Club Atlético Unión completa 113 anos

- Na última quarta-feira, "Los Tatengues" completaram mais um ano de vida
Unión

Com o intuito de fundar uma nova instituição, um grupo de amigos e ex-sócios do clube Santa Fe Footbal Club, encabeçados por Belisario Osuna, se reuniram na casa da família Baragiola, situada na rua Catamarca – atual Eva Perón – número 2652, em Santa Fe. Nesse cenário, em 15 de abril de 1907, foi redigido o ato fundador do “Club United”, um nome que desejava simbolizar o inabalável laço de amizade estabelecido entre os precursores, uma concepção de Cayetano Bossi, mas, também, simbolizou a maciça influência inglesa no futebol argentino da época.

“Eu tenho o nome perfeito para esta união indestrutível. Um nome que irá refletir nossa amizade que nos une há anos. Por isso, o clube deveria se chamar United, que significa unidos em inglês”.

Dessa maneira, desde a Assembléia celebrada em 30 de julho daquele ano, o clube passou a ter aquele nome. Com ele, em 21 de julho de 1907, disputou a primeira partida de sua história, que acabou com uma vitória por 4-1 diante do San Carlos Centro. A designação perdurou até dezembro de 1912, quando, após uma proposta de Antonio Baragiola, o clube passou a se chamar Unión Foot-ball Club. Pouco tempo depois, porém, adotou-se Club Atlético Unión.

Já a primeira taça conquistada, a Copa Zucchi, veio após derrotar o Red Star na decisão. Estabelecido no cenário regional, o Unión, juntamente com outras equipes, auxiliou na fundação, em 1907, da Liga Regional Santafesina. Em pouco tempo, o clube estabeleceu uma supremacia tanto na cidade de Santa Fe quanto em seus arredores.

https://twitter.com/NigroFerri/status/1250451698474274817?s=19

“LOS ROJIBLANCOS”

As primeiras indumentárias utilizadas pela equipe eram compostas por uma camisa branca, com colarinho e punhos em preto, calça e meias pretas. Entretanto, durante a Assembléia de 30 de julho de 1907, duas moções acerca do tema vestuário foram apresentadas.

Ambas apontavam para a adesão de listras verticais, mas em cores distintas. Enquanto o Senhor Federico Achemback propunha preto e vermelho, os Senhores Antonio Baragiola e Bossi, em homenagem ao Alumni Athletic Club, equipe hegemônica durante a década de 1900 na Argentina, sugeriam vermelho e branco. Assim, uma votação elegeu essa última como vencedora.

Desde então, o campo localizado entre as ruas Urquiza, Suipacha, Francia e Junín, onde atualmente funciona a escola Nuestra Señora del Calvario, passou a ter como usuário mais assíduo a “Los Rojiblancos”. Entretanto, o presidente honorário, Ricardo Reinhold, decidiu que, a partir de abril de 1908, o Unión passaria a mandar suas partidas em outras instalações, mais precisamente onde hoje encontra-se o prédio da Universidade Nacional da Costa.

CLÁSSICO SANTAFESINO

Foi ali que, em 30 de março de 1913, ocorreu o primeiro Clássico Santafesino. Com uma equipe alternativa, já que priorizava a disputa da Liga Rosarina, uma vez que havia se desligado da Liga Santafesina, da qual foi uma das equipes formadoras, o Unión saiu derrotado pelo Colón, 3-2. No mês seguinte, novamente sem contar com força máxima, novo revés, 5-1.

Apesar desses serem historicamente os primeiras duelos, ambos possuíam caráter de amistosos. Assim, a primeira partida oficial disputa entre ambos ocorreu em 10 de agosto de 1913, válida pela Liga Santafesina, da qual o Unión voltava a fazer parte. Mesmo assim, “Los Rojiblancos” continuavam concentrando forças em Rosário, onde terminaram na 3ª colocação. Logo, foram novamente goleados, 5-1. Apenas na temporada seguinte, em 21 de junho de 1914, o Unión escalou os titulares para o embate contra o Colón, no entanto não existem registros do resultado final do confronto.

Em 15 de agosto de 1915, o Unión venceu o derby pela primeira vez, 2-1. No ano seguinte, por mais que “Los Rojiblancos” tenham conquistado no campo a Liga Santafesina, entreveros com cartolas acarretaram no não reconhecimento do título. Mesmo ameaçando boicotar a próxima edição, “Los Rojiblancos” não somente ficaram sem a taça, como viram o Colón ser declarado campeão. Essa foi a gota d'água que deu início a uma das principais rivalidades do futebol argentino.

