Pretinha: uma das pioneiras do futebol feminino no Brasil completa 45 anos

A Coluna Parabéns ao Craque de hoje homenageia uma brasileira que honrou a camisa da Seleção Brasileira. Mesmo após sua aposentadoria, ela continua lutando para promover o futebol feminino no Brasil. Em suma, Delma Gonçalves, ou simplesmente Pretinha, é a craque que saiu do Rio de Janeiro para brilhar nos gramados dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. Além disso, vestindo a camisa da Seleção, conquistou duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos e se tornou a 1ª artilheira e 1ª jogadora a marcar gols em Olimpíadas.

A pioneira

De acordo com o dicionário Aurélio, pioneira “é aquela que primeiro abre ou descobre regiões desconhecidas”. Dessa forma, para o futebol feminino no Brasil, Pretinha é uma das pioneiras. Antes de mais nada, ela foi uma das garotas “diferentes”, que cresceu com as bolas nos pés. O tempo passou. Em 1991, no Medanha, time da liga amadora do Rio de Janeiro, o futebol foi ganhando mais espaço na vida da carioca.

Todavia, o amadorismo era pouco para uma craque tão talentosa. Sendo assim, as portas logo se abriram no Vasco da Gama. Em seguida, foi jogar no Washington Freedom (EUA), San Jose CyberRays (EUA), Kobe Leonessa (Japão) e Icheon Daekyo (Coreia do Sul).

A saber, mesmo após do lado de fora dos gramados, a ex-jogadora mantém um grande comprometimento com a promoção do futebol feminino no Brasil. Dessa forma, com o projeto CBF Social Futebol Feminino, ela percorre o país realizando palestras e seletivas. O intuito é tornar essa temática mais presente no dia a dia do esporte nacional, assim como atrair jovens talentos. Além disso, em 2011, Pretinha foi pioneira na criação da liga norte-americana de futebol feminino.

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Legado na Seleção

Como falar de Pretinha sem falar de suas inúmeras contribuições à Seleção Brasileira. Assim sendo, a ex-jogadora faz parte de uma geração responsável por fazer meninas acreditarem na possibilidade do crescimento do futebol feminino no país. Desde 1991 vestindo a camisa da seleção, a futebolista deixou sua marca pelos gramados ao redor do mundo. Por isso, quando foi realizada a 1ª Copa do Mundo de Futebol Feminino, Pretinha foi uma das integrantes da seleção.

Naquele momento, disputar um mundial de futebol só com mulheres representava o início de uma jornada para toda uma geração que cresceu sonhando com a visibilidade da modalidade. Em síntese, com a camisa do Brasil, a meia escreveu sua história. Dessa forma, ela disputou cinco Copas do Mundo (1991, 1995, 1999, 2003 e 2007). Além disso, esteve presente em quarto Olimpíadas (1996, 2000, 2004 e 2008).

Uma craque nata, Delma foi a 1ª artilheira e 1ª jogadora a marcar gols em jogos olímpicos com a Seleção. Na partida de estreia dos jogos de Atlanta, em 1996, marcou os dois gols que deram o empate da seleção contra a Noruega. Além disso, com quatro gols marcados, ela ficou com a artilharia do torneio. Foi a artilheira dos Jogos de Atenas de 2004, onde conquistou a primeira prata com o Brasil. O segundo vice-campeonato das Olimpíadas veio em Pequim (2008).

Um dos momentos mais inesquecíveis da Seleção Brasileira ocorreu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Foi nessa competição em que as jogadoras do Brasil apresentaram a modalidade para o país do futebol. Um elenco com Pretinha, Cristiane, Formiga e Marta, que venceu seis partidas, marcou em 33 oportunidades e não sofreu nenhum gol. Na final, uma vitória por 5 x 0 sobre os Estados Unidos, para coroar uma campanha memorável.

O futebol feminino agradece!

E foi acompanhada de uma geração espetacular, de mulheres talentosas, que Pretinha contribuiu para o crescimento do futebol no Brasil. Dentro dos campos ao redor do mundo, ela escreveu uma história rica, que fica de herança para todas as brasileiras que ousam se aventurar no futebol.  Por isso, Pretinha, o Futebol na Veia te parabeniza pelos 45 anos de vida. Além disso, agradece pelos gols e, sobretudo, pelo comprometimento com a luta pela visibilidade do futebol feminino. Você, sem dúvida, ajudou a criar uma geração de garotas apaixonadas pelo esporte mais espetacular do planeta.

Foto destaque: Reprodução/Reuters

Dara Oliveira
Sou Dara Oliveira, estudante de Jornalismo. Orgulhosamente do norte do Brasil. Me considero uma contadora de histórias. A paixão pelo jornalismo começou ainda na infância, na mesma época que o futebol passou a ser parte importante da minha jornada. Tudo que envolve o mundo esportivo me desperta curiosidade. Eu acredito no poder do esporte como instrumento de inclusão social.

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