ES Sétif x Al-Ahly – Visitante de tradição na Liga dos Campeões da África

A missão dos argelinos do ES Sétif, nesta terça-feira (23), às 16h (horário de Brasília), no Stade du 8-Mai-1945, não é nada fácil. Pois, após terem perdido o jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões da África para os egípcios do Al-Ahly, maiores campeões da competição com oito conquistas, por sinal, precisam de, no mínimo, os mesmos dois gols para levar a decisão para os pênaltis. Mas, caso queiram avançar direto, três tentos são necessários. A equipe do Egito só perdeu uma vez no torneio e foi na fase de grupos, para o Kampala. Além disso, são 12 finais, extrema experiência. Por outro lado, dois títulos argelinos também pesam, sendo um recente, em 2014.

ES Sétif

Em desvantagem no confronto, os setifians terão de superar um tradicional rival para avançar a sua terceira final na história. Segundo o meia e capitão dos locais, Abdelmoumene Djabou, a missão é “difícil, mas não impossível”:

“A missão continua difícil, mas não impossível. Os jogadores estão prontos para aceitar o desafio. Quando o ES Sétif está em seu dia, o nome do adversário não importa”, assegurou o capitão.

O presidente do clube, Hassan Hamar, concorda, dizendo estar “confiante” de que sua equipe será capaz de superar a armadilha do Al-Ahly.

“Tenho confiança nos meus jogadores para mudar as coisas e chegar à final. Vamos nos aproximar desta partida com a intenção de rasgar o ticket deles de classificados. É um compromisso importante. Os jogadores terão um bônus especial em caso de classificação. Para mim, esta é uma final antes da real”.

Para este encontro decisivo, o treinador marroquino, Rachid Taoussi poderá dispor de todo o seu plantel, uma vez o elenco não tem lesionados.

https://twitter.com/officielEssetif/status/1053783642525364224

Provável escalação: Moustapha Zeghba; Saadi Radouani, Abdelkader Bedrane, Miloud Rebai e Houari Ferhani; Akram Djahnit, Ilyes Sidhoum, Samir Aiboud e Houssam Ghacha; Abdelmoumene Djabou e Bouguelmouna. Técnico: Rachid Taoussi.

Al-Ahly

A determinação e o desejo de obter a classificação sobre o Sétif é grande, são as palavras de ordem para todos do Al-Ahly, principalmente o treinador, Patrice Carteron:

“Precisamos administrar bem essa pressão. Teremos dois gols de antecedência, mas ainda não estamos classificados. É verdade que estamos indo para o Sétif com uma vantagem, mas acho que temos que sair e jogar pela classificação”, pontuou Carteron.

O técnico francês não parece esquecer a decepção sofrida em setembro de 2014, contra o Sétif. Então treinador TP Mazembe, Carteron foi eliminado nesta fase da competição pelos argelinos, então, o sentimento de vingança deve vir a tona, por mais que negue. O clube egípcio conta com oito troféus da Liga dos Campeões em sua rica história, mas vale ressaltar que, em 1988, no primeiro títulos dos argelinos, também nas semifinais, bateram os egípcios. Em 2015, o ES Sétif venceu o Al-Ahly na Supertaça Africana, no estádio Mustapha-Tchaker no Blida, nos pênaltis, por 6 x 5, após o 1 x 1 no tempo normal.

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Provável escalação: Moha El-Shenawi; Ahmed Fathy, Salif Coulibaly, Ayman Ashraf e Ali Maâloul; Hesham Mohamed, Hossam Ashour, Islam Mohareb, Ahmed Hamoudi e Walid Soliman; Walid Azaro. Técnico: Patrice Carteron.

Retrospecto

Antes do duelo de ida, vencido pelos egípcios, as equipes já haviam se enfrentado em outros três duelos, com vantagem para os argelinos. Em 1988, no primeiro títulos dos argelinos, também nas semifinais da Liga dos Campeões da África, o Sétif venceu o Al-Ahly por 2 x 0 na Argélia e perdeu pelo mesmo placar no Egito, avançando à final nos pênaltis, por 4 x 2. Em 2015, mais equilíbrio. Pela Supertaça Africana, no estádio Mustapha-Tchaker no Blida, nos pênaltis, os argelinos levaram a melhor por 6 x 5, após o 1 x 1 no tempo normal.

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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