Passaporte Rússia – Análise dos Convocados: Suíça
Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresenta curiosidades de todas as seleções participantes da Copa do Mundo deste ano. Este é o sexto de sete textos sobre a Seleção Suíça. Neste capítulo sobre a La Nati, você vai conhecer mais detalhes sobre cada jogador convocado pelo técnico Vladimir Petkovic.

Goleiros

Roman Bürki (Borussia Dortmund-ALE): começou a carreira no BSC Young Boys, time da primeira divisão Suíça. É conhecido por ser rápido em suas decisões durante as jogadas. Em 2015 se transferiu para Borussia Dortmund, onde está atualmente, e logo quando chegou assumiu a posição de titular da equipe. O atleta também é famoso por ter uma superstição estranha. Em todos os jogos que atua, precisa tocar na bola antes dela rolar. Jogadores que atuaram com Roman afirmam que precisa saber como seria o encaixe da “redonda” que estará em jogo.

Yvon Mvogo (RB Leipzig-ALE): nascido nos Camarões, antes de chegar à Suíça aos seis anos, Yvon Mvogo se lançou como jogador pelo Young Boys e em 2017 foi parar na Bundesliga, no RB Leipzig. O atleta representou a Suíça em todos os níveis juvenis. Foi convocado diversas vezes desde novembro de 2014, mas ainda não fez sua estreia com a camisa da La Nati.

Yann Sommer (Borussia Mönchengladbach-ALE): depois de jogar 14 anos em solo Suíço, o camisa 1 da La Nati resolveu enfrentar um novo desafio em 2014, quando se transferiu para o Borussia Mönchengladbach. Ex-goleiros que já entraram em campo com a seleção acreditam que a rápida tomada de decisões e a qualidade técnica do atleta em lance de perigo, faz com que Sommer seja o goleiro certo para cuidar das redes suíças durante a Copa do Mundo.

Roman Bürki (Reprodução/ESPN)

Defensores

Lichtsteiner (Arsenal-ING): um dos jogadores mais experientes da Suíça. Disputou as Copas de 2010 na África do Sul e a de 2014 no Brasil. Indo para a sua terceira edição, o lateral da Juventus e capitão da La Nati tem uma qualidade técnica excepcional pela direita, que pode atrapalhar os planos dos atletas das seleções adversárias durante um contra-ataque. O “xerife” também realiza ótimos cruzamentos para a área, e busca sempre busca a cabeça de um ataque para afundar a bola nas redes adversárias.

Moubandje (Toulouse-FRA): o lateral de 27 anos defende as cores do Toulouse atualmente. Conquistou o técnico Vladimir Petkovic pelas atuações consistentes na defesa da equipe. Foi convocado pela primeira em 2014, e conquistou a vaga para a Copa do Mundo durante a Eurocopa de 2016 que foi disputada na França.

Elvedi (Borussia Mönchengladbach-ALE): zagueiro do Borussia Mönchengladbach, Elvedi tem uma das qualidades que poucos jogadores tem na atualidade. O atleta pode ser utilizado em diversas posições, como meio-campo, lateral direto e um meio campo mais avançado caso haja necessidade.

Manuel Akanji (Borussia Dortmund-ALE): rápido, com muita qualidade nos cabeceios, robusto, mas tecnicamente mais do que capaz. Assim que podemos definir o zagueiro Akanji, da La Nati. Antes de se transferir para Borussia Dortmund em janeiro deste ano, o atleta passou pelo FC Basel, FC Winterthur e pelo FC Wiesendangen onde começou a sua carreira como jogador de futebol.

Michael Lang (Basel-SUI): lateral direito, Lang atua pela FC Basel e permanece na sombra de Lichtsteiner, maior ídolo da equipe. Um zagueiro considerado de raça, que dá o sangue pela camisa que veste e que se mantém vivo e com boa qualidade técnica quando é lançado para o ataque. O seu primeiro campeonato de destaque pela La Nati foi a Copa do Mundo de 2014.

Ricardo Rodriguez (Milan-ITA): um dos principais nomes do time suíço, Rodriguez atuou em todos jogos na Copa do Mundo disputado no Brasil. Ainda em 2014, o zagueiro foi considerado o melhor jogador da La Nati na competição. Em 2016, ainda disputou a Eurocopa. Ricardo é conhecido pela experiência, pela qualidade com a bola nos pés e pelos passes precisos para os meio-campistas.

Djourou (Antalyaspor-TUR): mesmo sendo zagueiro, o atleta de 31 anos começou a carreira como atacante. Com o passar dos anos decidiu que a sua função seria marcar os jogadores adversários e assim foi feito. Djourou é uma presença vital e reconfortante na defesa suíça. Vai disputar a quarta Copa do Mundo (2006, 2010, 2014 e 2018).

Schär (Deportivo La Coruña-ESP): na seleção desde 2013, o zagueiro é bom nas jogadas aéreas tanto na parte defensiva, quanto ofensiva. Já atuou em 38 jogos, marcando em sete oportunidades. Seguro e aplicado na marcação, é um jogador que não compromete e, com apenas 26 anos, é titular absoluto do time. Rebaixado com seu clube na La Liga, o defensor é um dos pilares da defesa desde a Copa de 2014, quando assumiu a titularidade no segundo jogo.

Lichtsteiner (Reprodução/Sky News)

Meio-campistas

Freuler (Atalanta-ITA): o meia de 26 anos é um jogador rápido e difícil de perder a bola no meio de campo. Outra qualidade técnica do atleta são os passes longos em profundidade.

