A coluna Parabéns ao Craque comemora os 23 anos do atacante Erick (Foto: Reprodução / Ricardo Fernandes)

É quase uma regra: todo garoto, e agora garotas, que crescem nos subúrbios das grandes cidades brasileiras tem na bola seu sonho imediato. Logo, a possibilidade de ascensão social e melhorias para a família são os impulsionadores para a jornada no futebol, mas muitos tem o elemento do simples atuar por “sua casa“. Assim, nesta quinta-feira (10), a Parabéns ao Craque vai para Erick, atacante do Náutico, que completa 23 anos.

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Se, atualmente, vemos Erick desfilar seu bom futebol nos gramados brasileiros à serviço do Náutico, poucos sabem que sua trajetória começou bem antes do Alvirrubro. Isso porque, apesar do Timbu ter sua parcela de importância na formação do craque, ele e o futebol de várzea se confundem. Pois, foi nos campos de terra batida apinhadas de pessoas ao redor, com invasões de campo, feridas e machucados que o jogador se revelou.

Sim… muito embora seja cria do Náutico, a rigor, foi o futebol de várzea que revelou o atleta e seu estilo de jogo está muito relacionado ao esporte praticado à margem dos grandiosos estádios. Assim, seu perfil “malandro” veio das ruas, atuando com pessoas leves e “apanhando” dentro de campo. Logo, foi em uma das partidas que uma escolinha de bairro viu potencial em Erick e o convidou para se aprimorar.

ERICK: ORIGENS ALVIRRUBRAS

Assim, a história de Erick no futebol, propriamente dito, começou em 2013, e não foi no Náutico, mas sim, nas categorias de base do Santos. No entanto, um ano após, iria para o clube que guarda grande identificação e o que lhe projetou para o cenário internacional, inclusive, ao que ele chama de segunda casa. Ainda teria uma passagem pelo Cruzeiro até retornar em definitivo para Rosa e Silva.

Um dos grandes orgulhos de Erick foi ter estado presente em campo na partida de despedida do ídolo Kuki. Dessa forma, o amistoso festivo em homenagem ao baixinho ainda contou com um segundo jogo, em comemoração a volta do Náutico à sua casa, os Aflitos, após uma ampla reforma e anos atuando na Arena de Pernambuco.

Foi quando participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior que o atacante ganhou destaque para cavar uma vaga entre os profissionais do Náutico. Logo, 2017 foi o ano em que despontou no cenário nacional ao marcar nove gols em 39 jogos, um dos poucos que se salvaram em meio a campanha de rebaixamento à Série C do Timbu. Apesar da queda, as atuações chamaram atenção de clubes europeus. Logo, foi vendido ao Braga, de Portugal, em uma das maiores transações do Alvirrubro em valores pouco superiores a três milhões de reais.

PONTE AÉREA BRAGA – SALVADOR – BARCELOS

Dessa forma, com apenas 20 anos, estava Erick em um dos grandes clubes portugueses para disputar campeonatos europeus. No entanto, a inexperiência foi um empecilho para o jovem craque se afirmar nos Arsenalistas já que atuou por poucos jogos. Mas, suficientes para o Alvirrubro lucrar com um percentual por objetivos pessoais alcançados, como realizar 10 partidas pela equipe. Assim, o nosso aniversariante deixava Braga sem marcar gols.

De volta ao Brasil, Erick vestiu cores vermelha e preta, mas não as do rival de Recife, e sim, as do Leão da Barra de Salvador. Assim, emprestado pelo Braga ao Vitória, o atacante voltaria a balançar as redes, mas ainda sem o brilho que o revelou no Náutico. Logo, ao todo, o atacante realizou 32 partidas à serviço do Rubro-Negro baiano com três tentos marcados. Sem sucesso na terra do axé, os Arsenalistas emprestaram-no ao Gil Vicente, de Portugal, por onde novamente não encantou.

“O NÁUTICO É MINHA CASA”

Logo, como todo bom filho à casa torna, de Barcelos, Erick retornou ao Náutico para, enfim, reencontrar mais do que amigos, o seu futebol de antes. Assim, regressando para participar da campanha de volta do Timbu à Série B, a magia das pernas, a velocidade à beira do campo e o um a um de primeira também voltariam. Dessa forma, ao lado de um ídolo recente, Kieza, o atacante é peça fundamental na construção de ataque alvirrubro.

Apesar disso, com a queda de rendimento técnico do Náutico, em uma campanha contra um novo rebaixamento á Série C, o desempenho de Erick também caiu. No entanto, com quatro gols na temporada, segue sendo uma das grandes esperanças de gols para a permanência de um dos mais tradicionais clubes brasileiros, o hexacampeão pernambucano e o único a botar medo no Rei Pelé.

O Náutico é a minha casa. Tem coisa melhor do que estar em casa? Estou feliz. Foi uma negociação difícil, mas eu nunca deixei para lá. Quis voltar de todo jeito” – afirmou Erick na reapresentação no Timbu.

Foto Destaque: Reprodução / Ricardo Fernandes

Ricardo do Amaral
"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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