Passaporte Rússia – Top 5 ídolos Uruguaios

- Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Uruguaia

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção Uruguaia desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história da Seleção Celeste.

Eleger os cinco maiores ídolos de uma seleção não é nada fácil. Envolve paixão e cada um terá uma visão e motivo pela escolha de cada jogador. Mas, levando em conta quesitos técnicos, vamos tentar chegar a cinco nomes que, em nossa visão, são os maiores ídolos da Seleção Uruguaia. Vale ressaltar que o Uruguai foi bicampeão olímpico em 1924 e 1928 e campeão das Copas do Mundo de 1930 e 1950. Logo, na visão deste autor, muito dificilmente os maiores ídolos da história desta Seleção não estarão nestes quatro títulos que estão estampados no peito de todos que têm uma camisa da Celeste.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO URUGUAIA

5 – José Pedro Cea

José Pedro Cea fez parte de um seleto grupo de uruguaios tricampeões mundiais. Foi artilheiro da Copa do Mundo de 1930, com cinco gols. É o único jogador a marcar em final de Olimpíada e Copa. Esteve presente em todos os jogos dos três títulos. Sua carreira em clubes foi modesta, mas gigantesca na Seleção Uruguaia, sendo um ponta esquerda bastante eficiente.

João Pedro Cea, tricampeão com o Uruguai na década de 20 e 30 (Reprodução/Pinterest)

4 – Pedro Petrone

Outro gigante a fazer parte da chamada Celeste Olímpica, conquistando o bicampeonato olímpico e sendo artilheiro em 1924, com sete gols. Foi bicampeão da Copa América em 1923 e 1924, sendo o maior goleador em ambas e melhor jogador em 24. Também foi artilheiro em 1927, quando os Charruas foram vice-campeões. Também foi campeão da Copa do Mundo de 1930, mas jogou apenas a estreia, pois se lesionou. Dono de grande condição física, Petrone se firmou como um centroavante de explosão avassaladora e chutes muito potentes e certeiros. O atleta era sensação por onde passava, chegando a marcar 11 gols em um mesmo jogo em amistoso pela Fiorentina. Pela Celeste, foram 24 gols em 29 partidas, sendo um eficiente marcador de gols.

Pedro Petrone, centroavante artilheiro da Copa do Mundo de 1930 (Reprodução/Getty Images)

3 – Héctor Scarone

Um dos jogadores mais bem sucedidos da Seleção Uruguaia, Héctor Scarone ganhou três importantes títulos com a Celeste, sendo eles o bicampeonato olímpico em 1924 e 1928 (posteriormente reconhecido pela FIFA como as duas primeiras Copas do Mundo) e a “teoricamente” primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Nascido em Montevidéu, brilhou no Nacional, tendo marcado 289 gols pelos tricolores, onde é, até hoje, o segundo maior artilheiro da história do clube. Pela Seleção Uruguaia atuou de 1917 a 1930, marcando 30 gols em 51 partidas, destacando-se nas campanhas olímpicas e na Copa de 30, marcando gols importantes e decisivos, o que o coloca numa privilegiada seção de Top 5 dos maiores ídolos da Seleção Uruguaia com três títulos mundiais.

Hector Scarone, segundo maior artilheiro do Nacional e importante jogador nas conquistas uruguaias nas décadas de 20 e 30 (Reprodução/Solo Listas)

2 – Juan Alberto Schiaffino

Um dos maiores nomes do futebol uruguaio, Juan Alberto “Pepe” Schiaffino Villano foi um ícone e genial meia-armador de sua geração. Era tido como o astro da Seleção Uruguaia na Copa do Mundo de 1950, quarto título Celeste, no qual fez o gol de empate na final contra o Brasil, calando o Maracanã com quase 200 mil pessoas. Era também um ponta-de-lança de chutes precisos, toques rápidos, ambidestro, bom cabeceador, técnica refinada e elegante, possuía visão de jogo inteligente e noções táticas incomuns. Típico jogador avançado para sua época. Polivalente que era, atuava também de centroavante e ponta direita. É considerado o maior futebolista uruguaio da história pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. É um dos maiores ídolos da história do Peñarol e Milan, tendo três Campeonatos Uruguaios e três Italianos. Também esteve na campanha dos Charruas em 1954, quando ficaram na quarta posição.

Juan Alberto Schiaffino, um dos craques da Copa do Mundo de 1950 (Reprodução/Getty Images)

1 – Alcides Ghiggia

Talvez o mais famoso dentre todos os uruguaios, autor do gol do título da Copa do Mundo de 1950 sobre o Brasil no Maracanã com quase 200 mil pessoas, Alcides Ghiggia é considerado o maior carrasco da Seleção Brasileira em 1950. Marcou gol em todos os jogos daquela Copa. Ponta direita de bastante velocidade e habilidade, além de grande cabeceador, chute forte com ambas as pernas. Teve bastante sucesso no futebol italiano atuando pela Roma. Não era um matador, mas sim um construtor de jogadas, tendo feito 110 gols em toda a carreira. Ghiggia tornou emblemática uma frase após a Copa de 1950: “Apenas três pessoas calaram o Maracanã: o Papa João Paulo II, Frank Sinatra e eu”. Talvez Ghiggia não tenha sido, de fato, o maior jogador uruguaio, tecnicamente, mas é, até hoje, um dos maiores ídolos da história do futebol em geral, por ter marcado uma época numa Copa do Mundo conhecida como “Maracanazzo”.

Alcides Ghiggia na hora do chute que originou o gol do título uruguaio na Copa do Mundo de 1950, no Brasil (Foto: Reprodução/Bem Blogado)
Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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