O título Intercontinental do Peñarol sobre o Benfica

A segunda edição da Copa Intercontinental ocorreu em 1961. O primeiro deles, portanto, foi no ano anterior, derrota do Peñarol sobre o Real Madrid – revés frustrante para os uruguaios. No entanto, ao conquistarem o título da Copa Libertadores da América, sobre o Palmeiras, os aurinegros foram coroados campeões Intercontinentais pela primeira vez, no dia 19 de setembro de 1961, após vitória em cima do Benfica de Portugal.

CAMINHADA DO PEÑAROL ATÉ A CONQUISTA

Em 1961, a Taça Libertadores da América, denominada na época pela Conmebol como Copa dos Campeões da América, foi a segunda edição do torneio. Na primeira disputa, por sua vez, o título ficou com o Peñarol, do Uruguai. Os carboneros haviam conquistado a taça no ano anterior. Além da conquista, garantindo a vaga direta, os aurinegros foram campeões do campeonato nacional, em 1960. Dessa forma, marcando presença na 2ª  competição sul-americana.

Nas quartas-de-final, pelo Grupo 2, o Peñarol enfrentou o Club Universitario de Deportes, do Peru. No dia 19 de abril de 1961, vitória em casa por 5 a 0, com dois gols de Joya, dois tentos de Spencer e um de Sasía. No jogo de volta, em 30 de abril, derrota por 2 a 0, gols de Uribe e Iwasaki. Entretanto, classificação garantida. Pela fase de semi-final, os carboneros ficaram no Grupo B, enfrentando o até então Campeão Nacional do Paraguai, o Olímpia.

O jogo de ida, no dia 21 de maio, foi em Montevidéu, público de 42,000 pessoas e vitória por 3 a 1. Joya, Cubilla e Cano marcaram para os donos da casa, González descontou. A partida da volta foi em Assunção, uma semana depois. Contudo, vitória novamente dos aurinegros, 2 a 1, com gols de Sasía e Cubilla. A final seria entre Uruguai e Brasil – Peñarol x Palmeiras.

FINAL: PEÑAROL x PALMEIRAS

O primeiro jogo da grande final foi no dia 4 de junho, no estádio Centenario, em Montevidéu, no Uruguai. Casa cheia, com público de 64,376 pessoas. O time de Roberto Scarone foi a campo com: Maidana (G), Martínez (LD), Cano (Z), Matosas (Z), González (LE), Aguerre (V), Cubilla (M), Ledesma (M), Spencer (A), Sasía (A) e Joya (ATA). O Palmeiras por sua vez, do técnico argentino Armando Renganeschi, foi a campo com: Valdir (G), Djalma Santos (LD), Valdemar Carabina (Z), Aldemar (Z), Geraldo Scotto (LE), Zequinha (V), Geraldo (V), Julinho Botelho (M), Romeiro (M), Chinesinho (A) e Humberto (A).

Na partida, portanto, vitória magra, 1 a 0, com gol do equatoriano Spencer. Na volta, empate por 1 a 1, no Pacaembu. Dessa forma, o Peñarol sagrou-se bicampeão da Libertadores da América, garantindo novamente a vaga para o Torneio Intercontinental de Clubes, dessa vez, contra o Benfica, de Portugal. O clube de Lisboa, por sua vez, vinha de vitória histórica por 3 a 2 sobre o campeão espanhol – o Barcelona.

TORNEIO INTERCONTINENTAL DE 1961

O primeiro duelo entre as equipes, por sua vez, foi disputado no Estádio da Luz, em Lisboa, com vitória dos donos da casa por 1 a 0 – gol marcado por Coluna. No dia 17 de setembro, contudo, o Peñarol massacrou o clube português, vitória por 5 a 0. Sasía, Joya duas vezes e Spencer com dois tentos garantiram a vitória no jogo da volta. Dois dias depois, também no Uruguai, os Encarnados tinham o retorno de um dos melhores jogadores do mundo na época, Eusébio.

O Peñarol levou a campo o mesmo esquadrão que havia enfrentado o Palmeiras. O Benfica, por sua vez, do técnico húngaro Béla Guttmann. O plantel dos Encarnados, no entanto, foi ao jogo com: Costa Pereira (G), Ângelo (LD), Humberto (Z), Neto (Z), Cruz (LE), Neto (V), José Augusto (M), Simões (M), Eusébio (M), Águas (A), Coluna (A) e Cavém (A). No jogo de desempate, mais uma vitória dos carboneros, 2 a 1. Sasía abriu o placar aos cinco minutos de jogo. O empate das Águias veio aos 35 da primeira etapa, com Eusébio. No entanto, aos 42, Sasía novamente, de pênalti, converteu o gol do primeiro título Intercontinental dos uruguaios. No histórico, o clube ainda conquistou mais três títulos.

Foto em destaque: Conmebol / Ficha do jogo

Matheus Aquino
Matheus Aquino, 19 anos, estudante de Jornalismo - 2° período na UFPB. A paixão pelo jornalismo surgiu desde pequeno. Aos 17 anos entrou para uma rádio comunitária com um programa chamado Na Marca do Pênalti, onde era apresentador. No ano seguinte, ingressou no principal site de seu município como colunista de esportes e repórter jornalístico. Em 2019, entra para uma outra rádio local, dessa vez, fazendo comentários todos os domingos sobre futebol. A facilidade na escrita e a intimidade com o microfone e as câmeras tornaram o jornalismo ainda mais a sua paixão.

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