ERA AMADORA

Em 1917, o Unión não somente participou como também conquistou, desta vez sem asterisco, a Liga Santafesina. Entre 1919 e 1926, o torneio foi conquistado em outras cinco oportunidades. Concomitantemente aos títulos, o clube viabilizou, em 28 de maio de 1926, a aquisição do terreno para a construção da sua própria cancha.

Três anos depois, em 28 de abril, o Unión inaugurou o Estádio 15 de Abril. Na época, os jornais descreveram o novo estádio como “um dos maiores e mais confortáveis do país”. Para as celebrações, o então governador da província de Santa Fe, Pedro Gómez Cello, foi convidado para realizar o pontapé inicial da partida contra a Associação Amadora de Futebol. Com gols de Faccioni, Mir e Federico Wilde, “Los Rojiblancos” venceram por 3-1.

Atualmente, o campo, que possui capacidade máxima para 28 mil pessoas, continua sendo a casa dos torcedores do Unión, os quais graças ao empreendimento foram apelidados de “Los Tatengues”. Explica-se: situado na Avenida López y Planes, número 3553, isto é, no macrocento”da cidade de Santa Fe, um tradicional bairro de pessoas de elevado poderio financeiro, as quais, de acordo com a gíria da época, eram denominadas “tatengues”, expressão que no português seria algo como “pessoas com a vida ganha”.

Ainda promovendo o novo estádio, em 17 de junho de 1929, o Unión recebeu o Chelsea. Em excursão pelo país, os ingleses, que haviam derrotado, em Buenos Aires, a Seleção Argentina por 1-0 e o Club Atlético San Lorenzo de Almagro por 2-0, além de terem empatado com o Independiente. Porém, em Santa Fe, acabaram goleados, 5-0.

ERA PROFISSIONAL

De casa própria, em 1931, o Unión acompanhou o advento da Associação de Futebol da Argentina (AFA) e a consequente profissionalização do esporte bretão na Argentina. Em 9 de agosto daquele ano, ocorreu o primeiro Clássico Santafesino do profissionalismo, válido pela 4ª rodada da Liga Santafesina. Naquela época, vale lembrar, a Liga Argentina vetava a participação das equipes provincianas, postura que seria modificada somente em 1934.

O Colón vencia por 2-1 até que, aos 23 minutos da etapa complementar, o árbitro, Rogelio Loria, apontou para a marca da cal. Indignados com a marcação, “Los Sabaleros” abandonaram o campo. Dessa maneira, a Liga Santafesina decretou o Unión como vencedor. Como protesto, então, o Colón retirou todas suas equipes das competições organizadas pela Liga, enquanto essa não o ressarcisse. Pressionada, a organização voltou atrás, anulou a partida e reagendou para 9 de agosto um novo duelo, vencido pelo Colón por 2-0.

Mesmo com o revés, haviam motivos para comemorar. Fora de campo, o clube continuava se estruturando. Nesse sentido, em 13 de dezembro de 1931, o Unión disputou sua primeira partida noturna como mandante. Na ocasião, “Los Tatengues” bateram o Rosário Central por 3-1. Vanguardista, o clube consolidou ainda mais sua supremacia regional. Sendo assim, levantou a Liga Santafesina em: 1932, 1934, 1935, 1936, 1938, 1939 e 1940.

Observando o momento do clube de Santa Fé, o então técnico da Seleção Argentina, o italiano Felipe Pascucci, convocou para a Copa do Mundo de 1934 dois “Rojiblancos”: Federico Wilde e Alberto Galateo, que anotou um dos gols da Albiceleste na derrota para Suécia por 3-2. No ano seguinte, o Unión obteve outra vitória internacional. Desta vez, bateu por 6-5, no Estádio 15 de Abril, um combinado de atletas do Atlético de Madrid e do Espanyol, que excursionavam pela Argentina.

https://twitter.com/NigroFerri/status/1250624586963714059

ENFIM NA ELITE

Restrito ao âmbito regional, onde reinava soberano, o Unión, somente em 1940, é aceito pela AFA. No entanto, diferentemente de outras equipes, tais como o Newell's Old Boys e o Rosário Central, o clube de Santa Fe não ingressou à primeira divisão de imediato.

