Rivaldo, o gênio menos reconhecido da Seleção Brasileira

No dia 19 de abril de 1972, nascia Rivaldo Vitor Borba Ferreira. O jogador brasileiro natural de Paulista (PE), foi eleito o melhor do mundo em 1999, quando viveu seu auge no Barcelona e, posteriormente, foi peça indispensável na campanha do Pentacampeonato do Brasil na Copa da Coreia do Sul e Japão, em 2002. Atualmente, o craque já está aposentado, mas as lembranças de sua brilhante carreira nunca serão esquecidas pelos amantes do futebol. Sendo assim, em celebração aos 48 anos do memorável camisa 10, relembraremos os clubes por onde ele passou e as principais conquistas dentro de campo.

Primeiros passos de Rivaldo

Os primeiros chutes no futebol foram dados ainda em sua terra natal. Nesse sentido, com 12 anos iniciou nas categorias de base do Santa Cruz, onde mais tarde faria sua estreia no elenco profissional. Uma curiosidade, é que logo no começo, o jogador  não desempenhava a função de meia, mas sim de atacante. Portanto, ao longo da carreira foi se adaptando e posteriormente passou a atuar como meia-atacante. Em 1992, cerca de um ano depois da profissionalização, ele deixa a equipe pernambucana e passa a integrar o time do Mogi Mirim. Sem dúvida, a ida para o Corinthians por empréstimo, em 1993, representou um novo rumo na carreira, afinal, foi nesse mesmo ano que veio a primeira convocação para Seleção Brasileira.

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Logo após, em 1994, Rivaldo deixa o Timão e assina com o Palmeiras. Mesmo com a contratação, ele fica de fora da lista de convocados para a Copa do Mundo dos Estados Unidos daquele ano. Embora tenha participado dos Jogos Olímpicos de 1996, ficou afastado da seleção por cerca de um ano. No Alviverde, o jogador conquistou um Campeonato Brasileiro e um Campeonato Paulista. Em seguida, foi a vez da carreira internacional despontar com a chegada no Deportivo De La Coruña, da Espanha.

O auge no Barcelona e na Seleção

Inegavelmente, o auge da carreira de Rivaldo aconteceu no Camp Nou, vestindo a camisa do Barcelona. Logo em sua primeira temporada no clube da Catalunha, o meia-atacante já ganhou a Super Copa Europeia, Copa do Rei e La Liga. Diferentemente de 1994, quando não foi convocado por Parreira para jogar a Copa, em 1998, ele teve presença garantida e se destacou no time do comandante Zagallo. Sem novidades, o Brasil ficou pelo caminho nesse mundial. E, finalmente, chega 1999, um ano glorioso para o futebolista. Primeiro a conquista da 2com a Amarelinha, seguido pelo prêmio de melhor da competição. No final do ano, o prêmio de melhor jogador do planeta serve para coroar uma temporada espetacular.

Definitivamente, o caminho para o pentacampeonato foi duro e tortuoso, e o time do Brasil sentiu a pressão. Embora com todas as dificuldades, a seleção conseguiu a classificação. E nessas eliminatórias, ainda que muito criticado, Rivaldo foi o vice-artilheiro, com 8 gols. Todavia, 2002 foi um ano inesquecível para o futebol brasileiro e com a inegável contribuição do camisa 10. Pois, ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e companhia, ele conquistou para o Brasil o 5º título mundial de futebol e colocou seu nome na história, como um dos maiores 10 da Seleção.

Depois do pentacampeonato 

Em seguida, o atleta se despede da Espanha e passa a defender as cores do Milan. Pelo clube italiano sua passagem foi breve, pois já em 2004 deixa a Europa para retornar aos gramados brasileiros. Contratado pelo Cruzeiro, o meia só fez 11 jogos pelo time de Minas Gerais e saiu. Na mesma temporada, ele voltou para o continente europeu, mas dessa vez foi para compor o elenco do Olympiakos. Ficou até 2007, quando passou a defender o A.E.K Atenas, ambos clubes da Grécia. Logo depois, entre 2008 a 2010, o jogador ficou no Uzbequistão, onde atuou com a camisa do Bunyodkor. Em 2011, ele retorna ao futebol brasileiro dessa vez assinando com o São Paulo.

Posteriormente, em 2012, é contratado pelo Kabuscorp, da Angola. Lá fica até 2013, pois na sequência fecha com o São Caetano e carimba sua volta ao Brasil. E, finalmente, as últimas jogadas do craque como atleta profissional aconteceram no clube onde ele fez as primeiras, o Mogi Mirim. Na sua curta passagem pelo time do interior de São Paulo, conseguiu atuar em algumas ocasiões ao lado filho Rivaldinho, que também é jogador. O pentacampeão se despediu dos gramados em 23 de junho de 2015, com seus 43 anos de idade, e uma carreira longínqua e vitoriosa.

Foto Destaque: Reprodução/ESPN

Dara Oliveira
Amapaense. Jornalista. Atualmente divido meu tempo entre a redação esportiva e assessoria de imprensa. Além disso, tento assistir jogos de futebol, ler livros e dormir nas horas vagas.

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