Passaporte Rússia – Top 5 ídolos tunisianos

- Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Tunisiana

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção da Tunísia desta edição. As “Águias de Cartago” chega em sua quinta participação em Copas do Mundo e após 12 anos afastadas da maior competição de futebol do mundo, querem quebrar esse jejum chegando, pelo menos, às quartas de final. Conheça quais são os cinco maiores jogadores tunisianos da história da Seleção.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO TUNISIANA

5 – TARAK DHIAB

Seu talento como jogador foi descoberto pelo próprio tio, Hedi Dhiab. Começou sua carreira muito jovem e desde então contabiliza uma prateleira repleta de prêmios: título de “Jogador Africano do Ano” em 1977, melhor jogador da Liga Profissional Saudita em 1983 e melhor jogador tunisiano do século. Pela Liga Tunisiana, venceu seis edições (1975, 1976, 1982, 1985, 1988 e 1989). Pela Taça do Presidente da Tunísia cinco vezes (1978, 1978, 1979, 1980, 1986, 1989). Venceu a Copa do Rei da Arábia Saudita em 1983 e foi vice-campeão da Taça dos Campeões Árabes de 1986.

Teve grande influência para a classificação da Seleção Tunisiana na Copa do Mundo de 1978. Já na Copa de 2006, ficou conhecido como a “Lenda da Copa do Mundo” pela BBC e como um dos melhores jogadores pela CBC.

Embora nunca tenha jogado uma grande liga europeia, Dhiab é considerado um dos grandes jogadores tunisianos e também o maior meio-campista. Em seu currículo possui 107 jogos pela Seleção da Tunísia, embora esse número não tenha sido ratificado pela FIFA, e recorde de pontuação no meio-campo.

Seu último jogo foi contra a Inglaterra em 1990 quando anunciou sua aposentadoria, se desligando do futebol definitivamente em 1992 após um encontro final entre Esperance e Juventus.

4 – ZUBAIR BEY

Deu início a sua carreira como jogador nos anos 90 ganhando destaque no clube Al Sahel, onde ficou até 1997. No mesmo ano assinou um contrato com o Freiburg, sendo o primeiro árabe a usar a braçadeira de capitão em clube alemão além de ser eleito um dos melhores jogadores do século XX a vestir a camisa do clube alemão. Foram quatro anos até chegar ao clube turco Besiktas, onde atuou até 2003, seguindo pelo Star Athletics Coast da Tunísia e finalizando sua carreira em 2010 no clube tunisiano Al Hilai aos 40 anos de idade.

Pela Seleção Tunisiana, fez sua estreia em dezembro de 1994 num jogo contra a Argélia, participou de quatro edições seguidas da Copa das Nações Africanas (1996, 1998, 2000 e 2002), disputou os Jogos Olímpicos de 1996, representou o país em duas Copas do Mundo (1998 e 2002) e ganhou o título da Liga Tunisiana em 1997. Foram 71 jogos e 16 gols marcados.

Em seu currículo, foi eleito o melhor jogador tunisiano após ganhar a Taça das Nações Africanas de 1995 e a Taça da Tunísia de 1996. Em 2000 foi escolhido como parte da equipe FIFA em um jogo de caridade contra a França no Campeonato Europeu. Após sua aposentadoria, trabalhou como assessor técnico de canais de satélite árabes.

(Reprodução/aljazeera.net)

3 – SHUKRI AL-WA'AR

Considerado um dos goleiros mais proeminentes da história do futebol tunisiano e também do árabe, Shukri largou os estudos para construir sua carreira como jogador. Seu primeiro clube foi o Esperance, ganhando o título da Liga em nove edições: 1988, 1989, 1991, 1993, 1994, 1998, 1999, 2000 e 2001. Sendo que no ano de 1993 ganhou junto ao clube o Campeonato de Clubes Árabes e a Liga dos Campeões, em 1995 a Taça das Nações Africanas e em 1997 a Copa Africana e a Copa Africana de Nações.

Foram 97 jogos pela Seleção, quatro participações em Copas das Nações Africanas (1994, 1996, 2000 e 2002) e duas em Copas do Mundo (1994 e 1998). Durante esses anos, passou por clubes como o Al-Kabir e Genoa.

