Passaporte Rússia – Top 5 ídolos dinamarqueses

- Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Dinamarquesa

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção da Dinamarca, que estará na Russia desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história da seleção nórdica.

O campeão europeu de 1992, a “Dinamáquina” também é conhecida por possuir muitos bons jogadores, o que torna uma tarefa árdua para este jornalista escolher apenas cinco. Confira o top 5 dos jogadores dinamarqueses.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO DINAMARQUESA

5 – Jon Dahl Tomasson

Tomasson sem dúvida nenhuma pode entrar nessa lista dos maiores jogadores de seu país. Não por sua habilidade com os pés (até porque não era um atacante habilidoso), mas por causa de seu faro de gol. Não é a toa que é o principal artilheiro da seleção dinamarquesa. Sua carreira começou de uma forma diferente. Em 1994 começou a jogar profissionalmente, não na Dinamarca, mas na Holanda, pelo pequeno Heerenveen. Jogou regularmente na temporada 1995/1996, marcando 14 vezes em 30 jogos, sendo o artilheiro de sua equipe. No campeonato seguinte, melhorou a sua marca, ao marcar 18 gols.

Nesse período já defendia a seleção sub 21, porém com essas boas campanhas de seu clube, foi chamado para a seleção principal em 1997. Com o seu destaque pelo clube e seleção, acabou se transferindo para um clube maior na Europa e também para um centro maior do futebol, o Newcastle. O que poderia ser o inicio de uma bela aventura acabou sendo um desastre para o então novato. Ele só marcou três gols na temporada. Essa má fase acabou custando um lugar na seleção para a Copa do Mundo de 1998, na França.

 

Tomasson é o maior artilheiro da seleção dinamarquesa (Reprodução/UEFA)

Ele sabia que precisava recomeçar. Foi ai que o Feyenoord entrou na para e trouxe de volta para a Holanda. Ganhou três títulos pelo clube: o Campeonato Holandês, Supercopa da Holanda e a Copa da Uefa.

Certo que já tinha feito muito pelo clube holandês, e se destacando pela sua seleção na Eurocopa de 2000 e na Copa do Mundo de 2002, onde fez quatro gols e acabou levando a Dinamarca as oitavas de final, Tomasson acabou indo para o poderoso Milan. No clube milanês ganhou cinco títulos, entre eles a Liga dos Campeões da Europa

O já reconhecido atacante matador saiu do Milan e acabou rodando por algumas equipes de certo destaque como Stuttgart e Villareal. Resolveu retornar ao Feyenoord para encerrar a sua carreira. Não conseguiu repetir as boas atuações devido às lesões e resolvel pendurar as chuteiras aos 34 anos.

Hoje, o ex-atacante é auxiliar técnico da seleção principal da Dinamarca. Ele ainda é o principal goleador da historia da seleção de seu país, com 52 gols, junto com Poul Nilsen.

4 – Morten Olsen

Pense em uma pessoa que se dedicou quase uma vida a seleção. Que dedicou 19 anos de sua carreira como jogador e mais 15 como treinador a seleção dinamarquesa. Esse é Morten Olsen.

Com quase toda sua carreira como jogador atuando na Bélgica, Olsen era um volante habilidoso e que sabia fazer o jogo correr. Com isso, chamou a atenção do tradicional Anderlecht.

Durante sua passagem no Anderlecht, viveu seus melhores momentos na carreira, tanto no clube, onde participou da histórica conquista da Copa da UEFA em 1983, além dos três títulos nacionais durante suas seis temporadas na equipe, como sendo capitão de sua seleção, onde esteve presente na equipe conhecida como “Dinamáquina” na Copa de 1986. Morten também foi eleito nesse período o melhor jogador dinamarquês nos anos de 1983 e 1986.

Após a Copa, se transferiu para o Colônia, tradicional equipe alemã, onde após quatro temporadas se aposentou com 39 anos do futebol e consequentemente da seleção dinamarquesa, onde disputou 102 jogos.

Morten Olsen foi o capitão da “Dinamáquina” (Reprodução/Getty Images)

Como treinador, iniciou no Brøndby, onde conquistou dois títulos nacionais, mas devido a uma briga com a direção, acabou sendo demitido. Recebeu o convite de evitar o rebaixamento do Colônia, sua última equipe como profissional. Conseguiu, e ainda renovou seu contrato por mais uma temporada, porem não conseguiu repetir o sucesso e acabou saindo da equipe. Desembarcou no Ajax e chegou acompanhado de Michael Laudrup. Conseguiu conquistar dois títulos durante sua passagem, a Copa da Holanda e o Campeonato Holandês, mas não seguiu na equipe devido às brigas com jogadores.

Foi ai que surgiu a seleção dinamarquesa novamente na sua vida. Com o objetivo de classificar a equipe para a Copa da Coreia e Japão, conseguiu seu objetivo. Parou nas oitavas de final, mas teve seu contrato renovado. No torneio seguinte, a Eurocopa de 2004, conseguiu classificar a seleção novamente, chegando as quartas de final no torneio. Depois disso, passou por maus bocados. Não se classificou para a Copa de 2006 e nem para a Euro de 2008, entretanto, continuava com muito prestigio da federação e continuou no cargo. Perto de completar uma década no comando da seleção, acabou conseguindo classificar a equipe novamente, para a Copa de 2010 e a Eurocopa de 2012.

