Na última quarta-feira (10) saiu a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) sobre a punição do Flamengo quanto aos gritos homofóbicos da torcida rubro negra. O fato ocorreu no segundo jogo dos times pela Copa do Brasil. Entretanto, a decisão de que o Flamengo pague R$ 50 mil não agradou a parte jurídica do Grêmio. Por isso, o diretor jurídico do time gaúcho, Nestor Hein, fez várias críticas à decisão em entrevista ao portal ‘Gaúcha ZH'.

“O Flamengo manda no STJD. O Flamengo sempre resolve as coisas pagando. É sempre punição pecuniária. Ele paga a multa e aí não tem problema. O STJD, por conta dos atos de alguns dos seus auditores, é um propagador de decisões esdrúxulas e absurdas que valem para um clube e não valem para outros. É um tribunal que premia os seus transgressores e as pessoas que não cumprem as suas atribuições. Pode se confiar neste tribunal? Pode se levar a sério um tribunal desses?”

Grêmio x STJD

Em 2014 o Grêmio foi punido pelo STJD e ficou de fora da Copa do Brasil na época. Isso porque alguns torcedores gremistas entoaram xingamentos racistas. O clube identificou todos os torcedores que falaram as ofensas, entretanto, a decisão de excluir o time da competição permaneceu.

“A homofobia hoje está equiparada ao crime de racismo por decisão do STF. Em 2014, o Grêmio identificou todas as pessoas que cometeram atos racistas e, mesmo assim, o STJD excluiu o clube da Copa do Brasil. O Flamengo não identificou nenhuma pessoa que cometeu crime de homofobia. O advogado do clube admitiu que o fato ocorreu e se disse enojado pelo que viu nas imagens. Os auditores também disseram que o fato ocorreu e, mesmo assim, resolveram colocar apenas uma multa de R$ 50 mil. Um deles chegou a dizer que, se condenasse o Flamengo, o clube ficaria com a pecha de ser um clube homofóbico. Por que o Flamengo não pode ficar com a pecha de ser um clube homofóbico? E por que o Grêmio pode ficar com a pecha de ser um clube racista?”

Foto destaque: Divulgação/Grêmio

Eduarda Esposito
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), apaixonada por esportes e futebol. Escritora livre e apaixonada por leitura, incentivadora dos esportes femininos e da representatividade das mulheres em todas as áreas. Brasiliense de nascença e 24 anos de mistura brasileira.