Brasil de 2006 é uma das piores seleções da história

- A Seleção Brasileira tinha um "quadrado" mágico em final de carreira que atuava por nome e não por bola
Seleção do Brasil em 2006 (Foto: Getty Images)

O Brasil teve diversas seleções excelentes no decorrer de sua história. Contudo, há uma fantasia de que a Seleção Brasileira de 2006 era encantadora e é colocada por muitos como um dos melhores esquadrões que vestiram a Amarelinha. Porém, a coluna Rasgando o Verbo desta terça-feira (2) questiona essa questão e mostra o porque ela é superestimada.

Muitos brasileiros postam em suas redes sociais fotos daquela seleção de 2006 e colocam legendas do tipo “melhor seleção que já vi”, “quando o Brasil era respeitado”, “Saudades de uma seleção de verdade”, para esses casos eu sinto muito em informar que o time titular daquela Copa do Mundo era medonho.

Sentir saudades da relevância que os jogadores tiveram no futebol ou atuações em clubes e até com a camisa da Seleção é mais do justa. Todavia, aquele time de 2006 fez tudo o que uma equipe não deve fazer se pensa em conquistar algum título, quem dirá uma Copa.

Na composição de nomes era uma Seleção Brasileira que no papel poderia ser um dos melhores esquadrões da história do futebol, mas foi uma bagunça dentro de campo. Nomes como Ronaldo, Kaká, Adriano Imperador, Roberto Carlos, marcaram uma geração no Brasil e no mundo, porém em 2006 foram um fiasco.

https://twitter.com/DoentesPFutebol/status/1046471789533167616?s=20

FATOR PARREIRA

Um dos motivos pode ter sido o final de carreira de Carlos Alberto Parreira. O treinador ainda vivia com as glórias de 1994, assim como Felipão as de 2002. Contudo, em termos de esquema de jogo, Parreira não acrescentou nada para aquele time e ainda foi displicente e frouxo ao não botar rédeas em seus atletas.

A Seleção Brasileira deveria ter começado uma renovação muito antes da medonha contratação de Dunga, em 2006. Como resultado, Parreira foi covarde ao não levar jogadores em final de carreira como Roberto Carlos e Cafu. O lateral-direito é um dos maiores de sua posição, porém, foi levado apenas para atingir uma marca história como o atleta que mais vestiu a Amarelinha.

JOGADORES EM MELHOR NÍVEL

Na própria lateral-direita os brasileiros Maicon e Daniel Alves já estavam começando a trilhar seus caminhos no futebol europeu, enquanto Cicinho ainda estava focado em jogar futebol e foi campeão do mundo com o São Paulo um ano anterior. Assim, o ex-Real Madrid havia conquistado a vaga de titular na Copa das Confederações e estava à frente de Cafu naquela ocasião.

Enquanto isso, no meio-campo outro atleta já não estava vivendo seus melhores dias. Como resultado, Emerson estava completamente sem ritmo de jogo e não poderia ter sido titular. Além disso, apesar dos pesares, até Ronaldo Fenômeno que já estava brigando contra a balança deveria ter sido preterido por Luís Fabiano ou outro atacante de movimentação.

A FALSA MAGIA

Os brasileiros estavam encantando com aquela seleção, contudo, isso era reflexo do que foi apresentado no ano anterior em 2005. Assim, com nomes como Cicinho, Gilberto, Roque Júnior e Robinho (que davam uma sustentação física e movimentação), o time tinha intensidade e caminhava com tranquilidade em campo. Contudo, ao colocar Cafu, Roberto Carlos, Emerson e Ronaldo, Parreira deixou o plantel mais lento visto que todos estavam em processo de final de carreira ou fora de forma.

ROBINHO FEZ FALTA

Tanto na Copa das Confederações e nas Eliminatórias as grandes atuações daquela seleção teve o Robinho como titular. Como resultado, o jogador estava vivendo um momento de privilégio físico e dava mais intensidade ao ataque, o que faltou bastante naquela Copa.

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images

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Sobre Alexsander Vieira

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Quando pequeno, pensava em trabalhar com o futebol, como jogador. Por situações não harmoniosas esse sonho se dissolveu, porém achei outra maneira de continuar no esporte. Foi com as mãos que decidi trabalhar, informar minha nação com os melhores acontecimentos, e sempre ter credibilidade no que passo à frente.Obs: 3 x 0 não é goleada

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Alexsander Vieira
Quando pequeno, pensava em trabalhar com o futebol, como jogador. Por situações não harmoniosas esse sonho se dissolveu, porém achei outra maneira de continuar no esporte. Foi com as mãos que decidi trabalhar, informar minha nação com os melhores acontecimentos, e sempre ter credibilidade no que passo à frente.Obs: 3 x 0 não é goleada
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