Assim, “Los Tatengues” iniciaram na segunda divisão, na qual debutaram, em 28 de abril, com uma vitória por 4-2 contra o Estudiantes de Caseros. Marcaram, respectivamente, Juan Ulrich, duas vezes, Mario Gerve e Juan Bovadilla. Em 1º de agosto de 1948, aconteceu o primeiro Clássico Santafesino em torneios nacionais sob chancela da AFA. Válido pela 11ª rodada, o Colón venceu pela vantagem mínima, com gol de Salomón Elías. Mais de uma década depois, o Unión se vingou: ao golear por 4-1, praticamente sacramentou o rebaixamento do maior rival à Primeira C.

Após 26 anos no segundo escalão do futebol argentino, o Unión, enfim, acende à primeira divisão. O acesso, aliás, veio em grande estilo, com título. Depois de 23 vitórias, dez empates e seis derrotas, “Los Tatengues”, em 26 de novembro de 1966, derrotaram o Talleres de Remedios de Escalada por 3-0 e, com isso, sagraram-se campeão da B Nacional com três rodadas de antecedência. Marcaram, respectivamente, Orlando “El Fantasma” Ruíz, duas vezes, e Victorio Nicolás Cocco.

 

A ALEGRIA DUROU POUCO

Apesar do arranque promissor, com vitórias contra o Banfield por 1-0, com gol anotado por Ruíz, o primeiro do Unión na elite do futebol argentino, e Chacarita Juniors, a equipe comandada pelo técnico uruguaio Washington “El Pulpa” Etchamendi não teve fôlego.

Mesmo com o triunfo frente ao River Plate, em pleno Monumental de Núñez, o primeiro de uma equipe de Santa Fe na casa de “Los Millionarios”, “Los Tatengues” foram rebaixados à segunda divisão. Ao todo, foram cinco vitórias, dez empates (sendo dois contra o Colón) e oito derrotas.

Porém o retorno veio rapidamente. Já na temporada de 1968, através de um Torneio Reclassificatório, o Unión, vice-campeão da Primeira B, enfrentou o Nueva Chicago e venceu por 3-0. Naquela ocasião, “Los Rojiblancos” formaram com (1-2-3-5): Garzón; Cabrol, Figueroa, Luis Sauco Borges e Casal; Dusso e Lapalma; Mario Nicasio Zanabria, Héctor Vitale, “El Fantasma” Ruiz e Mendoza.

De volta à elite, em 25 de maio de 1969, o Unión bateu, fora de casa, o Colón por 1-0. Esse foi o primeiro “Clasico Santafesino” de primeira divisão que terminou com um vencedor. O artilheiro magro da partida foi Néstor Leonel Scotta.

https://twitter.com/NigroFerri/status/1250793651250307072

OS COMANDADOS DE “TOTO” LORENZO

Após duas temporadas no principal pelotão do futebol argentino, o Unión foi rebaixado. Em meio a esse cenário, em 31 de janeiro de 1971, a Assembléia dos Sócios aprovou a proposta do então presidente, Julio Baldi, de desvincular o clube da AFA e, com isso, tentar regressar à primeira divisão por meio dos Regionais.

Depois de dois anos sem conseguir lograr êxito nessa escalada, o Unión, liderado pelo então presidente, Super Manuel Corral, solicitou sua refiliação. Esse foi o primeiro passo para o terceiro acesso de “Los Tatengues”, que se concretizou em 14 de dezembro de 1974, com a vitória por 1-0 contra o Estudiantes de Buenos Aires.

Imediatamente após a promoção, o corpo de diretores começou a planejar em um novo Unión. Para encabeçar esse projeto, Manuel Corral trouxe o técnico Juan Carlos “El Toto” Lorenzo que havia acabado de ser campeão espanhol com o Atlético de Madrid. Além disso, viabilizou as contratações do goleiro Hugo Gatti, ex-Gimnasia y Esgrima, do meio-campista Rubén José Suñé, ex-Hurucán, dos atacantes Ernesto Enrique Mastrángelo e Víctor Bottaniz, ex-River Plate, Víctor Marchetti e Leopoldo Jacinto Luque, ex-Rosário Central.

Partidas como a vitória contra o Boca Juniors, a primeira na história do Unión, por 2-1, a goleada frente ao Racing por 7-1 e o triunfo sobre o River Plate por 2-0, mostraram que o grupo montado por Toto Lorenzo era muito mais que um punhado de bons jogadores. Mesmo assim, o título não veio. Com 49 pontos, “Los Rojiblancos” terminaram na 4ª colocação.

