Libertadores e Série B no mesmo ano? Relembre 4 casos

- As participações de Palmeiras, Santo André, Criciúma e Paulista entraram para a história do futebol alternativo
Libertadores e Série B

Decerto é quase inimaginável uma equipe da segunda divisão almejar a disputa da Copa Libertadores. Mas se engana quem acha impossível, afinal isso já aconteceu em sete edições do certame. Curiosamente foram os brasileiros que mais protagonizaram essa situação, quatro dos sete são times brazucas. Desse modo, nós do FNV iremos relembrar todas essas participações.

CRICIÚMA – 1992

Sem dúvida, foi nos anos de 1990 que os Carvoeiros viveram uma das melhores décadas de sua história. Em 1991, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Criciúma conquistou a Copa do Brasil. Além do inédito título, vencido encima do Grêmio, o time também garantiu um lugar na Copa Libertadores de 1992. A primeira participação de um catarinense em torneios internacionais, começou da melhor maneira possível.

Na fase de grupos, o clube terminou na 1ª colocação com nove pontos, deixando para trás o poderoso São Paulo, Bolívar-BOL e San José-BOL. Já nas oitavas de final, Felipão e seus comandados bateram, sem dificuldades, os peruanos do Sporting Cristal. Todavia, sucumbiram diante do São Paulo nas quartas, que mais tarde sagrou-se campeão da Liberta. A saber, o desempenho do Criciúma é o melhor dessa lista.

Criciuma x São Paulo

Criciúma x São Paulo pelas oitavas de final da Copa Libertadores (Arquivo SPFC)

SANTO ANDRÉ – 2005

Até 2004 o Ramalhão era desconhecido por muitos amantes do futebol brasileiro. Não atoa, pois a primeira participação do Santo André no Brasileirão aconteceu em 1984. Entretanto, isso mudou no dia 30 de junho de 2004, quando Sandro Gaúcho e Elvis aplicaram 2 x 0 encima do Flamengo em pleno Maracanã. Estava decretado: o time do ABC Paulista era campeão da Copa do Brasil. O Maracanaço carimbou o passaporte dos andreenses para a disputa da Copa Libertadores de 2005. O sorteio colocou a equipe no Grupo 4, o mesmo de Palmeiras, Cerro Porteño-PAR e Deportivo Táchira-VEN.

Decerto, os três primeiros jogos não saíram como o esperado: derrota contra o Táchira, e dois empates, diante do Cerro e Verdão, respectivamente. O triunfo aconteceu somente na 4ª rodada, quando o Santo André bateu o Palmeiras por 2 x 1. Fernando e Rodrigão, autores dos tentos, deram uma sobrevida ao clube na Liberta. O resultado deixou o Santo André sonhar com as oitavas de final. Mas na sequência, o Ramalhão viajou até o Paraguai e perdeu diante do Cerro Porteño. Por fim, o último desafio foi a equipe venezuelana. A sonora goleada de 6 x 0 encima do frágil Deportivo Táchira, não foi o bastante para a classificação.

Santo André x Deportivo Táchira

Jogadores do Santo André comemorando a goleada sobre o Deportivo Táchira (Divulgação)

PAULISTA DE JUNDIAÍ – 2006

De maneira idêntica a zebra citada acima, o Galo do Japi também conquistou a Copa do Brasil. As semelhanças não param por aí, afinal o Paulista eliminou adversários de peso. O jogo de estreia, diante do Juventude-RS, pode ser considerado o mais tranquilo naquela campanha. O sarrafo subiu a partir da 2ª fase, onde a equipe enfrentou o Botafogo-RJ.  Já nas oitavas de final o Galo superou o tradicional Internacional nos pênaltis. Na última cobrança Perdigão converteu, mas o juiz entendeu que a bola não entrou. Assim, os paulistas enfrentaram o Figueirense nas quartas e o Cruzeiro nas semis. Por fim, na decisão, o desafio de bater o Fluminense de Abel Braga foi superado com facilidade: 2 x 0 na ida e 0 x 0 na volta.

A conquista elevou o patamar de Vagner Mancini, técnico do Paulista na conquista da Copa do Brasil. Não apenas de Mancini como também do próprio clube, que pela primeira vez na história disputaria a Copa Libertadores. Entretanto, as atuações de 2005 não se repetiram no Grupo 8 da Liberta, o mesmo de River Plate-ARG, Libertad-PAR e El Nacional-EQU. O Galo do Japi perdeu dois e empatou três jogos, exceto o duelo diante do River no Estádio Jayme Cintra. Amaral abriu o placar com um golaço do meio da rua, Jaílson ampliou e Jairo Patiño descontou.

River Plate x Paulista

Paulista x River Plate no Jayme Cintra (Reprodução)

PALMEIRAS – 2013

A saber, o título da Copa do Brasil salvou o 2012 dos palmeirenses. Conforme o desempenho irregular no Brasileirão, a equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari foi rebaixada. O Palmeiras não teve dificuldade nas fases iniciais, passou por Coruripe-AL e Horizonte-CE, respectivamente. Na sequência, Felipão e companhia bateram o Paraná Clube, Athletico Paranaense e a equipe do Grêmio, nas semis. O desafio final ocorreu contra o Coritiba, com o 2 x 0 construído na ida o empate por 1 x 1 no Couto Pereira garantiu o caneco.

Com o descenso no campeonato brasileiro, jogadores importantes na Copa do Brasil deixaram o clube alviverde. Mesmo assim, o Palmeiras atuou bem na fase grupos e avançou na 1ª colocação. O Tigre-ARG ficou em 2º, Libertad-PAR e Sporting Cristal-PER eliminados. Contudo, a sequência não saiu como o esperado. Gilson Kleina e seus comandados enfrentaram os mexicanos do Tijuana. A ida, realizada no México, terminou sem gols. Mas no jogo 2, graças a uma falha monumental do goleiro Bruno, Los Xoloitzcuintles avançaram.

Momento exato da falha do goleiro Bruno (Ivan Pacheco/VEJA)

Foto destaque: Montagem/FNV

Luciano Massi

Sobre Luciano Massi

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Me chamo Luciano Massi, tenho 20 anos, sou paulistano. Estou no 6º semestre do curso de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Desde criança fanático pelo futebol dentro e fora das quatro linhas, histórias que vão além do esporte. Produzo o Derbicast, podcast voltado ao futebol alternativo, dando enfâse aos esquecidos. Entretanto, nunca me dei bem com a bola...

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Me chamo Luciano Massi, tenho 20 anos, sou paulistano. Estou no 6º semestre do curso de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi. Desde criança fanático pelo futebol dentro e fora das quatro linhas, histórias que vão além do esporte. Produzo o Derbicast, podcast voltado ao futebol alternativo, dando enfâse aos esquecidos. Entretanto, nunca me dei bem com a bola...

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