Testoni

Antes de mais nada, na última semana, o Brusque oficializou a saída de Jerson Testoni do comando técnico da equipe. A saber, o treinador foi demitido após a derrota para o líder Coritiba, por 4 x 0. Além disso, o Quadricolor chegou à 9ª partida sem vitória, o que fez com que o time fosse à 14ª posição. Com 27 pontos, o Bruscão está a apenas quatro na frente do Vitória, próximo adversário e 1ª equipe na zona de rebaixamento.

Dessa forma, o ex-técnico do clube catarinense participou do Debate CM. Na entrevista, abriu o jogo sobre bastidores da sua saída do Brusque e demonstrou chateação ao falar sobre o assunto.

“A única coisa que me deixou chateado foi a forma por como eu saí. Tinham pessoas pedindo a minha cabeça já diante do Botafogo, mas a forma que foi conduzida (a saída) eu não concordei e falei isso para o André (Rezini, diretor executivo) e para o presidente (Danilo Rezini), que foram os dois que mais me defenderam”, disse Testoni.

Desgaste com a comissão técnica

Além disso, o comandante disse que houve uma tentativa de desgastá-lo com o comitê técnico e elenco do Quadricolor.

“Eu soube que fizeram uma reunião com os jogadores de manhã e à tarde com a minha comissão sem eu estar presente e isso jogou minha comissão contra mim. Gerou um desgaste grande. Tentaram encontrar argumentos para me tirar, sendo que os nove jogos sem vencer já bastariam. Essa questão (das reuniões) me tirou o sono, me deixou triste e decepcionado”, declarou.

Posteriormente, completou mostrando outros casos que o desgastaram com a comissão técnica. Assim, contou como exemplo a contratação do auxiliar técnico Luan Carlos e uma briga que teve com a diretoria para ajudar seu amigo e, até então, auxiliar, Fernando Borda.

“Eu não indiquei o auxiliar (Luan Carlos). A diretoria achou que o Fernando não tinha perfil para ser auxiliar. Eu, muito transparente, disse que poderiam trazer outro, mas o Fernando não iria sair do clube e briguei por aumento de salário para ele, pois estava comigo desde lá atrás. Então, a diretoria colocou o Fernando como analista de desempenho. O Luan chegou para ser auxiliar, mas eu confio nas minhas ideias e não me preocupo com ‘sombra'. Não tem problema algum ter uma ‘sombra', porque confio no meu trabalho. Ele teve algumas propostas para sair e foi para o Brasiliense. O que ele achava da minha maneira de trabalhar é algo dele”, completou.

No entanto, Testoni sabe que fez história no Brusque. A saber, o técnico mantinha um trabalho de quase dois anos. Ao todo, foram 102 jogos, com 47 vitórias, 26 empates e 29 derrotas.

“O meu nome está na história do Brusque e isso ninguém vai tirar de lá”, finalizou.

Campanhas históricas do Brusque com Testoni

Dessa forma, o treinador conquistou a jornada mais longínqua do clube na Copa do Brasil, chegando à quarta fase em 2020. Além disso, chegou à final do Campeonato Catarinense pela primeira vez desde 1992 e conquistou o acesso à Série B. Por fim, é o treinador que mais comandou o Brusque em sua história.

Continuidade da temporada do Brusque

Waguinho Dias foi anunciado como novo treinador do Quadricolor e comandou o treino técnico nesta terça-feira (14). Dessa forma, estreia na próxima sexta-feira (17), contra o Vitória, às 16h (horário de Brasília), no Augusto Bauer, estádio do Bruscão.

Foto Destaque: Divulgação/Lucas Gabriel Cardoso/Brusque

Gabriel Vicco
Oi, eu sou o Gabriel Vicco e sou apaixonado por futebol e sempre o tive o sonho de trabalhar com isso. Escolhi o jornalismo por gostar de escrever e me comunicar de várias maneiras. Tenho uma página no Instagram com alguns amigos, o Debate (@debate.fcs), onde postamos notícias, análises e coberturas do Brasileirão Feminino. Atualmente, tenho a certeza de que a profissão que mais almejo é o jornalismo esportivo, por isso busco por experiências e pela minha evolução nesse ramo.

Deixe um comentário