IOIÔ ROJIBLANCO

Quanto anos depois, o título ficou ainda mais perto. Sob o comando do técnico Reynaldo Volken, o Unión chegou à final do campeonato argentino com o River Plate. A primeira partida, em Santa Fe, terminou empatada em 1-1, ao passo que a segunda, em Buenos Aires, acabou 0-0. Sendo assim, pelo critério do gol marcado fora de casa, o River sagrou-se, em 23 de dezembro, campeão de 1979. Grandes nomes da história do clube atuavam naquela equipe, tais como: Nery Pumpido, Pablo De La Mercedes “El Chango” Cárdenas, Roberto Telch e Fernado Husef Alí.

No entanto, campanhas como aquelas nunca mais ocorreram. Desde então, “Los Tatengues” acumularam campanhas medianas até que, em 1988, foi novamente rebaixado. Aliás, o descenso adquiriu contornos dramáticos, visto que se deu nos pênaltis contra o Racing de Córdoba, nas quais Jorge García, ex-Rosário Central, desperdiçou a cobrança derradeira.

Porém, após uma boa campanha na B Nacional, o Unión, que terminou a competição na 3ª colocação, se candidatou a disputa do Torneio Reclassificatório (o equivalente a um playoff). Para acender novamente à elite, “Los Tatengues” tinham nada mais nada menos que seu eterno rival pela frente, o Colón. Fora de casa, no Estádio Brigadier López, Echaniz e Ricardo “El Negro” Altamirano, de pênalti, deram a vitória para “Los Rojiblancos”. Em 29 de julho de 1989, no Estádio 15 de Abril, o gol solitário de Leonardo Madelón confirmou não somente a promoção do Unión, como também o descenso do Colón.

Atolado em uma crise financeira, três temporadas mais tarde, porém, o clube foi novamente rebaixado. Assim, em 28 de junho de 1992, ao ser derrotado, fora de casa, pelo Deportivo Madiyú, o Unión descendeu outra vez à B Nacional.

“EL PAPA DEL SIGLO”

Na temporada seguinte, um histórico Clássico Santafesino foi disputado. Em 27 de março, Unión e Colón empataram por 1-1. O tento de “Los Tatengues” foi anotado por Hernán René Solari, que na madrugada seguinte ao duelo, faleceu após sofrer um acidente de trânsito.

Em meio a dor da perda e sufocado pelas dívidas, o Unión procurava juntar os cascos para se reconstruir. Desse modo, depois da eleição de Ricardo Tenerello para presidente, o clube tomou um novo rumo. Auxiliado por outros dois líderes internos, Don Ángel Malvicino e Juan Leonardo Vega, o mandatário completou com êxito a árdua tarefa de livrar a instituição da vala econômica onde estava soterrada.

Impulsionado pelo hino oficial, lançado em 29 de abril de 1996, o projeto dentro das quatro linhas possuía um objetivo claro: apostar na cantera. E deu certo. Apenas com a aquisição de peças pontuais, tais como Pablo Bezombe, Héctor “El Pochola” Sánchez e Araña Maciel, pratas da casa como José Luis Marzo, Darío Cabrol, Eduardo Magnín, Lautaro Trullet, Sebastián Clotet, Martín Mazzoni e Rubén Garate, foram essenciais na quinta promoção da história do clube de Santa Fe.

Em 5 de setembro de 1999, ainda na primeira divisão, o Unión tinha pela frente o Colón, o qual não vencia desde o Torneio Reclassificatório de 1999. Mesmo assim, no último “Clasico Santafesino” do século XX, “Los Tatengues”, com um a menos devido a expulsão de Cárdenas, derrotaram “Los Sabaleros” por 2-0, com gols de Trullet e Andrés “El Cuqui” Silvera. Com a vitória, o clube do Estádio 15 de Abril tomou à frente no histórico de vitória do confronto. No dia seguinte, o título do jornal santafesino “El Tablón” era: “Papai do Século”.

CENTENÁRIO

Sempre flertando com a parte de baixo da tabela, na temporada 2001-02, o Unión precisou disputar a promoção, em 26 de maio de 2002, contra o Gimnasia y Esgrima de Concepción del Uruguay para se mantar na divisão de elite. Três dias antes, fora de casa, “Los Tatengues” perderam por 3-1. Porém, no Estádio 15 de Abril, venceram por 3-0, com gols de Perezlindo, Mazzoni e Israilevich, e, portanto, permaneceram na primeira divisão.

No entanto, a alegria durou pouco. Isso porque, no ano seguinte, mais precisamente em 29 de junho, o Unión, ao perder por 3-1 para o Nueva Chicago, foi novamente rebaixado. Nessa temporada, vale ressaltar, “Los Tatengues”, devido aos inundações em Santa Fe provocadas pelas fortes chuvas, precisaram mandar a partida frente ao River Plate no estádio do Patronato, na província de Paraná.

