Ao final do Campeonato Sul-Americano Sub-20 2019, todos se perguntam quem foram os melhores jogadores, quem é, de fato, o melhor, qual a seleção do campeonato e etc. A curiosidade para saber quem são os futuros craques a vestirem a camisa das seleções principais é enorme. Dito isto, e para saciar as dúvidas, o Futebol na Veia elegeu os 11 ideais para a seleção do torneio. Porém, antes dos nossos indicados a melhores jogadores, vamos as seleções de outros sites e também da oficial, eleita pela Conmebol, com base nas estatísticas da empresa Opta Sports, especialista em dados esportivos.

MARCA (Jornal da Espanha): Phelipe (Brasil); Pablo Bonilla (Venezuela), Carlos Cuesta (Colômbia), Nehuén Pérez (Argentina) e Diego Palacios (Equador); José Cifuentes (Equador), Santiago Sosa (Argentina) e Samuel Sosa (Venezuela); Nicolás Schiappacasse (Uruguai), Alexander Alvarado (Equador) e Leonardo Campana (Equador).

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Marcador Int – MI (Site e programa radiofônico espanhol): Phelipe (Brasil); Bonilla (Venezuela), Nehuén Pérez (Argentina), Porozo (Equador) e Maximiliano Araujo (Uruguai); Nicolás Acevedo (Uruguai), Santiago Sosa (Argentina) e Julián Álvarez (Argentina); Jordan Rezabala (Equador), Nicolás Schiappacasse (Uruguai) e Leonardo Campana (Equador).

Seleção oficial pela ConmebolKevin Mier (Colômbia); Diego Palacios (Equador), Jackson Porozo (Equador) e Maximiliano Araujo (Uruguai); Gonzalo Plata (Equador), Santiago Sosa (Argentina), Marcos Antônio (Brasil), Samuel Sosa (Venezuela) e Julián Álvarez (Argentina); Leonardo Campana (Equador) e Nicolás Schiappacasse (Uruguai).

Seleção FNV Sul-Americano Sub-20

Goleiro: Phelipe Megiolaro (Brasil)

Phelipe foi o goleiro mais exigido da competição e se não fosse por ele o Brasil poderia ter ido ainda pior na pífia campanha de 2019. O arqueiro teve sua meta vazada em sete oportunidades de 35 tentativas, ou seja, interceptou 28 chutes, tendo 80% de aproveitamento no quesito. Tendo disputado todos os jogos do campeonato, sofria, em média, 3,89 chutes por jogo, levando 0,78 por partida. Foram cinco jogos sem buscar a bola no fundo do arco.

Phelipe fez as possíveis melhores defesas da competição na derrota para a Venezuela por 2 x 0. Primeiro num chute cruzado de Hurtado, carrasco da partida, no segundo jogo entre as equipes, já no hexagonal final da competição. O camisa 9 puxou contra-ataque, levou quatro marcadores brasileiros na velocidade ou no drible e tocou a esquerda do goleiro, que evitou o tento com uma linda defesa. No mesmo jogo, pegou uma bola que tinha como endereço o ângulo, no chute de Sosa, camisa 10 venezuelano, outradefesaça.

Lateral direito: Pablo Bonilla (Venezuela)

Escolha difícil, pois o brasileiro Emerson e o uruguaio Ezequiel Busquets também fizeram um grande torneio. O lateral venezuelano se destacou principalmente na primeira fase, quando seu time foi a melhor equipe geral. Jogador atlético, difícil de ser superado na corrida. Devido a isso, tem forte subida ao ataque e rápido recomposição, além do firme combate no 1 x 1. Mesmo com a queda de desempenho de sua seleção, menteve a regularidade do início ao fim.

Zagueiro direito: Carlos Cuesta (Colômbia)

Um dos pilares da melhor defesa do campeonato não poderia ficar de fora. O capitão Carlos Cuesta e sua trupe sofreram apenas três gols, sendo que o defensor ainda marcou um dos poucos tentos de seu time no torneio, sendo crucial para a ida de sua equipe para a Copa do Mundo por sua solidez defensiva e liderança. Rápido, antecipa os adversários, dá botes precisos, além do bom jogo aéreo.

Zagueiro esquerdo: Jackson Porozo (Equador)

Foi o jogador com mais interceptações no campeonato (32). Ganhou 69% dos duelos individuais (40/58) e foi o jogador do Equador que mais aliviou o perigo da defesa (59). Com bom porte físico, utiliza-se dessa arma para ser dominante sobre os rivais. Poderoso nos confrontos 1 x 1 e nos passes, Porozo parece intransponível em algumas partidas da seleção equatoriana. Quase sempre se destaca por sua passada larga e velocidade. Apesar de ser um defensor muito impetuoso, firme, foi bastante regular e não levou cartões amarelos.

