Rodrigo Chagas valoriza mudança de postura do Vitória contra Avaí

- Técnico do Vitória aponta entrega de time baiano no 2° tempo e garante jogo competitivo contra Chapecoense neste domingo
Fernando Neto, autor do primeiro gol do Vitória, comemora empate no início da etapa final junto com atletas

A saga do Vitória pelo livramento do fantasma da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro teve mais um capítulo na noite de ontem, no estádio Ressacada, em Florianópolis (SC). Diante do Avaí, pela 34ª rodada, o Leão da Barra garantiu um novo empate na Série B, desta vez, por 2 a 2. Os gols da partida foram marcados por Fernando Neto e Léo Ceará a favor da equipe baiana. Por outro lado, Valdívia e Jonathan balançaram as redes do time visitante.

Com o resultado, o Rubro-Negro chegou a cinco rodadas consecutivas sem saber o que é vencer. Nesse sentido, o volume limitado de produção dentro de campo e a falta de qualidade técnica tem se destacada jogo após jogo. Em entrevista cedida após o término do confronto, o técnico Rodrigo Chagas, novamente, ressaltou a passividade da sua equipe na etapa inicial. Contudo, valorizou a evolução tática e técnica no segundo tempo.

Ao passo que, modificou o Vitória no decorrer da partida, o comandante conseguiu dar mais solidez na construção ofensiva. Tanto quanto as substituições na etapa final, Rodrigo sacou Gerson Magrão e lançou Caíque Souza na volta do intervalo.

“No primeiro tempo, fomos um time muito passivo, sem alegria, sem disposição. Quando tomamos o gol, nos encolhemos mais ainda. No segundo tempo, fiz a mudança, porque eu precisava de um jogador mais agressivo. Tiramos o (Gerson) Magrão, colocamos o Thiago (Lopes) para dentro com a entrada do Caíque. E a equipe foi mais agressiva. Subi mais o bloco para a gente ter melhor a nossa compactação lá na frente, para não deixar o adversário  jogar. Encaixamos a nossa marcação e fomos um time com mais alma, mais brio”, afirmou.

ATENTO AOS PROBLEMAS DEFENSIVOS DA EQUIPE

Questionado sobre as falhas consecutivas no sistema defensivo, ele analisou o trabalho da zaga. Analogamente, o primeiro gol, marcado pelo meia Valdívia, surgiu oriundo de uma bola aérea.

– A gente trabalhou bastante esse tipo de situação. Tomamos um gol de escanteio. Individualmente marcando, vamos dizer assim, a gente vacilou. Estava tudo bem definido. A bola terminou sobrando dentro da área para o Valdívia. São erros que a gente não pode cometer de forma alguma. Tomar gol de bola parada, principalmente. É continuar trabalhando, fazendo as correções, fazendo com que os atletas enxerguem. Porque futebol é detalhe. Infelizmente, erramos duas vezes, tanto no primeiro como no segundo gol. No primeiro, pior ainda, porque eu não posso estar tomando um gol de bola parada. Mas vamos trabalhar para corrigir o quanto antes essa situação – disse.

Apesar do novo empate, o Vitória ampliou a vantagem para a zona de rebaixamento. Afinal, com o ponto somado, o Leão da Barra está com 38 pontos. Além disso, o Paraná, 17° colocado, tem dois pontos a menos, bem como o Figueirense. Dessa forma, para aumentar a distância para o Z-4, a equipe baiana recebe a Chapecoense, às 16h, neste domingo, no estádio Barradão, em Salvador (BA).

DESFALQUE CONFIRMADO E PENSAMENTO POSITIVO PARA PRÓXIMA PARTIDA DO VITÓRIA

Antes de mais nada, para o duelo contra a Chape, dentro de casa, o Vitória terá a ausência de dois jogadores. A princípio, o atacante Caíque Souza – que saiu lesionado da partida contra o Avaí – e o lateral-esquerdo Rafael Carioca, suspenso com o terceiro cartão amarelo. Ao contrário, o técnico Rodrigo Chagas terá a volta do atacante Ewandro.

“A substituição infelizmente foi por lesão. Era um jogador que eu iria contar para essa partida. Assim como Alisson (Farias), ele entrou muito bem, com aquela dinâmica, disposição e cobrança que a gente faz. O segundo tempo nosso foi muito bom. Fomos aguerridos, competitivos e procuramos não deixar o adversário jogar. Tenho que enaltecer o grande segundo tempo que a equipe fez”, afirmou o comandante do Leão, que também comentou sobre o protesto que está sendo organizado por uma torcida uniformizada para ocorrer no dia do jogo contra a Chape. Na opinião dele, a cobrança, a depender de como ocorra, não vai atrapalhar.

Foto Destaque: Roberto Zacarias/Mafalda Press

Pedro Moraes
Pedro Moraes
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