Diego Souza com a camisa 87 no Sport (Foto: Reprodução / Paulo Paiva / DP Foto)

Nesta quarta-feira (17), a coluna Parabéns ao Craque rende homenagem para o Showza, o Skolza, para alguns DS87. No entanto, para a torcida de Palmeiras, Sport e Grêmio, especialmente, o ídolo Diego Souza. Isso porque, o craque completa 35 anos de vida. Com passagens marcantes pelo Verdão, Leão e Imortal, o meia-atacante é sinônimo de gols, dribles, jogadas refinadas e talento com a bola nos pés.

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DAS POLÊMICAS CARIOCAS AO DESTAQUE NO GRÊMIO

Assim, nascido em 17 de junho de 1985, Diego Souza foi revelado pela base do Fluminense, onde chegou em 2002 e ganhou a primeira oportunidade nos profissionais em 2003. Inicialmente, nosso aniversariante atuava como volante, posição que se destacou a partir de 2004, sendo até convocado para a Seleção Brasileira Sub-20. No ano seguinte, conquistou seu primeiro título, o Campeonato Carioca, e foi vice-campeão da Copa do Brasil. Logo, as boas atuações o credenciaram a buscar a Europa.

Assim, o Benfica, de Portugal, adquiriu-o em 2005. No entanto, fora de forma, não teve espaço nos Encarnados, sendo duas vezes emprestado para clubes brasileiros. Dessa forma, o primeiro deles foi o Flamengo, onde Diego Souza colecionou mais protestos e polêmicas do que bom futebol. Pois, nos dois jogos contra o Fluminense, foi alvo de manifestações de Tricolores contrários a sua ida à Gávea, sendo até expulso no segundo encontro. Já em 2006, depois de ter livrado o clube do rebaixamento no ano anterior, se envolveu em muitas confusões. Logo, uma delas com Kléber Leite, então vice-presidente de futebol do Rubro-Negro.

Em seguida, no segundo empréstimo realizado pelo Benfica, Diego Souza rumou para a primeira passagem pelo Grêmio, onde, finalmente, foi feliz. Isso porque, em forma e em grande fase, se tornou um dos principais jogadores da equipe gremista, sendo peça fundamental na conquista do Campeonato Gaúcho de 2007. Além disso, contribuiu para o vice-campeonato da Libertadores da América do mesmo ano. Dessa forma, em alta, foi negociado com a Traffic, que adquiriu seu passe junto aos Encarnados por 3,75 milhões de euros.

O SUCESSO INDIVIDUAL COM O MANTO ALVIVERDE

Com o contrato acabando, Grêmio e São Paulo disputaram o jogador. No entanto, Diego Souza se transferiu para o Palmeiras, então comandado por Luxemburgo, onde viria a despontar em definitivo no futebol brasileiro. Assim, pelo Verdão, foi campeão paulista em 2008. Já em 2009, com excelentes atuações, chegou à Seleção Brasileira, mas sem maiores destaques. No mesmo ano, o craque viria a marcar um gol antológico ainda no antigo Palestra Itália. A saber, do meio de campo, de voleio, ele pegou de primeira e acertou um chute de rara felicidade encobrindo o goleiro uruguaio Fabián Carini, do Atlético-MG.

Em seguida, na reta final do Brasileirão, o Palmeiras perdeu o título, após abrir uma boa vantagem. Além disso, ainda ficou sem a vaga na Libertadores, o que fez com que protestos da torcida recaíssem em sua figura o chamando de pipoqueiro. Apesar disso, Diego Souza foi eleito o craque do Campeonato Brasileiro de 2009. Já em 2010, caiu de rendimento, foi criticado, xingado e afastado pelo clube paulista. Vindo a mostrar o dedo para a torcida. Com o desgaste, foi negociado com o Atlético-MG.

