Situação lastimável dos estádios da Copa de 2014

- Dos 12 estádios construídos, o Mané Garrincha, Arena da Amazônia e Arena Pantanal, demonstram total abandono e fracasso no investimento realizado
Situação lastimável dos estádios da copa de 2014

A construção dos 12 estádios para a realização da Copa de 2014 obrigou o governo brasileiro a investir um valor total de 9 bilhões de reais. Se a intenção deste investimento foi para impulsionar os clubes brasileiros com bilheterias, parece que não funcionou em todos.  Dados revelam que de 2013 para 2017, a venda de bilhetes dos 20 maiores clubes do país cresceu apenas 16%, ou seja, de 300 milhões de reais para 350 milhões ao ano. Enquanto que a copa realizada na Alemanha em 2006, o faturamento com bilheterias aumentou 30% ao longo dos quatro anos após o mundial, e o número continua crescendo.

Já se passaram quatro anos após a realização do maior evento de futebol do mundo ocorrido no Brasil. No entanto, três estádios vivenciam atualmente situações tristes de abandono e fracasso no investimento realizado. São elas: Mané Garrincha, Arena da Amazônia e Arena Pantanal.

Por que não começar com o mais caro da Copa de 2014?

Mané Garrincha

Foto: Brasilia De Fato

Localizado em Brasília-DF, o estádio custou aos cofres públicos 1,4 bilhão de reais. O local tem sido motivo de várias reclamações.  A crítica se baseia no dinheiro que foi investido e a falta de um retorno considerável. A arena não atrai públicos para o futebol e enfrenta grandes dificuldades, como, por exemplo, a falta de verbas para suprir os gastos mensais que gira em torno de 700 mil. Além disso, em 2017, Mané Garrincha passou por sete meses sem nenhuma partida oficial de futebol.

Arena da Amazônia

Foto: CBN Amazônia

Foi construída na capital do estado, em Manaus, que por sinal não é considerado um dos grandes centros do futebol brasileiro. Amazônia não possui clubes que representam o cenário do futebolístico do pais. Existem apenas duas equipes no estado, mas disputam a série D. Elas, portanto, não oferecem motivos suficientes para que os torcedores locais se movam para assistir aos jogos do clube.

Em 2017, foram realizadas apenas 15 partidas de futebol. Ao longo dos jogos foram confirmados uma media de 4,6 mil torcedores. Esse número subiu graças a um jogo entre Iranduba e Santos, pela semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino, que teve um total de 25 mil torcedores pagantes. As despesas mensais do estádio são superioras ao do Mané Garrinha (700 mil). A arena gasta 768 mil reais, porém o futebol não tem sido para arrecadar essa quantia. Por esse motivo, o espaço é alugado para a realização de diversas atividades, de feiras a formatura.

A Federação Amazonense de Futebol (FAF) afirmou que para este ano estão agendados apenas três jogos na Arena da Amazônia.

Arena Pantanal

Foto: Gazeta Digital

Localizada no Estado do Mato Grosso, a Arena Pantanal também foi construída para a copa de 2014, assim como os dois estádios já citados. O local também não consegue cobrir todas as despesas inerentes a sua manutenção. Em 2017, por exemplo, foram realizadas 37 partidas, mas o publico pagante teve uma media de 855. Para não desperdiçar espaços vagos no estado, o governo decidiu instalar uma escola dentro do estádio.

Mas a grande novidade é que a Federação Brasileira de Futebol (CBF) afirma que, para este ano, estão autorizadas as disputas de jogos dos grandes times do futebol brasileiro na Arena Pantanal. A entidade aprovou, inclusive, o uso do gramado sintético com uma única condição, que esteja dentro dos parâmetros estabelecidos pela FIFA.

Paulino Henjengo

Sobre Paulino Henjengo

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Paulino Henjengo Nachipipa Martins, angolano e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Go). Em Anápolis trabalhou no Jornal Contexto como repórter colaborador, e no Jornal O Bairrista como Repórter e cinegrafista, além de estagiar no Canal 5 como cinegrafista. Atualmente exerce a função de inspetor de ensino na Faculdade Anhanguera de Anápolis desde março de 2015, e é mestrando em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pôs graduando em Docência Universitária pela Faculdade Anhanguera de Anápolis.

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Paulino Henjengo Nachipipa Martins, angolano e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Go). Em Anápolis trabalhou no Jornal Contexto como repórter colaborador, e no Jornal O Bairrista como Repórter e cinegrafista, além de estagiar no Canal 5 como cinegrafista. Atualmente exerce a função de inspetor de ensino na Faculdade Anhanguera de Anápolis desde março de 2015, e é mestrando em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pôs graduando em Docência Universitária pela Faculdade Anhanguera de Anápolis.

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