Cavaleiros da Angústia

Antes de mais nada, a década de 1940 foi muito forte no futebol argentino. No entanto, a Segunda Guerra Mundial fez com que o sucesso dos Hermanos fosse ofuscado. Dessa forma, há quem diga que a Argentina seria favorita aos títulos das Copas do Mundo de 1942 e 1946, caso acontecessem. Assim, década de ouro da Argentina se dá muito pelo time formado pelo River Plate, o qual foi apelidado de La Máquina. Entretanto, o time que mais chamou atenção foi o que se formou em 1945. Sendo assim, a coluna Catimbando dessa semana aborda os Cavaleiros da Angústia, dos Millonarios, de 1945.

Leia Mais:

O início de La Máquina

Primeiramente, a equipe inicial foi em 1941, quando venceu o Campeonato Argentino, quando marcou 75 gols com o quinteto ofensivo formado por MuñozMorenoPedernera, LabrunoDeambrossi. Ademais, foi campeão nacional no ano seguinte, com o melhor ataque da competição, balançando as redes em 79 oportunidades. Assim, Deambrossi começava a perder sua vaga de titular para Loustau, peça essencial para o ataque dos Cavaleiros da Angústia.

La Máquina
Os cinco atacantes de La Máquina: Muñoz, Moreno, Pedernera, Labruna e Loustau – Foto: Divulgação/Esquadrão Imortal

Como foi dito, a década de 40 argentina era muito forte e, em 1943 e 1944, mesmo com os cinco atacantes mais famosos de La Máquina, o River não foi campeão argentino, perdendo para o rival Boca Juniors. Além disso, a equipe perdeu Moreno, jogador considerado o mais habilidoso da história do futebol argentino, até a metade do século XX, para um time mexicano.

Cavaleiros da Angústia

Dessa forma, apelido de Cavaleiros da Angústia veio logo depois, em 1945. A saber, a equipe sobrava em campo, mas demorava a marcar gols. Sendo assim, Muñoz já deu uma entrevista explicando o apelido.

“Geralmente, o gol demorava a chegar e a angústia era porque as partidas não eram definidas logo. Dentro da área, claro, queríamos fazer o gol, mas no centro do campo nos divertíamos. Não havia pressa”, disse o atacante.

De fato, o River poderia tocar a bola durante 89 minutos, mas todos sabiam que a chance de La Máquina balançar as redes nos último minuto era grande. Assim, não costumava golear e vencia por placares mínimos. Dessa forma, venceu apenas quatro vezes com mais de dois gols de diferenças. Além disso, em apenas duas oportunidades venceram com dois tentos de diferença. Com tamanha eficiência, aquele time do Millonarios alcançou a maior sequência de vitórias até o momento vista no profissionalismo: nove.

Por fim, saiu campeão, em 1945, como Cavaleiros da Angústia e marcando apenas 66 gols em 20 vitórias (equipe que mais venceu). Nesse sentido, marcou menos tentos em relação ao vice Boca (71), ao 3º Independiente (68), 4º San Lorenzo (67), 5º Huracán (76, melhor ataque) e 9º Vélez Sarsfield (69). Ademais, a taça repercutiu na Seleção Argentina, que convocou Labruna, Pedernera e Loustau. A Albiceleste foi campeã da Copa América daquele ano e teve Labruna como vice-artilheiro.

Fim de La Máquina

Enfim, em 1946, mesmo com a volta de Moreno, a lesão de Muñoz pesou e fez com que os Millonarios ficassem em 3º colocado, marcando 58 gols. No entanto, em 1947, a saída de Pederneras foi essencial para o River e para o futebol mundial, visto que o substituto foi nada menos que Alfredo Di Stéfano. Dessa forma, o garoto de apenas 21 anos terminou como artilheiro do torneio, com 27 tentos. Ademais o último ano de La Máquina se finalizou com 90 redes balançadas em 30 partidas disputadas.

Foto Destaque: Divulgação/Futebol Portenho

Gabriel Vicco
Oi, eu sou o Gabriel Vicco e sou apaixonado por futebol e sempre o tive o sonho de trabalhar com isso. Escolhi o jornalismo por gostar de escrever e me comunicar de várias maneiras. Tenho uma página no Instagram com alguns amigos, o Debate (@debate.fcs), onde postamos notícias, análises e coberturas do Brasileirão Feminino. Atualmente, tenho a certeza de que a profissão que mais almejo é o jornalismo esportivo, por isso busco por experiências e pela minha evolução nesse ramo.