia, Suíça e Camarões na fase de grupos.

Técnicos brasileiros em Copas do Mundo por outras seleções

Como uma espécie de bônus, no vídeo abaixo é possível conferir histórias dos treinadores brasileiros que já disputaram Copas do Mundo por países diferentes.

Uma curiosidade nesta lista é relacionada ao Parreira, pois Carlos Alberto é o técnico com mais participações em Copas por países diferentes, além de também ser o mais experiente no geral. Incluindo o Brasil, são cinco edições. Enfim, confira os respectivos treinadores:

  1. Otto Glória (Portugal, 1966)
  2. Didi (Peru, 1970)
  3. Parreira (Kuwait, 1982, Emirados Árabes, 1990, Arábia Saudita, 1998 e África do Sul, 2010)
  4. Tim (Peru, 1982)
  5. José Faria (Marrocos, 1986)
  6. Evaristo de Macedo (Iraque, 1986)
  7. Paulo César Carpegiani (Paraguai, 1998)
  8. Renê Simões (Jamaica, 1998)
  9. Alexandre Guimarães (Costa Rica, 2002 e 2006)
  10. Marcos Paquetá (Arábia Saudita, 2006)
  11. Zico (Japão, 2006)
  12. Scolari (Portugal, 2006)

Foto destaque: Reprodução/Futebol na Veia

Jamis Gomes Jr.

Jamis Gomes Jr.

Sou dicente em licenciatura de Literatura Inglesa no momento. Ao fim da discência, curso superior de jornalismo, aqui vou eu! Amante de esportes - especialmente futebol - e o quê eles podem proporcionar. Prazer, sou Jamis Gomes Jr. e estarei aqui no Futebol Na Veia com vocês nas notícias dos esportes em geral.