Seu último jogo internacional foi contra a Noruega. Pendurou as chuteiras em 2002, um mês antes da Copa do Mundo na Coreia do Sul/Japão por motivos de saúde. Posteriormente, em 2007, assumiu o cargo de diretor de esportes Esperance, mas renunciou o cargo no mesmo ano.

Shukri foi escolhido o melhor goleiro na primeira rodada da Copa do Mundo de 1998 na França e escolhido como um dos jogadores reservas da equipe World Stars na própria Copa do Mundo.

2 – SADOKI SASSI

Mais conhecido como “Attouga”, foi o primeiro goleiro da Seleção da Tunísia a jogar uma Copa do mundo (1978). Começou sua carreira em 1958 no Club Africain. Mais tarde, em 1962, foi selecionado para o time júnior da Tunísia e representou a Seleção em dois jogos na Copa Africana das Nações de 1963.

As principais qualidades observadas em campo eram: instinto de colocação, captura segura da bola, senso de antecipação, autoridade defensiva e excesso de confiança. Em 1972, foi selecionado para jogar com a Seleção Africana e em 1978 teve papel fundamental para a classificação da Tunísia para a Copa do Mundo, já que apenas uma seleção do continente poderia participar. Por causa de uma lesão não conseguiu concluir sua atuação como goleiro, tendo que ser substituído no terceiro jogo da primeira fase.

Em dezesseis anos carrega um currículo cheio de premiações: 116 jogos, cinco títulos da Liga e oito copas, sendo três pela Seleção, além de ser premiado com a Ordem ao Mérito Prata do Futebol Africano pela CAF. Foi goleiro da equipe tunisiana por treze anos e após anunciar sua aposentadoria, trabalhou como gerente geral do Club Africain.

(Reprodução/Alaraby.co.uk)

1 – YOUSSEF MSKANI

Com apenas 27 anos, sempre despertou o interesse de muitos clubes europeus e africanos. Começou sua carreira no Stade Tunisien em 2008 e jogou seu primeiro jogo com o Esperance Sportive de Tunis em 2009. Teve sua primeira convocação na equipe nacional para um amistoso contra Gâmbia em preparação para a Copa das Nações Africanas de 2010 e em 2011, venceu a Copa contra a Angola por 3 x 0 pela Tunísia.

Pela Liga dos Campeões CAF, foi o segundo melhor jogador da competição com 5 gols. No ano seguinte, levou o título de melhor goleador do Campeonato Tunisiano de Futebol com 17 gols. Neste mesmo ano, Mskani ficou em 48º lugar como melhor jogador da temporada graças as performances realizadas.

Procurado por muitos clubes como Paris Saint-Germain, Lille OSC, AS Monaco e FC Lorient, assinou contrato com o Al-Duhail, clube do Qatar Stars League, ficando lá por quatro anos e meio. Neste período, o valor total de transferência foi de 11,5 milhões de euros, um recorde para um jogador africano. Em 2013, quatro clubes ingleses (Newcastle United, Arsenal, Everton e Tottenham) ficaram interessados pelo jogador, fazendo com que o seu preço fosse aumentado pelo clube do Catar. Ainda no mesmo ano, conquistou a Copa do Príncipe Herdeiro do Qatar contra o clube Al Sadd, marcando o gol da vitória (3 x 2).

O ano de 2017 foi muito importante para a carreira de Youssef: representou a Seleção no Campeonato Africano das Nações, marcou um hat-trick contra a Guiné nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 e venceu o Prêmio de Jogador do Ano da Tunísia, superando jogadores consagrados.

Na Copa do Mundo deste ano, será um dos atacantes da Seleção da Tunísia na Rússia.

Beatriz do Vale

Sobre Beatriz do Vale

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Comunicativa desde pequena, graduada em Rádio e TV e também em Jornalismo pela FIAM, e pós-graduada pela Cásper Líbero. Tudo o que envolva pesquisa, escrita, locução, entrevista e criação, busco me aprimorar e fazer o melhor. Futebol na Veia surgiu sem qualquer pretensão e, hoje, me proporciona uma verdadeira imersão neste mundo esportivo, com ensinamentos pessoais e profissionais a cada dia. Sou paulistana, 30 anos, não sou parente do Luciano, mas vou experimentando...

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