América-MG

América-MG fez uma campanha histórica no Brasileirão 2021. A saber, o time contrariou todos os prognósticos, e cravou uma classificação para a Copa Libertadores pela primeira vez na história, ao chegar em 8º lugar.

Liderado por Ademir em campo, o grande nome da campanha, o Coelhão provou que é forte, tendo a terceira melhor campanha do segundo turno. De fato, a equipe treinada por Vágner ManciniMarquinhos Santos ficou atrás apenas do Atlético-MG (campeão) e do Flamengo (vice-campeão) neste quesito. Além disso, em sua trajetória, desbancou gigantes do futebol brasileiro como SantosSão PauloPalmeiras. Bem como tirou pontos de CorinthiansFlamengo. Ademais, ainda conseguiu vencer a sensação do campeonato, o Fortaleza, 4º colocado.

Portanto, o América-MG conquistou com todos os méritos a honraria de jogar a Pré-Libertadores. E já tem rival definido, o Guarani-PAR. Mas, agora o que é preciso para o Coelhão ir além no torneio mais relevante das américas? Esse é o assunto que tratamos na coluna Rasgando o Verbo.

Primeiro, o América-MG precisa de um elenco equilibrado

Prioridade: substituto de Ademir

Há dois meses de sua estreia na Pré-Libertadores, em 23 de fevereiro, contra o Guarani-PAR, no Independência, o América-MG ainda trabalha seu elenco. A saber, 16 jogadores foram dispensados pelo clube desde o fim do Brasileirão. Bem como, quatro acertaram a renovação: o goleiro Matheus Cavichioli, o lateral Patric, o volante e capitão Juninho e o meia Felipe Azevedo.

América-MG
Ademir foi artilheiro do time no Brasileirão. (Foto: Divulgação / AFC)

Um dos que saíram do América-MG, entre os 16, foi o atacante Ademir, principal jogador do time na temporada. Em suma, ele não está entre os dispensados, mas já tinha um pré-contrato desde o meio do ano com o Atlético-MG. Assim, já se junta ao Galo em janeiro.

No entanto, esse é um grande problema, pois todas as jogadas do América-MG passavam pelos pés de Ademir. Aliás, o atacante canhoto era a principal referência técnica da equipe. Bem como, era essencial para o estilo de jogo implementado de aproveitar os contra-ataques na maioria das partidas. Portanto, o principal foco da diretoria é achar um jogador que o substitua sem nenhum prejuízo.

O América-MG precisará de uma defesa sólida

Em suma, a Libertadores é uma competição muito traiçoeira, e tem a regra do “gol qualificado”. Então, é de enorme importância que o time tenha uma defesa sólida. Sobretudo dentro de casa, nas fases eliminatórias, onde não ter a rede balançada conta muito. De fato, o sistema defensivo é composto por 11 homens, mas ter dois zagueiros seguros no miolo é crucial nesse campeonato.

Assim, o América-MG já perdeu um dos titulares, Eduardo Bauermann, que vai para o Santos. Além disso, dispensou o reserva imediato, Anderson, que já não tinha tanto crédito com o torcedor. Portanto, só sobrou Ricardo Silva, que tem contrato até dia 31, e ainda não renovou. Assim, faz-se necessária a contratação de, pelo menos, três bons zagueiros.

Aliás, o time já teria até procurado Klaus, ex-Ceará, e Christian Báez, do Libertad. De fato, seriam contratações interessantes. Também é bom ter jogadores acostumados com a Libertadores, caso do paraguaio.

O Independência tem que virar um “alçapão”

América-MG
Torcedores do América acompanham vitória sobre Grêmio. (Foto: Divulgação / AFC)

Longe de mim querer “ditar” como se deve torcer aqui. Meu intuito nesta sessão da coluna é analisar a importância do torcedor. De fato, públicos abaixo de 10 mil pessoas podem não funcionar muito em Libertadores. Vale lembrar que o Guarani-PAR, primeiro adversário do América-MG, eliminou o Corinthians duas vezes com a Neo Química Arena lotada. Então, é um time “calejado”, com alto nível de concentração.

Por isso, o torcedor americano tem que transformar a Arena Independência em um verdadeiro alçapão. O adversário tem que se sentir acuado pela festa dos adeptos. A massa tem que ser a principal aliada do time. Além disso, a arbitragem da Libertadores respeita sempre uma torcida imponente. Por isso, é de suma importância a pressão das arquibancadas durante os 90 minutos.

A torcida do América-MG é vibrante e muito apaixonada, se comparecer em grande número será, com certeza, um diferencial. O 12º jogador.

Foto destaque: Divulgação / América FC

Caian Oliveira
Minha paixão sempre foi o futebol. Mas, nunca sonhei em ser jogador. Não, meu sonho de moleque era levar o futebol às pessoas através da Comunicação. E aqui estou, realizando meu sonho.