Dinizmo: o “jogo bonito” do Audax no Paulistão 2016

Nessa semana, a coluna Tática dos Campeões fala do Grêmio Osasco Audax do então técnico, Fernando Diniz. Ele ganharia destaque nacional, junto aos seus jogadores. Assim, a equipe chamou atenção pela boa qualidade na troca de passes, na saída curta com os pés do goleiro e verticalidade de chegar ao gol adversário com facilidade e superioridade numérica.

Em suma, time interiorano se destacou por superar todos grandes no Campeonato Paulista. Encerrando com o vice-campeonato e uma debandada dos destaques do time para clube maiores. Alguns continuam jogando em diversos times da primeira e segunda divisão brasileira até hoje.

Transição e toque de bola

O time comandado por Fernando Diniz tinha uma característica hoje muito difundida pelos técnicos estrangeiros que estão no Brasil. Assim, tinha a qualidade com os pés do goleiro. Ou seja, o Audax evitava ao máximo “rifar” a bola. Dessa maneira, Sidão, goleiro do time, muitas vezes demorava para repor a bola. Isso porque estava procurando alguma opção para sair tocando.

Além disso, a qualidade na troca de passes encantava. Com aproximação e sempre duas ou três opções de passe, o time saía tranquilamente. Dessa maneira, sempre tocavam quando os adversários subiam a marcação. Diferente do tiki-taka espanhol, a equipe chegava ao gol do outro time muitas vezes com menos de 15 passes até a finalização.

Pressão alta e movimentação sem bola

O time de Diniz também pressionava a saída de bola dos adversários. Sendo assim, teve algumas goleadas na campanha do vice-campeonato. Da mesma forma, era um time onde os jogadores não paravam de se movimentar. Com isso, tinha uma grande troca de posições e funções em meio ao jogo. Além disso, estavam sempre buscando uma boa troca de passes com várias opções para o mesmo.

Último “pequeno” a surpreender e destaques saem

O Grêmio Osasco Audax foi o último time do interior a chegar em uma final do Paulistão. Ou seja, na campanha, goleou o São Paulo, eliminou o Corinthians na Arena Neo Química e só parou no Santos de Dorival Júnior. Isso porque o Peixe teve que se adaptar ao time de Fernando Diniz para levar a final.

Como resultado, vários destaques do time foram vendidos para equipes maiores. Sendo que dos 11 titulares, sete disputaram a Série do Brasileirão após o término do Paulistão 2016.

Veja para onde foram e onde estão atualmente:

Bruno Paulo e Camacho foram para o Corinthians. Enquanto isso, o segundo ainda está no Timão. Tchê Tchê foi para o Palmeiras, onde foi peça chave para a conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano. Assim, está no São Paulo, junto com o técnico Fernando Diniz.

Ytalo foi para o São Paulo. Agora está no Red Bull Bragantino. Yuri foi emprestado pelo Santos e hoje faz parte do Fluminense. Sidão foi para o Botafogo. Atualmente está no Figueirense. Por fim, Mike voltou para o Internacional na época. Hoje está na Chapecoense.

Time base: Sidão, Francis, Yuri, Bruno Silva, Velicka, Camacho, Tchê Tchê, Mike, Bruno Paulo e Ytalo.

Por fim, esse time chamou atenção de todos naquele início de ano de 2016. Com uma proposta de jogo que ninguém acreditava, surpreendeu e foi o último time do interior a chegar em uma final do Campeonato Paulista. Além disso, nos apresentava uma figura que atualmente gera muitas dúvidas: Fernando Diniz. E o “Dinizmo“, ora elogiado por sempre fazer gols, ora criticado por eliminações vexatórias sofrendo gols em momentos que não podiam sob comando do São Paulo atualmente.

Foto Destaque: Reprodução Djalma Vassão / Gazeta Esportiva

Mario Burato
Sou o Mario Burato, desde a infância sonho com o jornalismo esportivo, sou graduando em Ciências do Esporte na Unicamp, indo de encontro com minha paixão por futebol, basquete, todo esporte em si! Fiz alguns cursos extra-curriculares de jornalismo esportivo e amo escrever, assistir, comentar, qualquer que seja o esporte que esteja ocorrendo! Pretendo adicionar meus conhecimentos na área de ciências do esporte com jornalismo esportivo!
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