Pesadelo alviverde

O Palmeiras iniciou o ano de 2016 falando no ”Projeto Mundial”, chamando o torcedor para apoiar o time na campanha da Libertadores, contratando jogadores para formar um elenco com três jogadores por posição. O torcedor confiou na diretoria, lotou o estádio nos primeiros jogos, disposto a empurrar o alviverde imponente, mas a decepção veio logo em sequência.

Enquanto Marcelo Oliveira esteve à frente da equipe, saltava aos olhos a falta de padrão tático, a dificuldade para definir uma equipe titular, os problemas defensivos e a irregularidade frequente. O treinador que foi bicampeão dirigindo o Cruzeiro não aguentou a pressão e caiu. Em resposta, Paulo Nobre e Alexandre Mattos foram buscar Cuca, visto como o salvador da pátria. Mais uma ilusão para o torcedor palmeirense: em dois jogos, a equipe treinada por Cuca foi derrotada duas vezes.

O ano que era para ser de festa para o Palmeiras vai ganhando contornos dramáticos. Jogando pelo Paulistão, o Palmeiras empatou com o São Bento e Oeste, perdeu para Linense, Ferroviária e Audax. Na Libertadores, empatou com o River Plate-URU, uma das piores equipes da competição, perdeu para o Nacional, também do Uruguai, as duas partidas, sendo uma delas em seus domínios, no Allianz Parque. A história se resume da seguinte maneira: o Palmeiras permanece com quatro pontos na Libertadores e convive com o risco eminente de eliminação do torneio continental já na próxima rodada. Restam seis pontos para serem disputados. É dever do Palmeiras conquistar três pontos contra o River Plate-URU jogando em casa. O problema é que esse pode ser um amistoso de luxo, já que em caso de derrota para o Rosário Central, jogando na Argentina, os palmeirenses precisam torcer para que o Nacional não pontos no clássico uruguaio contra o River, pois caso contrário, o alviverde será eliminado precocemente.

Como se não bastasse a necessidade de vitória, na última sexta-feira, a Mancha Verde emitiu uma nota em seu perfil oficial do Facebook criticando o time – taxado como apático pelos próprios membros da torcida – e em certa medida ameaçando os jogadores.

Das arquibancadas vêm o pedido de raça. Para os torcedores a Libertadores é obsessão, mas para os jogadores não.

No próximo dia seis, o Palmeiras joga o jogo do ano. Uma derrota significará o naufrágio de um projeto ambicioso. Cuca mal chegou e já está na corda bamba.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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