Passaporte Rússia – Top 5 ídolos suíços

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção Suíça desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história da Squadra Nazionalle.

No texto passado falamos sobre a história da seleção suíça até a última Copa no Brasil. Nesta semana iremos listar os cinco maiores ídolos do futebol suíça. Confira a lista.

Passaporte Rússia – Os cinco maiores ídolos da seleção da Suíça

5 – Max Abegglen

O craque da primeira grande equipe da Seleção Suíça, Max era um atacante. Em sua estreia pela seleção, marcou um hat-trick contra a Holanda. Teve notórias atuações nas Olimpíadas de 1924, sendo o grande nome do time que conquistou a prata. Anotou seis gols nesta competição e foi o vice-artilheiro. Também esteve na Copa do Mundo de 1934, como capitão da seleção.

Max foi o maior artilheiro da Seleção Suíça de 1937 até 2008, quando Alexander Frei quebrou sua marca de 34 gols. Em clubes, Max teve muito sucesso no Grasshopper, conquistando cinco Copas da Suíça e seis vezes o Campeonato Suíço. Veio a falecer no ano de 1970.

Max Abegglen em partida pela Seleção Suíça (Reprodução/Internet)

4 – Heinz Hermann

Seu primeiro clube profissional foi o Grasshopper, estreando no ano de 1977, Heinz conseguiu conquistar a Super Liga Suíça quatro vezes, além de uma Copa da Suíça. Saiu da equipe em 1985, realizando 213 partidas. Suas atuações eram muito regulares, demonstrando muito amor as camisas que vestiu, muita raça, habilidade e uma grande visão de jogo no meio de campo, que lhe fazia dar muitas assistências aos companheiros. Chegou a jogar no Basel, onde disputou seus últimos quatro anos da carreira e foi ídolo.

Heinz Hermann, Seleção Suíça (Reprodução/Internet)

Completou 118 jogos com a Seleção Suíça, sendo detentor do recorde de atuações. Heinz não conseguiu disputar nem a Copa do Mundo e nem a Eurocopa. Hermann foi eleito cinco vezes o melhor jogador da Super Liga Suíça, sendo esta marca um recorde. Após “pendurar as chuteiras”, foi assistente técnico do Basel e do Vaduz.

3 – Xherdan Shaqiri

Conhecido como “Messi dos Alpes”, é ainda um jogador de muito futuro. Nasceu no Kosovo, mas é filho de pais albaneses que imigraram para a Suíça. Começou na base do Basel, tendo grande destaque e gerando muita expectativa. Foi promovido ao time titular em 2009, tendo três  temporadas, na qual venceu o Campeonato Suíço três vezes, a Copa da Suíça em duas oportunidades e para completar ainda foi eleito melhor jogador do Campeonato Suíço em 2012. Em seguida, transferiu-se para o Bayern, onde teve grande concorrência por jogar nas mesmas posições de Robben e Ribery.

Xherdan Shaqiri em partida válida pela Seleção Suíça (Reprodução/Internet)

Apesar disso, conseguiu desempenhar boas atuações e sempre que entrava em campo causava perigos aos adversários. Participou das conquistas da Liga dos Campeões 2012/2013, do Mundial de Clubes do mesmo ano e de duas Bundesliga. Cansado de ser apenas uma “alternativa” para o time alemão, pediu para ser emprestado para a Inter de Milão no meio da temporada. Teve atuações regulares no time italiano, mas pouco agradou. Com uma proposta de doze milhões de euros, o Stoke anunciou a contratação de Shaqiri, sendo este o valor mais caro pago pelo clube inglês a um jogador. Pela Seleção Suíça, o meia já possui mais de 50 partidas, obtendo excelente desempenho na Copa do Mundo de 2014, quando marcou um hat-trick diante de Honduras e conduziu a equipe até ás oitavas de final.

2 – Josef Hugi

Atacante que quando criança, jogava muito bem e se sobressaia sobre os demais, mas não levava o esporte muito a sério e decidiu ir para a Universidade da Basileia. Foi lá que ganhou a motivação que precisava para começar a se dedicar ao futebol, e aos dezoito anos entrou pela primeira vez em campo pelo Basel. Em catorze anos no clube, conquistou a Super Liga Suíça, a primeira da história do Basel.

Josef Hugi (Reprodução/Internet)

Além disso, ainda marcou seu nome na história da equipe por anotar 244 gols em 320 partidas, sendo assim o maior artilheiro da história do clube e o segundo atleta que mais vezes vestiu a camisa da equipe da Basileia. Jogando na Seleção Suíça, teve notória participação na Copa do Mundo de 1954, marcando seis gols na competição, três deles nas oitavas de final contra a Áustria. Hugi teve a melhor média de gols dentre os atacantes da Suíça na seleção, somando 22 em 34 jogos. Faleceu em 1995, aos 65 anos de idade.

1 – Alexander Frei

Maior artilheiro da história da Seleção Suíça. Nasceu na Basileia e iniciou sua carreira no Basel, onde teve poucas oportunidades e saiu para jogar em outro clube, conseguindo mostrar um bom futebol. Em seguida, foi vendido ao Luzern, fazendo dezessete gols em uma temporada. Em 2001, assinou com o Servette, brilhando na conquista da Copa da Suíça. As excelentes atuações no time de Genebra, fizeram com que o Rennes investisse em sua ótima presença de área. Frei teve três anos incríveis na França, sendo artilheiro do Campeonato Francês com vinte gols anotados, e conseguindo ser um dos ídolos da torcida. No ano de 2006, o Borussia Dortmund tirou Alexander do Rennes ao oferecer cinco milhões de euros pelo atacante. Na Alemanha, Frei foi bem logo no início, mas com o Dortmund em má fase e algumas lesões sofridas, não conseguiu ser o mesmo “matador” de sempre.

Alexander Frei em partida pela Seleção Suíça (Reprodução/Internet)

Retornou ao Basel em 2009, conseguindo obter sucesso no time que lhe formou. Conquistou o Campeonato Suíço quatro anos consecutivos e teve uma excelente média de gols: 72 em 103 partidas, sendo artilheiro do maior torneio de futebol suíço dois anos seguidos. Com a Seleção Suíça, Frei disputou as Eurocopas de 2004 e 2008, lesionando gravemente o joelho no primeiro jogo desta segunda. Também esteve na Copa do Mundo de 2006, anotando dois gols. Ao todo, somou 42 gols em 86 jogos, ultrapassando as marcas de maior artilheiro da história da Seleção Suíça de Kubi e Abegglen no ano de 2008. Desde que se aposentou dos gramados, vem trabalhando como diretor esportivo do Luzern.

Matheus Carvalho
Sou Matheus Carvalho, carioca, tenho 20 anos e curso Jornalismo. O esporte sempre esteve na minha vida e provavelmente sempre estará. E como todo brasileiro sou apaixonado por futebol

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