Santa Cruz

Nesta Sexta-feira da Paíxão (10), a Semana Santa também é período para relembrarmos os grandes jogadores que passaram pelo futebol brasileiro. Assim, se o período é santo, nada melhor que trazer os maiores atletas que atuaram pelo Santa Cruz Futebol Clube. Também conhecido como Clube do Povo, o Tricolor do Arruda é uma das agremiações mais tradicionais e populares do Brasil. Logo, Campeão do Nordeste, Tri-super-campeão Pernambucano e Campeão Brasileiro da Série C, a Cobra Coral já teve em seu plantel jogadores de renome, alguns até serviram à Seleção Brasileira.

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TOP 10 – SANTA CRUZ

10º – ZÉ DO CARMO, 58 anos

Revelado nas categorias de base do Santa Cruz, Zé do Carmo foi um dos maiores meias tricolores, sendo campeão pernambucano em 1983, na icônica conquista ao lado de Django e Ricardo Rocha. Ainda faturaria outro título em 1986. Em seguida, foi defender as cores do Vasco da Gama, por onde foi campeão brasileiro em 1989, e do Coimbra, de Portugal, até retornar ao Arruda em 1994. Ao voltar, foi novamente campeão pernambucano. Assim, encerrou a carreira em 1998 pelo Uniclinic, não sem antes atuar pela Seleção Brasileira por quatro partidas e marcar um gol no amistoso contra o Peru. Após a aposentadoria, foi técnico e, atualmente, é comentarista esportivo.

Zé do Carmo

9º – BIRIGÜI, 62 anos

Marcos Antônio Gomes, o grande goleiro Birigüi, chegou ao Santa Cruz em 1983, protagonizando um inesquecível revezamento com Luís Neto na disputa pela camisa 1 coral. Assim, conquistou a vaga de titular e o coração da torcida tricolor fazendo incontáveis milagres durante os campeonatos brasileiros e nas campanhas do bicampeonato 1986-87. Logo, não era incomum a torcida adversária gritar “gol” e depois calar, quando o goleiro se recuperava de um drible ou agarrava uma bola que parecia impossível. Foi canonizado pelos torcedores. Para muitos, ainda hoje é o “São Birigui”.

Birigüi

8º – LUCIANO VELOSO, 71 anos

Seu nome é sinônimo de pentacampeonato. Pois, das 131 partidas dos cinco títulos consecutivos, só não participou de cinco delas. Além disso, foi dele, por exemplo, o gol de falta contra o Náutico que garantiu a primeira das cinco conquistas em 1969. Logo, Luciano Veloso foi um meia habilidoso e grande articulador de jogadas, era dono de um chute poderoso que o levou a ser contratado pelo Corinthians. No entanto, encerrou a carreira antes dos 30 anos para estudar Administração.

Luciano Veloso

7º – LACRAIA

Do futebol de Lacraia pouco se sabe. Pois, na verdade, ele é um dos maiores heróis não apenas do Santa Cruz, mas do futebol nordestino, por ter sido o primeiro jogador e dirigente negro da região. Isso porque, como quase todos os outros fundadores, foi titular do time nos primeiros anos de existência do clube. Quando não estava à frente da defesa, era personagem fundamental nos bastidores. Dessa forma, foi ele quem desenhou o escudo do clube, inspirado nas âncoras dos navios que aportavam em Recife. Parou de jogar, mas continuou a estudar. Logo, formou-se em engenharia e ajudou a dirigir o clube cuja identidade foi moldada, em grande parte, graças à sua presença.

Lacraia

6º – NUNES, 65 anos

Quando os dirigentes à época o viram jogar pelo Confiança, de Sergipe, em 1975, logo perceberam o potencial de Nunes para substituir o ídolo Ramón, prestes a ser negociado ao final do ano. Acertaram em cheio: em meados do ano seguinte, o Santa Cruz era Bi-super-campeão. Assim, o artilheiro de “Cabelos de Fogo” virou o novo xodó da torcida, seduzida pela sua raça e insaciável fome de gols. Dessa forma, quando foi negociado em 1978, depois de passagens brilhantes pela Seleção Brasileira, já havia marcado 86 gols com a camisa nove do Tricolor do Arruda.

Nunes

5º – GRAFITE, 41 anos

Sem jamais ter passado por uma categoria de base ou escolinha de futebol, Grafite passou de peladeiro a promessa no interior de São Paulo. Assim, foi na condição de uma mera aposta que ele jogou no Santa Cruz, em duas rápidas passagens no início dos anos 2000. Logo, pouco tempo depois, tornou-se ídolo no São Paulo, consagrando-se como um dos melhores atacantes do mundo no futebol alemão. No entanto, nunca esqueceu o Tricolor do Arruda. Isso porque, de férias em Recife, sempre dava um jeito de visitar o clube, até que, em 2015, voltou para comandar o time no acesso à Serie A e nas conquistas da Copa do Nordeste e do bi estadual, em 2016. Nesta terceira passagem pelo clube, marcou 31 gols, que se somaram aos 16 marcados em 2001 e 2002.

Santa Cruz
Grafite

4º – TIAGO CARDOSO, 35 anos

Para superar Birigüi no imaginário da torcida tricolor como um goleiro inesquecível era preciso fazer mais do que milagres. Assim, Tiago Cardoso foi o herói de três títulos pernambucanos e do Brasileiro da Série C, se tornando um goleiro insuperável nas partidas decisivas, realizando defesas em sequência nas decisões do tricampeonato de 2011-12-13. É o maior ídolo da torcida tricolor no início do Século XXI.

Santa Cruz
Tiago Cardoso

3º – RAMÓN, 70 anos

Com a cabeça ou com os pés, Ramón era um finalizador nato, daqueles que jamais se intimidam diante do gol. Pois, em suas duas passagens pelo Santa Cruz, marcou 148 gols, 21 deles no Campeonato Brasileiro de 1973, quando foi artilheiro isolado da competição. Do Arruda, o atacante foi para o Internacional e, em seguida para o Vasco da Gama, voltando para encerrar a carreira no Recife no início dos anos 80.

Santa Cruz
Ramón

2º – GIVANILDO OLIVEIRA, 71 anos

Mesmo no século XXI, Givanildo Oliveira seria considerado um “volante moderno”. Ao mesmo tempo em que era um marcador implacável, também saía jogando com passes sempre rápidos e precisos. Além disso, ainda apoiava o ataque e era bom cobrador de faltas. Apesar de jogar na ligação da defesa para o ataque, marcou 35 gols com a camisa tricolor e jogou 13 partidas pela Seleção Brasileira. Assim, possui dois recordes no clube: foi campeão estadual oito vezes e, com 599 apresentações, é o jogador que mais vezes jogou pelo Santa Cruz.

Santa Cruz
Givanildo Oliveira

1º – TARÁ

Para muitos, Tará é o maior jogador de Pernambuco em todos os tempos. Até 1931, o Santa Cruz nunca havia conquistado um título. No entanto, após sua estreia em setembro, o primeiro título veio três meses depois. Assim, ficou 11 anos no Tricolor do Arruda. Após, passou pelo Náutico para jogar ao lado de seus quatro irmãos, mas voltou em 1948 como meia-esquerda. Logo, 18 anos depois de estrear, fez os últimos dos seus 207 gols pela Cobra Coral. É o maior artilheiro da história. Como não bastasse tudo o que fez, ainda foi técnico do time depois de encerrar a carreira em campo.

Santa Cruz
Tará

Foto Destaque: Reprodução / Carlos Ezequiel Vannoni / Portal Lance!

Ricardo do Amaral
"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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