Olsen se despediu da seleção após 15 anos a frente da equipe. É o único dinamarquês com mais de cem jogos como jogador e treinador, sendo muito respeitado em seu país.

3 – Brian Laudrup

Ele não é apenas o irmão mais novo de Michael Laudrup, Brian tem o seu brilho. Campeão da Eurocopa de 1992 e da Copa Rei Fahd de 1995 (a atual Copa das Confederações), as duas conquistas da seleção da Dinamarca, Brian Laudrup teve uma carreira brilhante. Assim como o irmão, ele também começou no Brondby, aos 17 anos.

E naquela época, já precisava lidar com a responsabilidade de ser irmão de Michael Laudrup, que atuava em grandes clubes como o Barcelona e Juventus, além de ser uma das estrelas na Copa do Mundo de 1986, no México, enquanto Brian começava a atuar profissionalmente.

Mas não demorou para mostrar que também tinha talento. No ano seguinte, em 1987, foi convocado pela primeira vez pela Dinamarca. Aos 20 anos, quando já tinha lugar garantido na seleção, Brian também disputou o campeonato mundial de futsal pelo país. Na mesma época, deixou o país para atuar pelo Bayer Uerdingen, da Alemanha.

O clube só não caiu para a segunda divisão por causa do talento de Brian Laudrup. Suas atuações chamaram a atenção do poderoso Bayern de Munique, que acabou contratando.

Em 1992, ajudou a conduzir a Dinamarca à conquista da Eurocopa, apesar da ausência do seu irmão, que era desafeto do técnico da seleção na época, e de ter enfrentado equipes mais tradicionais, como Holanda e Alemanha. Naquele ano, foi considerado como o quinto melhor jogador do mundo pela FIFA.

Brian Laudrup estava na conquista da Euro 92 (Reprodução/Worldfootball)

Mas a carreira de Brian não teve apenas momentos vitoriosos. Ele teve uma passagem discreta pelo futebol italiano. Foi rebaixado com a Fiorentina e não teve muitas oportunidades no Milan. Também fracassou com a Dinamarca nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1994, perdendo a vaga no Mundial para a Irlanda. Uma das grandes derrotas da geração campeã europeia dois anos antes

Com o fracasso no futebol italiano, Brian se transferiu para o tradicional Rangers, da Escócia, onde retomou o bom futebol e conquistou cinco títulos, se tornando um dos principais jogadores da historia do clube escocês.

Em 1998, levou os dinamarqueses as quartas de final da Copa do Mundo, onde fez um ótimo torneio ao lado de seu irmão. Brian, entretanto figurou na seleção do torneio, graças as suas atuações e dos dois gols no torneio.

Depois da Copa, atuou pelo Chelsea, da Inglaterra, mas foi prejudicado por suas lesões. Chegou a voltar ao seu país para defender o Copenhague antes de se transferir para o Ajax, da Holanda, onde substituiu o seu irmão, que havia se aposentado na temporada anterior. Mas uma lesão o obrigou a deixar os gramados no ano 2000, quando tinha apenas 31 anos.

2 – Peter Schmeichel

Com 1,93 de altura, o dinamarquês Schmeichel era um goleiro diferente. Orientava a defesa com muitos gritos e tinha uma característica pouco comum: fazer defesas difíceis, abrindo os braços e as pernas para aumentar o poder de alcance.

Começou a carreira no pequeno Gladsaxe/Hero. Pouco tempo depois, se transferiu para o também modesto Hvidovre. Com suas boas atuações, chamou a atenção do Brøndby em 1987. Ganhou quatro vezes o campeonato nacional, o primeiro logo no seu ano de estreia. Schmeichel não tardou também para chegar à Seleção Dinamarquesa, figurando no grupo que foi à Eurocopa 1988.

Logo após a Eurocopa, “o grande dinamarquês”, como era apelidado, se tornou titular da seleção. Não demorou para que se tornasse capitão e líder do time. Levou para os dinamarqueses a experiência e continuou com seus bons jogos também pela Dinamarca, o que acabou acarretando com o titulo europeu de 1992. O goleiro foi apontado como o grande herói na conquista do título da Eurocopa de 1992 sobre a Alemanha. A sua mais importante atuação foi na semifinal contra a Holanda. Naquela temporada, foi considerado como o maior goleiro do mundo.

Schmeichel: Uma lenda dinamarquesa (Reprodução/Bola.net)

Quando foi campeão europeu, Peter já atuava pelo Manchester United. Seu técnico, Sir Alex Ferguson, chegou a dizer que o clube fez o “negocio do século”, devido à quantia paga ao Brøndby (hoje por volta de 600 mil euros).