Lateral esquerdo: Maximiliano Araujo (Uruguai)

Foi o defensor que mais chances de gol criou (13) e faltas recebeu (20) no campeonato. Ainda teve 20 interceptações e 21 roubadas de bola. Normalmente bastante ofensivo, Araújo brilhou pelo lado esquerdo também na parte defensiva, como pode-se notar nos dados anteriores, sendo bastante intenso. Está sempre atento, pronto para atacar a bola e marcar seus rivais, sendo duro no 1 x 1.

Volante: Gonzalo Plata (Equador)

O equatoriano representou no meio-campo campeão. Sua velocidade e dribles surpreenderam o Sporting Lisboa, que o contratou por quatro temporadas. De duas assistências no torneio e foi o jogador com mais duelos individuais ganhados (82). Além disso, foi o terceiro maior ladrão de bolas do Sul-Americano, com 34 roubadas, 23 desarmes.

 

Meia-direita: Santiago Sosa (Argentina)

Santiago é um meia com ótimo posicionamento e visão de jogo. Foi crucial ao manter sua posição para que Anibal Moreno tivesse mais liberdade para avançar ao ataque e surpreender na frente. Foi dono do meio-campo argentino, onde também distribuiu passes de qualidade. Na ausência de vários centrais entre lesões e penalidades nos últimos dias, até jogou os dois últimos jogos como volante.

Alternando posição, foi, assim como Plata, o terceiro maior ladrão de bolas do campeonato, com os mesmos números (34). Foi o jogador argentino com mais passes completados (325), interceptações (22), duelos ganhados (61) e bola recuperadas (74). Foi um dos jogadores com mais duelos aéreos vencidos (49) e, abusou das bolas longas corretamente, tendo 58 no quesito.

Meia-esquerda: Samuel Sosa (Venezuela)

Na linha de meio-campistas também há muitas alternativas, mas o camisa 10 vinotinto foi regular e perigoso durante todo o torneio, mesmo durante a queda de desempenho de sua seleção na segunda fase. O canhoto, apelidado de Riquelme venezuelano, teve muita culpa de sua equipe ter feito uma excelente fase de grupos.

Provou ser letal perto da área e foi autor do primeiro gol do campeonato, golaço, na vitória sobre a Colômbia por 1 x 0. E repetiu o bom desempenho na derrota para o Brasil por 2 x 1, fazendo outro tento. Além desses gols, deu mais duas assistências e foi o jogador com mais cruzamento à área (13). Também foi o terceiro atleta que mais sofreu faltas (20) e ainda deu 25 chutes a gols, sendo líder do quesito também pela Seleção Venezuelana.

Ponta-direita: Jordan Rezabala (Equador)

Um dos maiores protagonistas do futebol ofensivo do campeão. O camisa 10 formou uma parceria notável com Gonzalo Plata e Alexander Alvarado, onde atuava na ora na primeira e ora na segunda linha de meio-campistas, tendo muita facilidade para chegar à área. Esta trinca de jogadores foi fundamental para munir o centroavante Leonardo Campana, artilheiro da competição.

Canhoto de grande qualidade técnica, Rezabala não para de se mover no campo. Gosta de estar sempre participando do jogo, subindo ao ataque para ajudar o pivô e se une ao meio-campo de acordo com a jogada, seja pela esquerda ou direita. Tem velocidade e muita agilidade quando chega entre as linhas e é criativo para dar o último passe. No torneio marcou três gols, um deles de falta.

Ponta-esquerda: Nicolás Schiappacasse (Uruguai)

O melhor da competição! Anotou quatro gols, deu duas assistências e foi o jogador que mais chutou a gol, com 44 tentativas, sendo 19 no alvo. Também foi o atleta mais caçado do torneio, com 27 faltas recebidas, além de ter sofrido também dois pênaltis. Liderou o quesito “toques na bola dentro da área rival”, com 56, o que mostra a quantidade de vezes que ofereceu perigo ao adversário.

O ex-jogador do Atlético de Madrid foi recém-emprestado ao Parma. Passou de promessa para realidade no torneio, sempre partindo da esquerda para o meio, sendo comparado ao papel do português Cristiano Ronaldo. Sua incidência no ataque celeste foi brutal, com velocidade, bons dribles e sendo o segundo mais bem-sucedido no 1 x 1, no qual, como visto anteriormente, é difícil de ser parado a não ser com falta.

Centroavante: Leonardo Campana (Equador)

Artilheiro do Sul-Americano com seis gols, Campana acertou 10 chutes no alvo, de 18 tentados. Seu aproveitamento a cada chute a gol é de 1,66, ou seja, se não parca na primeira oportunidade, da segunda não passa. Faz bem o papel de pivô e sabe como se posicionar para a chegada dos jogadores que vem de trás. É bastante preciso nas tabelas, cai bem pelos lados do ataque e tem técnica para armar chutes difíceis. Ele cresceu com o avanço do campeonato e se destacou no hexagonal final, fase em que marcou quatro de seus seis gols. Os dois últimos, no jogo decisivo contra a Venezuela, que permitiu ao Equador levantar o título.

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Eric Filardi
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