Xhaka (Arsenal-ING): jogador do Arsenal, Xhaka é um dos principais nomes da seleção. Disputou a Copa de 2014 e a Euro 2016. É considerado como o cérebro da equipe suíça, é quem dá ritmo ao jogo. O meia é responsável por acelerar ou desacelerar as jogadas. Uma das qualidades técnicas que impressiona a torcida e os fanáticos por futebol são passes precisos e ótimos lançamentos de longa distância. Xhaka ainda marca gols com frequência, principalmente com chutes de fora da área com a perna esquerda.

Behrami (Udinese-ITA): nascido no Kosovo, com etnia albanesa, é, ao lado de Shaqiri e Džemaili, um dos albaneses do time, visto que são oriundos da antiga Iugoslávia. Aos 33 anos, é um dos mais experientes do time e está indo para sua quarta Copa do Mundo. É primeiro volante de origem, mas também pode atuar como segundo. Tem boa marcação e qualidade na saída de bola. Apelidado de “guerreiro”, o jogador também é um exímio desarmador. Sua entrega em campo faz com que tenha muitas lesões, problema este que o acompanha durante a carreira.

Džemaili (Bologna-ITA): em seu tempo na Serie A, Džemaili diferiu da maioria dos outros meio-campistas por ter bom chute médio-longa distância, sendo mais um meia mais ofensivo. É certeiro na marcação e em acompanhar as jogadas do adversário para dar o bote certo. Bom chute e acerca cerca de 90% dos passes por jogo.

Gelson Fernandes (Eintracht Frankfurt-ALE): o volante cabo-verdiano é também uma das peças-chave dessa seleção. Já está na sua terceira copa (2010, 2014 e 2018). Já foi capitão nas categorias seleção suíça. Uma curiosidade é que o jogador é fluente em seis idiomas: francês, alemão, italiano, inglês, espanhol e português, o que pode ajudar, e muito, com a grande maioria dos árbitros durante os jogos.

Zakaria (Borussia Mönchengladbach-ALE): apelidado de “Xhakaria”, o meia tem as mesmas características de um dos principais jogadores da seleção, Granit Xhaka. Com passes precisos e lançamentos perfeitos, Zakaria entra na seleção como uma promessa e um substituto de peso do “professor” Xhaka.

Shaqiri (Stoke City-ING): p principal nome do time, para muitos, a lenda suíça. Xerdan Shaqiri atua pelo Stoke City e mostra que não é necessário jogar em um grande time para ser destaque em uma seleção. O jogador conta com uma ótima perna esquerda e outras qualidades como força física, velocidade e principalmente a maturidade.

Xherdan Shaqiri em partida válida pela Seleção Suíça (Reprodução/Internet)

Atacantes

Zuber (1899 Hoffenheim-ALE): Com apenas 26 anos, o jogador tem personalidade e atua como meia-atacante. Titular da equipe, é ótima opção para contra-ataques, dada sua velocidade e excelente aceleração. Também é bom tecnicamente, gosta de partir para cima do defensor, marcando mais de 15 gols dessa maneira, além de ser cobrador de faltas.

Embolo (Schalke 04-ALE): chamado para a Seleção de Camarões (país onde nasceu), Embolo precisou tomar uma decisão importante em 2014 e optou em defender as cores da La Nati. O atleta conta com uma técnica com a bola nos pés impecável e um chute forte, é um jogador completo aos olhos do treinador da Suíça, além de ser o jogador suíço mais caro de todos os tempos, no qual o Schalke pagou 22,5 milhões de euros pelo atacante do Basileia, em 2016. É uma das principais apostas do ataque da seleção e tem forte explosão. Foi eleito uma das 50 jovens promessas do futebol mundial de 2016 pelo Gazzetta dello Sport. Tem apenas 21 anos e tamanha responsabilidade em sua primeira Copa do Mundo. Dado seus 1,85 cm, usa também sua altura e força física para aguentar o tranco dos zagueiros. Um de seus ídolos é o italiano Mario Balotelli.

Seferovic (Benfica-POR): estreante na competição uma das qualidades do atleta é o chute preciso. O jogador do Benfica tem 51 jogos com a camisa da La Nati e 12 gols marcados.

Gavranović (Dinamo Zagreb-CRO): filho de pais croatas, marcou seus dois primeiros gols pela Suíça em uma vitória por 4 x 2, num amistoso em 2012 contra a própria Croácia. Dois anos depois, no entanto, quando a equipe se preparava para enfrentar a Argentina nas oitavas da Copa do Mundo, rompeu um ligamento cruzado nos treinos. Levou quase quatro anos até que ele jogasse novamente por seu país, mas marcou um gol e deu duas assistências em seu retorno contra o Panamá, em março de 2018. Depois de marcar quase 40 gols em 80 jogos pelo Rijeka, em duas temporadas, mudou-se para o Dínamo de Zagreb no início de 2018. O atacante estilo 9, matador, só não tem mais gols pela seleção por conta das lesões.

Josip Drmic (Borussia Mönchengladbach-ALE): em sua segunda Copa do Mundo, Drmic pretende não decepcionar os torcedores suíços. Mesmo não marcando gols no Brasil, o atacante é conhecido por balançar as redes mais de uma vez durante uma partida. Além disso o atleta é bastante dinâmico, podendo auxiliar os meio campistas quando necessário.

Embolo (Reprodução/Express UK)
Redação FNV
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