Alguns dos jogadores revelados pelas categorias de base no Brasil (Foto Destaque: Divulgação/Olimpíada Todo Dia)

O Brasileirão Sub-18 será iniciado em 6 de janeiro de 2021, terminando no dia 28 do mês seguinte. Com isso, um debate sobre a importância das categorias de base no futebol é necessário.

A princípio, ninguém fica pronto de primeira. Claro que os grandes talentos são revelados cedo. Contudo, até mesmo os melhores diamantes têm que ser lapidados para possuírem mais valor. Lapidar é a base. Assim, a criaram para encaminhar melhor os primeiros passos até o profissional.

Em primeiro lugar, uma das maiores importâncias da base é consertar falhas técnicas. Por isso, ocorre cedo porque técnico nenhum vai perder tempo consertando pequenos erros em atletas que já deveriam vir prontos. Em segundo lugar, o futebol é como se fosse as etapas escolares da vida. Dessa forma, no ensino básico, você aprende o essencial. Portanto, quando chega ao sub-17, você se “forma”, vai para o profissional.

Estoque de talentos

No futebol profissional, sempre acontece algum imprevisto. Na pandemia do COVID -19, quando um jogador testa positivo, se não há reserva; trazem da base. Mas, há situações que eles atuam como reforços. Porém, o Brasil vende muitos jogadores para a Europa, China e Arábia. Então, como reforçar os times daqui? O estoque de talentos da base. Às vezes, o time necessita de um jogador um pouco mais ágil, ou outro mais ousado, e talvez um mais defensivo. Pela pouca idade, a vontade de mostrar serviço em campo dos meninos da base pode ser bem positiva.

“Nos menores frascos estão as melhores fragrâncias”

Investir em jogadores da base é um caminho que pode trazer altos retornos, bem altos. Muitos deles são vendidos antes mesmo de chegar ao profissional, como o João Pedro, que voou do sub-17 do Fluminense direto para o Watford (ING). Desse modo, é claro o quão lucrativo é esse mercado.

Opinião da área

Juliano Lopes em campo jogo pela FMF
Juliano Lopes apitando pela Federação Mineira de Futebol

Juliano Lopes Lobato é presidente da FMF (Federação Mineira de Futebol) e árbitro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) há 13 anos. De acordo com ele, “a categoria de base completa o futebol.” Lobato ainda fala que “sem ela os atletas não teriam noção das regras do jogo.

Para ele, a base ajuda a adquirir condicionamento físico gradativo. Além de aumentar a experiência dos meninos no esporte, o que deixa mais familiar.

Gabriel Santos apitando jogo em Raposos.
Gabriel Santos apitando jogo em Raposos.

Gabriel Santos, há dois anos árbitro da categoria de base,  completa o pensamento de Juliano. Afirma que, além de conseguir experiência, a cooperação entre os jogadores e o compartilhamento das habilidades de cada um fornece grandes lições.

Ele acrescenta ainda que jogadores como Neymar e Ganso foram grandes destaques já na base do Santos. Nesse sentido, isso possibilita que, quando chegar ao profissional, o caminho não seja longo para começarem a crescer e logo partirem para o futebol europeu.

A grandeza do futebol profissional

Desde o retorno do futebol, em 9 de agosto de 2020, houve várias cenas de agressões à arbitragem e comissão técnica. Logo, isso ocorre quando geralmente o árbitro dá uma advertência que não agrada o jogador, que parte para a violência verbal ou até mesmo física. Sendo assim, os entrevistados convidados a falar sobre o assunto deram suas opiniões.

Diante disso, o árbitro Gabriel expressou que “até no sub-15 os meninos não agridem o árbitro, são muito obedientes, e nós os disciplinamos, orientamos. Já no sub-17 e no sub-20, os jogadores já são mais maduros e já começam a reclamar e questionar as decisões.

A fim de mudar essa realidade, o árbitro Juliano Lopes propõe que “palestras sobre as regras do futebol para que eles entendam que a partir do momento que existe uma regra, ela não pode mudar.”

Foto destaque: Divulgação/Olímpiada Todo Dia

Cler Santos
Eu escolhi jornalismo pois além de muito faladeira, semrpe fui uma leitora voraz. Um belo dia vendo Globo Repórter, eu disse a minha mãe que queria viajar muito como a Glória Maria, e ela me disse " então tem que ser jornalista ". É meu objetivo desde então. Já tive experiência de escrever no jornal da escola, estive sempre entre os primeiros lugares nos campeonatos de texto. Em jornalismo mesmo, participei como redatora voluntária para o site " dicas de jornalismo " por cerca de 1 mês na editoria de cultura, em que escrevi sobre mulheres negras, público LGBTQIA+ e veganismo negro. Além disso, já entrevistei e escrevi sobre o radialista de esportes Emerson Pancieri, E a jornalista do MGTV, Cláudia Mourão. Produzi 2 podcasts em grupo, um sobre um time de rugby paraolímpico, e outro sobre semiótica, jornalismo e o caso de Mariana Ferrer. Por fim, participei de uma propaganda sobre a importância do jornalismo para a comunidade com a âncora do MGTV Aline Aguiar.

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