Leomar em treinamento pela Seleção Brasileira (Foto: Reprodução / Evelson de Freitas / Folhapress)

Nesta sexta-feira (26), a coluna Parabéns ao Craque faz homenagem a um dos mais destacados pratas da casa do Athletico-PR. Além disso, ele é considerado um dos maiores volantes do Sport. Assim, estamos falando de Leomar Leiria que completa 49 anos de vida. No entanto, apesar de consagrado com as camisas rubro-negras, o volante acabou sendo envolvido em uma polêmica por convocações à Seleção Brasileira.

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A FORMAÇÃO NA BASE ATHLETICANA

Assim, natural de Marechal Rondon, no Paraná, Leomar Leiria iniciou sua jornada na bola com 18 anos nas categorias de base do Athletico-PR. Logo, ele foi um dos expoentes juvenis do Furacão, bem antes do Centro de Treinamento do Caju começar a revelar grandes nomes para o futebol brasileiro. Dessa forma, permaneceu no clube sete anos, se profissionalizando em terras paranaenses em 1989.

Apesar disso, a primeira passagem de Leomar pelo Athletico-PR contou apenas com um único título: o Campeonato Brasileiro da Série B, em 1995. Antes, o nosso aniversariante já havia pego experiência pelo Iguaçu, também do Paraná. Após o título nacional, o volante foi um dos poucos a permanecer no Furacão com o início da Era Petraglia, conhecida por não valorizar a base e fazer várias contratações por ano, inclusive de treinadores. Talvez, por isso, passou a ser muito utilizado no Paranaense de 1996 e pediu para deixar o clube.

NO SPORT, A CONSAGRAÇÃO

Logo, Leomar rumou para Recife para atuar pelo Sport e fazer história com o manto vermelho e preto. Isso porque, em seis temporadas vestindo a camisa leonina, o volante foi tetracampeão pernambucano, de 1997 à 2000. Além disso, formou uma das maiores gerações do Leão ao lado do goleiro Bosco, dos laterais Betão e Dutra, do zagueiro Sandro Blum, do meia Nildo e do atacante Leonardo.

Dessa forma, após uma breve passagem pelo Botafogo, Leomar e essa geração conquistaria, em 2000, o Bicampeonato da Copa do Nordeste. Assim, esse título que imortalizou os jogadores, fazendo entrar para a história como um dos maiores volantes do Sport Club do Recife. Logo, as boas atuações despertaram o interesse do técnico Emerson Leão, que saiu de Recife para assumir a Canarinha. No entanto, anos depois envolto em polêmica.

NA SELEÇÃO, O NOTA 7 DE LEÃO

Isso porque, em 2001, Leomar vinha de uma grande campanha na Copa João Havelange, o então Campeonato Brasileiro. Assim, com Emerson Leão dividindo o banco do Sport e da Seleção Brasileira, o técnico resolveu radicalizar, após maus resultados, e convocou apenas jogadores que atuavam no Brasil. Dessa forma, viabilizando a ida do craque.

Logo, apesar das boas atuações, consistentes e regulares, o jogador era sempre questionado por suas convocações. Assim, Emerson Leão defendia-o alegando que Leomar sempre recebia “nota 7” nas avaliações das partidas, fazendo o ganhar o apelido de Nota 7. Desse modo, para a Copa das Confederações de 2001, Leão chamou uma equipe alternativa e, entre eles, estava o nosso aniversariante.

Após o insucesso na competição preparatória para o Mundial da Coréia do Sul e Japão, Emerson Leão foi demitido da Seleção Brasileira. Assim, Leomar deixou de ser convocado. No entanto, tempos depois, o presidente do Sport à época, Luciano Bivar, revelou que pagou uma comissão para o volante ser convocado pelo treinador, que negou cabalmente. No entanto, em depoimento na justiça, o ex-mandatário leonino, atual deputado federal e presidente do PSL, negou as afirmações dadas.

UM FIM DE CARREIRA SEM MAIORES BRILHOS

Apesar das críticas na Seleção Brasileira, Leomar conseguiu uma transferência para o futebol sul-coreano para atuar pelo Jeonbuk Motors. Ficou pouco tempo e retornou às origens no Brasil pelo Athletico-PR. No entanto, com um cenário diferente após o título nacional e com uma arena ao estilo europeu. Sem maiores espaços, acabou voltou à Recife, mas para jogar pelo Náutico. No Timbu, foi campeão pernambucano em 2004. Já no fim de carreira, teve passagens por Operário, de Ponta Grossa, e CSA, de Alagoas, onde se aposentou.

No entanto, mesmo marcado pela polêmica com a Seleção Brasileira, Leomar entrou para a história do futebol brasileiro. Pois, a soma dos mais de 10 anos vestindo as camisas vermelho e pretas de Athletico-PR e Sport dão a ele a lembrança eternizada em Curitiba e Recife. A fora, os títulos na caminhada nacional do Leão da Ilha.

Parabéns, Leomar!

Foto destaque: Reprodução / Evelson de Freitas / Folhapress

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Ricardo do Amaral
"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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