Brigando contra o rebaixamento à Primeira B Metropolitana do início ao fim do campeonato, o Unión conseguiu se salvar somente na última rodada. Em 5 de junho, “Los Tatengues” venceram por 1-0 El Porvenir, com gol de Emanuel “Memo” Torres, e, também, se aproveitaram da derrota por 4-0 do Los Andes diante do Belgrano. Ainda assim, tiveram que disputar a promoção contra o Tristán Suárez. Na partida de ida, 0-0; na volta, em Santa Fe, “Los Rojiblancos” venceram por 3-0 para delírio de Nereo Fernández.

Desde então, o Unión passou a acumular campanhas medianas. Em 15 de abril de 2007, o clube completou 100 anos de história. Como comemoração, os hinchas confeccionaram uma das bandeiras mais grandes da Argentina que cobre o Estádio 15 de Abril por completo. Quatro anos depois, o verdadeiro presente: a equipe comandada por Frank Darío Kudelka e que contava com Pablo Pérez no elenco, ascendeu novamente à primeira divisão como vice-campeão da B Nacional.

“DE LA MANO DE MADELÓN”

Porém, na temporada 2012-13, o 6º descenso se concretizou após a derrota por 4-2 para o San Lorenzo, no Estádio Nuevo Gasómetro. Já na temporada seguinte, ascendeu novamente. Com ampla superioridade, o Unión sagrou-se campeão da B Nacional, e, ainda na 19ª rodada, a equipe comandada por Madelón, após vencer o Temperley por 2-0, com gols de Claudio Guerra, de pênalti, e Lucas Gamba, garantiu o acesso.

Desde então, apesar das trocas no comandado técnico, visto que passaram Juan Pablo Pumpido e Pablo Marini até o retorno, em julho de 2017, de Madelón, o Unión está na primeira divisão. A equipe, aliás, vem fazendo campanhas sólidas.

Na temporada 2017-2018, após um excelente início, o qual conduziu o Unión a 3ª colocação na Superliga Argentina, a equipe passou a perder pontos para equipes da parte de baixo da tabela, como San Martín, com quem empatou por 1-1, e Argentinos Juniors, contra quem perdeu, de virada, por 3-1.

Assim, pela primeira vez durante a competição, o Unión se encontrou fora da zona de classificação para os torneio internacionais. Na antepenúltima rodada, porém, o triunfo por 3-0 contra o Talleres manteve o sonho vivo. Mesmo com o revés para o Boca Juniors na rodada seguinte, o Unión dependia somente de si para se classificar. Então, em 12 de maio de 2018, no Estádio 15 de Abril, “Los Tatengues”, com gol de Franco Soldano, venceram o Independiente e, com isso, se classificaram à Copa Sul-Americana 2019, a primeira competição internacional da história do clube.

COPANDO BELO HORIZONTE

Dessa maneira, a primeira partida internacional oficial disputada na história Unión ocorreu em 20 de março de 2019. Na ocasião, atuando em seus domínios, “Los Tatengues” venceram o Independiente Del Valle por 2-0, com gols de Mazzola e Litti. Apesar da boa vantagem, em Quito, o conjunto equatoriano devolveu o placar e avançou nas penalidades.

Na temporada 2018-19, uma outra boa campanha na Superliga Argentina: 8ª colocação, com 36 pontos conquistados, nove vitórias, nove empates e sete derrotas. Classificado novamente à Copa Sul-Americana, o Unión encarou, em 6 de fevereiro deste ano, o Atlético Mineiro. Em Santa Fe, “Los Tatengues” construíram uma expressiva vantagem ao vencerem por 3-0, com gols de Walter Bou, Carabajal e Cabrera.

Na partida de volta, no Independência, os argentinos flertaram com a eliminação, mas mesmo com a derrota por 2-0 se classificaram à segunda fase do torneio. Mais de dois mil hinchas percorreram cerca de 2.700 quilômetros e foram as lágrimas em Belo Horizonte com a classificação do Unión, um clube “ioiô”, sem títulos expressivos mas que propícia, desde 15 de abril de 1907, o sentimento básico do futebol: paixão. E, como sabemos bem:

“As pessoas podem mudar tudo, de cara, de casa, de família, de namorada, religião, de Deus. Mas tem uma coisa que não se pode mudar. Não se pode mudar de paixão.”

BetWarrior


Poliesportiva


Pedro Ferri
Pedro Ferri
Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

    Artigos Relacionados

    Topo