Ser o melhor goleiro na época não significou sucesso da seleção dinamarquesa. Tanto que a equipe não conseguiu a classificação para o Mundial dos Estados Unidos e foi eliminada na primeira fase na Eurocopa de 1996, quando defendia o titulo. Disputou sua única Copa em 1998 na França, onde liderou, junto com os irmãos Laudrup, e levou os dinamarqueses a sua melhor classificação em copas, quartas de final, perdida em um jogo épico contra o Brasil.

Na Eurocopa de 2000, Schmeichel participou de seu último torneio pela Dinamarca. O país perdeu todas as partidas. Ainda deu tempo de participar de quatro jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo da Coreia e Japão e provavelmente estaria no mundial da Ásia, mas em 2001 optou por aposentar-se da seleção Schmeichel despediu-se em amistoso contra a Eslovênia em abril de 2001, como o jogador que mais defendeu a Dinamarca.

Aposentou-se definitivamente do futebol no Manchester City na temporada 2001/2002 com 11 gols na carreira, sendo um deles pela seleção, em um amistoso contra a Bélgica.

1 – Michael Laudrup

Não existe discussão ao fato que Michael Laudrup seja o maior jogador dinamarquês da historia. Seu inicio foi de muito sucesso. Com treze anos foi sondado pelo Ajax, porem, seu pai o achava muito jovem para sair do país e não permitiu que fosse treinar nos juvenis da equipe holandesa. Naquela idade, acabou parando nos juvenis do pequeno Kjøbenhavns, onde quatro anos depois iniciou a carreira profissional. Uma temporada depois e já estava no Brøndby, um dos grandes clubes do país.

Após boa temporada pela equipe dinamarquesa, e atuando pela seleção, onde levou no ano seguinte à equipe as semifinais da Eurocopa de 1984, Laudrup seria comprado pela Juventus. Pelo limite de dois estrangeiros no clube, já que a equipe de Turim tinha o francês Michel Platini e o polonês Zbigniew Boniek, teve de ser emprestado à Lazio, onde ficou dois anos.

Em sua primeira temporada a de 1986-87, sofreu com lesões, e seu time não conquistou troféus. A segunda foi mais complicada: Platini havia se aposentado e as responsabilidades de liderar a equipe de Turim caíram sobre os ombros do jovem, com 23 anos na época. Como o jejum de conquistas continuou, Laudrup acabou vendido ao Barcelona em 1989.

Laudrup tornou-se ídolo no Barcelona, onde participou de quatro títulos seguidos na Liga Espanhola a partir de 1990; e internacional, com a primeira conquista do clube na Copa dos Campeões, em 1992. Nesse mesmo ano, viu sua seleção ser campeã europeia, porem não estava no grupo devido a desavenças com o técnico Richard Møller Nielsen.

Michael Laudrup é sem duvida o maior jogador dinamarquês (Reprodução/Mirror)

Desde 1993, a vaga de três estrangeiros foi alternada entre os três já presentes no clube e o recém-contratado brasileiro Romário. Na decisão da Copa dos Campeões de 1994, Laudrup acabaria sendo o não escalado – a equipe acabaria goleada por 0 x 4 para o Milan. Saiu para o principal rival, o Real Madrid, onde conquistou mais um campeonato espanhol.

Voltou à seleção dinamarquesa, devido à demissão de Richard Møller Nielsen, para disputar a sua segunda Copa do Mundo. Era o único remanescente da “Dinamáquina”, onde foi o líder do grupo, junto com o goleiro Peter Schmeichel. Encerrou sua carreira na seleção no jogaço contra o Brasil, valido pelas quartas de final daquela copa.

O melhor jogador de todos os tempos da Dinamarca encerrou a sua carreira no clube que o sondou quando tinha 13 anos de idade, o Ajax, onde conquistou a Copa da Holanda e o Campeonato Holandês junto com seu amigo Morten Olsen.

Laudrup, planejando a nova carreira, integrou a comissão técnica da Seleção Dinamarquesa entre 2000 e 2002, auxiliando seu colega Morten Olsen, então técnico. Hoje, o ex jogador atua como treinador, onde já passou por equipes como Swansea, Getafe e Brøndby.

Leandro Porto

Sobre Leandro Porto

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Meu nome é Leandro Martins Porto, tenho 29, paulistano e sou estudante de jornalismo. Além disso, sou formado em educação física e sempre estou nesse meio esportivo e suas áreas como treinamento e mídia. Gosto muito de esportes e de pesquisar sobre eles. Um dos grandes fatores para ser um bom jornalista é a curiosidade em saber sobre determinado tema, e é isso que tento desenvolver em mim. Claro que adoro futebol, mas outros esportes também como: Basquete, F1, Handball, entre outros Participo de uma web rádio em Taboão da Serra desde 2016, voltada ao esporte, chamada Rádio Esportesnet. Trabalho como comentaristas e repórter em alguns jogos locais de futebol e futsal e também em jogos do campeonato Paulista e Brasileiro. Em 2018 comecei a trabalhar no Esporte Interativo, na parte de operações de estúdio, com os programas de São Paulo.

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