Russo é um dos maiores jogadores da história do Sport (Foto: Reprodução / Elton de Castro)

Nesta quinta-feira (18), a coluna Parabéns ao Craque faz homenagem a um dos maiores laterais-direitos surgidos no Nordeste. Isso porque, com passagens marcantes, Russo, que fez história com as camisas do Sport, Vitória-BA e São Caetano, comemora 44 anos de vida. Além disso, chegou à Seleção Brasileira e era opção na reserva de Cafu no final da década de 90 e início dos anos 2000.

Leia mais:

AS ORIGENS NORDESTINAS DE RUSSO

Assim, pernambucano, Ricardo Soares Florêncio, o Russo, nasceu em 18 de junho de 1976, em Olinda. Destro, iniciou a carreira nas categorias de base do Sport, em 1995. Logo, atuando em alto nível desde o princípio, nosso aniversariante conquistou o Campeonato Pernambucano de 1996. Dessa forma, despertando interesse de clubes do Brasil e do exterior. No entanto, por receio próprio, não se transferiu ao Valencia, da Espanha. Logo, no ano seguinte, Russo teria a primeira experiência fora de Pernambuco, no Vitória-BA.

Assim, chegou em Salvador como grande aposta para a temporada de 1997 e não decepcionou sendo importante nas conquistas do Nordestão e do Baiano daquele ano. Já no Campeonato Brasileiro, o craque continuou jogando em grande estilo e contribuiu para a boa campanha nacional. Apesar de não obter a classificação para a fase final, o Leão da Barra foi o melhor nordestino da competição. Ainda em 1997, seria campeão da Copa das Confederações com a Canarinha.

 VAI, MAS VOLTA E SEMPRE RUBRO-NEGRO

Após uma breve e dolorosa passagem pelo Cruzeiro, onde atuou pouco e conviveu com uma contusão na virilha, Russo retornaria a vestir vermelho e preto. Apesar disso, foi campeão mineiro, em 1998, e convocado para a disputa da Copa Ouro pela Seleção Brasileira. Assim, de volta ao Sport, foi campeão pernambucano e participou de uma das melhores campanhas do Leão no Brasileirão de 1998, onde terminou na 5ª posição. Além disso, as atuações pelo Rubro-Negro pernambucano o credenciaram a disputa da reserva de Cafú na Canarinha.

Em seguida ao grande Brasileirão pelo Sport, Russo voltaria para outro velho conhecido: o Vitória-BA. Assim, teve dois grandes anos em Salvador. Com boas exibições, nosso aniversariante faturou o bicampeonato do Nordestão e o título baiano de 1999. No entanto, ao longo do ano, conviveu com a disputa pela titularidade na lateral-direita com Eloy e Baiano, vindo a ficar no banco em alguns jogos.

SPORT 2000: A MELHOR ATUAÇÃO DA CARREIRA

Já sem maiores espaços no Vitória-BA, Russo rumou para Ribeirão Preto para atuar pelo Botafogo-SP. No entanto, teve uma passagem apagada, juntamente com o ano do clube que acabou sendo rebaixado para a Série B. Assim, voltou ao Sport para, enfim, entrar para a história. Isso porque, o craque fez parte de um dos melhores elencos da história do Leão. Logo, com Bosco no gol, Russo na direita, Dutra na esquerda, Sandro Blum na zaga, Nildo na meia e Leonardo no ataque, o Rubro-Negro teve sucesso nacional.

Dessa forma, com exibições espetaculares, entrega dentro de campo, boa marcação e cruzamentos na medida, Russo encantou a torcida do Leão. Além disso, em 2000, o Sport foi pentacampeão pernambucano, conquistou a segunda Copa do Nordeste e foi vice-campeão da Copa dos Campeões. Ainda ficaria na segunda posição na primeira fase da Copa João Havelange, o Brasileirão. Por fim, nosso aniversariante foi convocado para a Seleção Brasileira, mas por jogar as fases finais da Copa dos Campeões, acabou perdendo espaço na Canarinha.

SUCESSO DE RUSSO EM SOLO PAULISTA

Após o seu melhor ano na carreira, Russo foi negociado com o Santos. Assim, chegou ao Peixe com status de grande reforço para a temporada de 2001 e fez grandes partidas. Sendo titular desde o princípio, nunca teve o posto contestado, apesar de não reeditar as gigantes exibições pelo Sport. Em seguida, se transferiu para o São Caetano, onde foi peça fundamental na brilhante campanha da Libertadores.

Assim, sendo o desafogo pela direita, Russo assumiu a titularidade e não decepcionou. Logo, na estreia do Azulão, foi dele o passe para o primeiro gol. No entanto, nos pênaltis, o São Caetano foi vice-campeão da Libertadores, impedindo o confronto com Roberto Carlos no Mundial Interclubes. Além disso, na grande decisão, foi eleito um dos melhores em campo.

APÓS O AUGE, POUCO BRILHO ATÉ A APOSENTADORIA

Apesar disso, em 2003, foi negociado com o Vasco da Gama e, mesmo com atuações consistentes, Russo já dava sinais de cansaço na carreira. Assim, foi campeão carioca daquela temporada, mas nada que lembrasse os grandes anos de Vitória-BA, Sport e São Caetano. Após, teve sua única experiência internacional, no Spartak, da Rússia. No entanto, não se adaptou ao futebol europeu.

Logo, retornou para a última passagem pelo Sport, mas já sem grande brilho, em 2005. Em seguida, passou a perambular por clubes pernambucanos, como Central e Santa Cruz, mas longe de exibir boas atuações, vindo até a jogar pouco. Assim, no final da carreira, ainda atuaria por Anapolina, de Goiás, e Brasil de Farroupilha, do Rio Grande do Sul, até encerrar a carreira, em 2011, no Central, de Caruaru, interior de Pernambuco.

Apesar de um final de carreira onde não foi nem a sombra do que já havia vivido, Russo está imortalizado por títulos, assistências e atuações memoráveis. Isso porque, é considerado um dos maiores laterais-direitos da história do Sport. Pelos clubes nordestinos, foi três vezes campeão regional. Já no São Caetano, esteve perto de alcançar a glória continental. Hoje, um dos grandes jogadores do futebol nacional completa aniversário e, se não fosse a lesão na virilha, talvez estivesse marcado também nas glórias brasileiras.

Parabéns, Russo!

Foto destaque: Reprodução / Elton de Castro

Ricardo do Amaral
"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

Artigos Relacionados