Roberto Dinamite: entre altos e baixos

A coluna Nostalgia Brasileira de hoje relembrará a história de um grande nome do futebol canarinho: Carlos Roberto de Oliveira, o Menino-Dinamite. Ídolo do Vasco da Gama, Roberto desperta grande saudade no torcedor cruzmaltino. Conheça agora a trajetória do jogador que foi como um verdadeiro explosivo nas redes adversárias.

O COMEÇO DE TUDO

Após chamar a atenção de um olheiro do Vasco, enquanto ainda jogava pelo Esporte Clube São Bento, Roberto foi convidado a treinar nas categorias de base do clube carioca. Dessa forma, os indícios do craque que se tornaria já começaram a aparecer. Em seu primeiro ano de Vasco, disputou o Campeonato Carioca de Juvenis de 1970 e foi o artilheiro vascaíno com 10 gols. No ano seguinte, Roberto manteve sua qualidade e marcou 13 gols na competição. Assim, foi relacionado para a disputa do Brasileirão de 1971, enchendo os corações cruzmaltinos de esperança para a nova era.

DESTAQUE NO VASCO

A estreia de Carlos Roberto no time profissional foi com 17 anos, em uma derrota por 1 x 0 para o Bahia. Na próxima partida, o Vasco também perdeu, o que despertou nos torcedores uma frustração, tendo em vista que Roberto era a grande esperança dos vascaínos. No entanto, a glória viria no jogo seguinte, contra o Internacional. Entrando no lugar de Gilson Nunes, Carlos fez grande proveito da primeira bola em que recebeu, driblando quatro jogadores e marcando seu primeiro gol como profissional.

Na manhã seguinte, Roberto já estampava capas com sua maestria. O Jornal dos Sports teve como manchete a frase: “O garoto dinamite explodiu”. Assim, nascia o maior ídolo da história do Vasco, o glorioso Roberto Dinamite.

Roberto Dinamite: entre altos e baixos
Foto: Reprodução/Jornal dos Sports

ERA DINAMITE

Superando as expectativas da torcida, Roberto se tornava cada vez melhor dentro de campo. Assim, Dinamite marcou 692 gols com a camisa cruzmaltina. O jogador levou o Vasco à glória, conquistando o primeiro título nacional em 1974, dessa forma, Roberto foi artilheiro da competição, marcando 16 gols. Desde então, a equipe vascaína só progrediu. Os cariocas levantaram cinco estaduais com Dinamite em campo.

Além disso, Roberto superou a marca de Zico, ídolo do rival Flamengo. Em 1981, melhor ano da carreira de Dinamite, o jogador fez seu 62° gol, batendo o recorde do adversário, que possuía 60. Explodindo redes, o caxiense é, até hoje, o maior artilheiro do Brasileirão. Dessa forma, Roberto Dinamite, embora não seja tão valorizado como merece, marcou o futebol brasileiro com sua genialidade.

Roberto Dinamite: entre altos e baixos
Foto: Agência O Globo/Gazeta Press

VESTINDO A AMARELINHA

Como todo grande jogador, Roberto Dinamite também vestiu a camisa da Seleção Brasileira. Sua primeira Copa do Mundo foi em 1978, onde marcou o gol mais memorável de sua carreira. Mas, o craque afirma que o mundial também evidenciou a grande tristeza de sua trajetória.

“A maior tristeza na minha carreira foi a maneira como fomos desclassificados do Mundial de 1978, na Argentina. Estávamos invictos, mas fomos eliminados com a derrota do Peru por 6 a 0 para os donos da casa.”, afirmou Dinamite.

Em 1982, Roberto também disputou o Mundial, mas sua participação foi fora de campo, pois não jogou nenhuma partida.

IDA AO BARCELONA

Sendo assim, com sua ótima atuação no clube carioca, Dinamite despertou a atenção dos espanhóis e foi logo para o Barcelona. Quando estreou no time da capital, o craque marcou dois gols, mas a ascensão durou pouco. Dessa forma, após a demissão do técnico anterior, Roberto parou de ter espaço na Espanha. Houve uma disputa de clubes brasileiros pelo jogador, inclusive pelo Flamengo, mas o Vasco correu atrás e conseguiu a melhor.

VOLTA AOS GRAMADOS BRASILEIROS

Desse modo, após três meses, Dinamite voltou ao Vasco. O craque retornou dando mais um show com a camisa vascaína. Mais uma vez, Roberto explodiu marcando cinco gols em sua reestreia contra o Corinthians. Sendo assim, o torcedor vascaíno presenciava a volta de seu maior ídolo.

Mais tarde, no final de sua carreira como jogador, Roberto recebeu o convite para atuar pelo Portuguesa, de São Paulo. Foi lá que Dinamite se tornou o maior artilheiro do campeonato nacional. Isso porque o craque marcou nove gols em seis meses no clube. Mas quem disse que Roberto desgrudaria de seu grande amor? Assim, o craque estava de volta ao Vasco, mas por pouco tempo. O atleta gostava de desafios e aceitou outro quando foi jogar pelo Campo Grande. No entanto, mesmo após encerrar sua atuação nos gramados, Dinamite continuou ao lado do time cruzmaltino.

DIRIGÊNCIA

Após ser expulso da tribuna por seu rival Eurico Miranda, Roberto Dinamite se reergueu com a ajuda de quem nunca o abandonou: a torcida vascaína. Assim, em 2008, o conselho deliberativo elegeu o ídolo como presidente do Vasco. No entanto, a presidência de Roberto não remete boas lembranças ao s vascaínos. Em seu primeiro ano de mandato, Dinamite viu o clube sofrer com rebaixamento no nacional. Com grandes altos e baixos, o Vasco também levantou a taça da Copa do Brasil em 2011, ano de reeleição de Roberto.

Mas, o pesadelo da torcida não acabava por aí. Em 2013, o Vasco caiu novamente para a segunda divisão. No entanto, nada exclui a grandiosidade de Roberto Dinamite. Fato é que o jogador fez corações vascaínos palpitarem de emoção. O craque escreveu um grande capítulo da linda história cruzmaltina. Com sua enorme genialidade, foi uma explosão para o futebol mundial.

Foto destaque: Reprodução/Sport Press

Lívia Marques

Lívia Marques

Escolhi jornalismo porque sempre foi minha paixão, fiz estágios em assessoria de imprensa e escrevi algumas matérias pra uma agência de publicidade, meu maior objetivo é conseguir me destacar na área esportiva e ir cada vez mais longe falando sobre o que eu amo.