NO VASCO, TÍTULO E GOL PERDIDO NA LIBERTADORES

Após uma breve passagem apagada pelo Galo Mineiro, Diego Souza chegou ao Vasco, terceiro grande clube carioca da carreira. E pelo Cruz-Maltino, teve um início promissor com o título da Copa do Brasil de 2011, sendo peça importante na semifinal contra o Avaí, com gol e dribles. Em seguida, voltou a ter dificuldades para se manter em forma e caiu de rendimento. No entanto, ao readquirir motivação foi fundamental na reta final do Brasileirão, colocando o clube na briga pelo título. Assim, as exibições o credenciaram a voltar a Seleção Brasileira, dessa vez, pelas mãos de Mano Menezes.

Apesar disso, um lance está no imaginário de Vascaínos e Corintianos. Isso poque, pelas quartas de finais da Libertadores de 2012, Diego Souza perdeu um gol cara a cara com o goleiro Cássio. Dessa forma, um gol que fez falta no agregado, que classificou o Corinthians para a semifinal do torneio em que sairia bicampeão. Algo que marcou a carreira do nosso aniversariante.

SPORT: GOLS, IDOLATRIA E A MÍSTICA DA 87

Depois de deixar o Vasco, Diego Souza caiu em uma fase negativa, sem grande brilho por Al-Ittihad, da Arábia Saudita, Cruzeiro e Metalist, da Ucrânia. Apesar de, no clube mineiro, ter feito parte do elenco campeão brasileiro de 2013. Dessa forma, desembarcaria em Recife para fazer história. Logo de cara, vestiu sem cerimônias a camisa 87, em alusão ao título brasileiro do Sport, até hoje protestado pelo Flamengo. Assim, chegava já com status de craque e ídolo. E foi o que se tornou com gols, entrega em campo e identificação com a torcida, sendo apelidado de Embaixador de 87.

Isso porque, já na primeira partida contra o Flamengo, no Maracanã, ao fazer um gol, Diego Souza apontou para o número nas costas em provocação ao adversário. Se já não bastasse as boas atuações, o gesto ficou imortalizado no imaginário torcedor. Além disso, no mesmo jogo, após lesão do goleiro Magrão, terminou o confronto com as luvas na mão. Ainda na primeira passagem pelo Leão, fez parte de um quarteto ofensivo de destaque na década rubro-negra, ao lado de André, Marlone e Maikon Leite. Finalizando com a melhor campanha do clube na era dos pontos corridos.

Após um rápido retorno ao Fluminense, voltou ao Sport para mais duas temporadas em grande fase, onde foi campeão pernambucano, em 2017. Além disso, marcou gols contra ex-clubes e teve atuações memoráveis, ajudando o clube a se livrar do rebaixamento em 2016 e 2017. Assim, com um vasto repertório de gols, boa técnica, cabeceio e drible, abriu os olhos do técnico Tite que chegou a cogitar como opção para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. No entanto, após algumas convocações, ficou de fora da lista final. Mas, não pelo desempenho no Leão e, sim, com o manto do São Paulo, onde se transferiu em 2018.

APÓS SPORT, VOLTA ÀS ORIGENS NO GRÊMIO

Assim, em meio a crise financeira do Sport e buscando confirmar a vaga na Copa do Mundo, Diego Souza foi para o São Paulo. No entanto, voltou a conviver com más atuações e com uma falta de adaptação a posição de centroavante, local em que Tite o enxergava na Seleção Brasileira. Após um período em que nem era relacionado pelo técnico Diego Aguirre, o craque encontrou a forma e contribuiu com gols importantes, chegando a marca de 100 tentos em Campeonatos Brasileiros.

Antes de voltar ao Grêmio, teve uma passagem apagada pelo Botafogo, clube do coração do pai, onde Diego Souza quis honrar a torcida da família. No entanto, passou vários jogos sem marcar e ganhou o rótulo de jogador lento, por quebrar o ritmo das jogadas com excessos de toques de bola. Apesar disso, marcou um golaço contra o Vasco pelo Brasileirão. No Imortal desde o começo do ano, a missão de Renato Gaúcho é resgatar o bom futebol do craque dos tempos de Palmeiras e Sport, onde já tem um início promissor.

Parabéns, Diego Souza!

Foto destaque: Reprodução / Paulo Paiva / DP Foto

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Ricardo do Amaral
"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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