Parabéns, Kieza! O K9 dos Aflitos completa 34 anos!

- Atacante tem passagens de destaque por Bahia e Vitória, mas foi no Náutico que se tornou ídolo
Kieza completa 34 anos! (Foto: Reprodução / Agência Estado)

Nesta quinta-feira (24), o Estádio dos Aflitos está em festa! Isso porque, um de seus grandes ídolos recentes faz aniversário. Assim, Welker Marçal Almeida, o Kieza, completa 34 anos de muitos gols pelo Bahia e Vitória. No entanto, foi em Rosa e Silva que se tornou o homem predestinado a jogar por um clube. No Náutico, foi artilheiro e grande responsável pela melhor campanha da Série A dos últimos anos, em 2012. Dessa forma, a coluna Parabéns ao Craque rende homenagem a um dos goleadores do futebol brasileiro.

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Assim, natural de Vitória, no Espírito Santo, Kieza começou no futebol nas categorias de base da Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube. Com quatro anos de casa, em 2007, já estava integrado aos profissionais. Ainda defenderia o Rio Bananal até se destacar no Desportiva Capixaba, quando conquistou seu primeiro título: a Copa Espírito Santo.

Nessa altura já era apelidado de Sinistro e no Americano, do Rio de Janeiro, teria suas primeiras grandes exibições. Logo, algo que o fez ser eleito um dos destaques do Campeonato Carioca de 2009. Dessa forma, não tardaria para Kieza ganhar o interesse de grandes clubes brasileiro, como o Palmeiras, de Luxemburgo, e o Fluminense.

APÓS DIFICULDADES, A REDENÇÃO NO NÁUTICO

Acontece que Kieza não teve um processo fácil para se firmar nos grandes clubes brasileiros. Isso porque, em três meses de Fluminense, nosso aniversariante marcou quatro gols em oito jogos. Assim, o início foi promissor, mas a má fase do clube em 2009, quando quase foi rebaixado, condenou a titularidade do atacante. Além disso, uma lesão o fez ser sacado do time de Cuca que arrancou para o milagre da reta final nacional livrando da queda à Série B. No ano seguinte, concorrendo com Fred, recém-contratado, e alguns da base, acabou sendo preterido.

Logo, encerrou a passagem pelo Fluminense com cinco gols em 25 jogos. Assim, se transferiu para o Cruzeiro, mas na Toca da Raposa conviveu com nova acirrada disputa pela titularidade. Pois, o clube mineiro tinha Kleber Gladiador, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Soares, Guerrón e Eliandro. Além disso, Kieza foi submetido a uma cirurgia para curar hérnia lingual e não teve sequência. Logo, foi emprestado a Ponte Preta e não teve bom rendimento. Apesar disso, o contrato de quatro temporadas com a Raposa ainda daria frutos, mas longe do sudeste.

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NO NÁUTICO, O K9 ENTRA PARA A HISTÓRIA

Isso porque, em 2011, o Cruzeiro voltou a emprestá-lo, dessa vez para o Náutico para a disputa da Série B. E em Rosa e Silva, Kieza escreveria a mais bela de suas histórias com um clube de futebol. Assim, logo na apresentação, prometeu entrar para a história e conseguir o acesso à Série A. Dito e feito e mais além. Pois, com 21 gols, se tornou artilheiro da competição e peça mais que fundamental no retorno à elite. Além disso, superou o uruguaio Acosta como o artilheiro que mais fez gols pelo Alvirrubro em uma competição nacional.

Na primeira passagem pelo Timbu, ao todo, marcou 23 gols em 39 partidas. Assim, Kieza despertou o interesse dos pernambucanos em renovar, mas o Cruzeiro preferiu que ele retornasse à Belo Horizonte. No entanto, não permaneceria na Toca da Raposa e foi novamente emprestado, agora para o Shabab Dubai, dos Emirados Árabes. Todavia, um novo fracasso internacional faria retornar ao Náutico onde já era considerado ídolo e que aumentou o status ao colocar o boné da organizada do Alvirrubro.

Logo, em 20 partidas pela Série A, Kieza marcou 13 gols e repetiu o bom desempenho do ano anterior se imortalizando no imaginário timbu. No entanto, em 2013, voltaria ao mercado internacional, para o Shangai Shenxin, da China. Na Ásia, a estadia foi de um ano e meio com 13 gols marcados em 34 atuações. Em seguida, de volta ao Brasil, novamente para o Nordeste, viveria uma das grandes fases de sua carreira.

ALTOS E BAIXOS

De volta ao Brasil, nosso aniversariante também retornaria a um período de baixa e com muita superação e trabalho retomou o caminho dos gols. Isso porque, com a missão de ser o centroavante goleador do Bahia, em 22 jogos, marcou apenas seis gols, mas terminou o ano rebaixado junto com a equipe. No entanto, no ano seguinte, Kieza deu a volta por cima, sendo fundamental no título do Campeonato Baiano e no vice da Copa do Nordeste. Assim, os gols deram vaga cativa no ataque do Tricolor da Boa Terra.

Mesmo sem o acesso à Série A, em 2015, Kieza terminou o ano como um dos artilheiros da temporada no Brasil, com 29 gols. No entanto, não conseguiu renovar com o Bahia e voltou para a China. No entanto, o São Paulo atravessou as negociações e levou o atacante para o Morumbi, era um nova oportunidade para espantar o fantasma da época de Fluminense e Cruzeiro. Todavia, preterido pelo argentino Edgardo Bauza, ele foi muitas vezes reserva no Tricolor que tinha Calleri e Alan Kardec na posição. Sob críticas da torcida, ele foi emprestado ao Vitória.

Assim, Kieza teve uma grande recepção com pompa e entusiamo, cenário que o ajudou a reencontrar o caminho dos gols e dos títulos. Pois, pelo Leão da Barra, foi duas vezes campeão baiano e marcou 25 gols em 80 jogos. Ainda teria uma passagem não tão destacada pelo Botafogo e Fortaleza até retornar ao Náutico, para sua terceira passagem em busca de um resgate do bom futebol.

KIEZA NO NÁUTICO: RETORNO DE UM ÍDOLO

Agora, faz parte de um processo de repatriação de grandes ídolos alvirrubros desta década. Após o título nacional inédito da Série C, o Náutico busca o acesso à Série A com Ronaldo Alves, Erick, Jorge Henrique e o K9 de tantos gols. Assim, em todas as passagens por Rosa e Silva brilhou balançando as redes e fazendo a alegria dos torcedores. Logo, é no faro de artilheiro e no oportunismo peculiar de Kieza que o Timbu deposita as suas fichas para o retorno á elite.

Parabéns, Kieza!

Foto Destaque: Reprodução / Agência Estado

Ricardo do Amaral

Sobre Ricardo do Amaral

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"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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