No Dia do Trabalhador, Vila Nova homenageia colaboradores: “Operários da bola”

Neste sábado (1º), é comemorado o Dia Internacional do Trabalhador. A partir disso, o Vila Nova lançou a série “Operários da bola”. Assim, o clube homenageou, a partir dos seis funcionários mais antigos, os seus cerca de 145 colaboradores. A seguir, confira as entrevistas.

De jogador do Vila Nova a supervisor

Primeiramente, Josimar Marques é supervisor das categorias de base do Tigrão e funcionário do clube há 25 anos. Anteriormente, chegou ao clube como jogador, nos anos 80. Com isso, contou sua trajetória no Colorado.

“Vim para o Vila como treinador de Juniores, depois que parei de jogar. O Givanildo me indicou. Entrei em 96 e fiquei dois anos como treinador. Assim, em 98, assumi a supervisão da base. Nesse tempo, eu também fiquei um ano como professor de escolinha, paralelo à supervisão. Assumi, também, como treinador do juvenil, em 2006, e fomos até campeões. Também fui tesoureiro por um ano e meio, em 2003/2004, na gestão do Paulo Diniz. […] Aqui nada me tira o sono, porque tudo é feito com muito carinho, muito amor, dedicação, e o clube está só melhorando de anos para cá. Estou muito contente e muito feliz no Vila Nova, sou reconhecido”, declarou Josimar.

Desde 2003 cuidando da alimentação dos atletas

Por sua vez, a nutricionista Núbia Melo faz parte da história do Colorado há 17 anos. Antes disso, revelou que é torcedora desde criança. Ademais, foi nadadora dos quatro aos 19 anos. No entanto, teve que abandonar a vida de esportista por não conseguir conciliar com a faculdade. Desde 2003 no Vila Nova, Núbia assumiu a paixão de seu pai, José de Paulo Melo, pelo Tigre.

Meu pai é torcedor fanático do Vila, e eu sempre torci. Fui ao Serra Dourada com ele e meus irmãos desde pequena. Dos três irmãos, fui eu mesma que passei a gostar mais de futebol. Mesmo como profissional aqui dentro, ainda sou a companhia do meu pai nos jogos. Quando entrei aqui, foi uma realização dele também”, revelou Núbia.

Boliviano tem OBA como casa e revela sonho

Odenir de Oliveira, conhecido também como Boliviano, de 63 anos, é dos roupeiro do clube e sonha com o Tigre na Série A do Campeonato Brasileiro. A saber, Boliviano nasceu em Cáceres (MT). Ingressou no Vila Nova em 7 de maio de 2007 e, recentemente, foi o mordomo na campanha histórica do vice-campeonato no torneio de Aspirantes.

“Trabalhei na casa do João Carneiro, ex-presidente do Vila Nova, e morava lá. Fazia serviços gerais, era como o braço direito dele. Até que ele me chamou para entrar aqui. […] Eu acho bom vir para cá. Isso que motiva. Eu me divirto muito, todo mundo conversando o tempo todo, xingando na brincadeira um ao outro. Tudo aqui é alegria e o ambiente é muito bom. Isso ajuda muito. Não tem tristeza. Eu chego no OBA e fico alegre. […] Espero que o Vila Nova suba para a Série A, seria um prazer. É meu sonho”, confessou Boliviano.

Givanildo: desde 77 no Time Do Povo

De Itapuranga, no interior de Goiás, Antônio Divino Rosa, conhecido como Givanildo, é o funcionário mais antigo do Vila Nova. Dessa forma, chegou ao Colorado com apenas 22 anos de idade para ser secretário de Patrimônio e Promoção do clube, ainda no ano de 1977. A saber, atualmente, é responsável pelo Departamento de Registros. A partir disso, contou um pouco sobre seu trabalho, o uso da tecnologia e sobre o amor pela instituição.

“São muitos jogadores que já passaram por aqui. Agora facilitou nosso trabalho. Antes, nós tínhamos que datilografar todos os contratos, não tínhamos o auxílio da informática nem da internet. Atualmente, tem o formulário no próprio sistema da CBF e já envia tudo online. Antes, tínhamos que nos deslocar para o Rio de Janeiro e ir à CBF para registrar o jogador. […] O pessoal costuma dizer que aqui é como a segunda casa, mas o Vila é minha primeira casa, passo mais tempo aqui do que na minha própria casa com a minha família”, disse Givanildo. 

Um dos símbolos do Vila Nova 

Almir Carlos, massagista do clube há 43 anos, chegou ao Tigre com apenas 16 anos. De auxiliar de serviços gerais, passou a atuar aos poucos como massagista das categorias de base. Nesse meio tempo, especializou-se até ser efetivado no time principal. Dessa maneira, Almir declarou seu amor ao time e à profissão.

O Vila é a minha vida. Comecei adolescente. Tive várias oportunidades para sair e nunca aceitei. Então, o Vila Nova é a minha vida inteira. […] Eu sempre procuro manter meu ritmo de trabalho. Eu gosto do clube e do que faço. Se não gostasse tanto, não ficaria tanto tempo”, afirmou o massagista.

Delson: responsável pelos campos

Por fim, finalizando a série “Operários da bola”, o Tigre homenageou Hidelson Rocha da Silva. Em síntese, Delson trabalha no clube desde o início da década de 80 e cuida da manutenção dos campos do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga e do CT Toca do Tigre, em Goiânia. 

O Vila representa tudo para mim. O que mais gosto aqui são as pessoas. Eu morava junto com meus pais, era muito próximo a eles. Eles morreram e, para não ficar lembrando toda vez nem ficar triste com isso, eu venho para o Vila. Aqui, eu esqueço dessa parte, esqueço tudo isso, foco no serviço”, declarou emocionado.

Foto destaque: Divulgação/Vila Nova FC

Danyela Freitas
Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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