Índio Ferreira

Neste domingo (8), o Bahia de Feira perdeu em casa para o Atlético-BA, pela 10ª rodada da Série D. Dessa forma, em entrevista ao Futebol na Veia, o técnico Índio Ferreira comentou sobre o resultado e o desempenho da equipe. Bem como, aproveitou para avaliar seu trabalho até aqui à frente do Tremendão. Além disso, o treinador falou sobre as chances de o clube se classificar à próxima fase da competição. Ademais, confira as principais declarações do professor.

Índio Ferreira fala sobre o jogo

Primeiramente, comandante do Bahia de FeiraÍndio Ferreira falou sobre o que faltou ao Tremendão para segurar a vantagem conquistada no 1º tempo.

“Eu entendo que, o que faltou para a gente segurar o resultado foi querer mais do que o adversário. Era uma partida, na qual a gente já conhecia a proposta de jogo deles, e a gente sabia que não ia ser fácil. E estávamos cientes que se abríssemos o placar, e não buscasse manter o mesmo nível de concentração, ou até dobrar as atenções, a gente sofreria no jogo. E foi o que aconteceu. Tivemos oportunidade de sair com o placar mais elástico no 1º tempo, e não fizemos isso. No intervalo, eu conversei com eles que a gente estava abaixando a guarda, principalmente no aspecto tático. Deixando o Atlético criar espaços, gostar do jogo”, disse o treinador.

Além disso, Ferreira ainda reclamou que a equipe deixava o adversário à vontade quando estava com a posse de bola.

“Nós não soubemos controlar o jogo. Não tivemos competência para marcar as ações do meio-campo dos caras. Quando eles envolviam com a posse, a gente os deixava virarem de um lado para o outro, girar a bola e penetrar na área, principalmente pelo meio da nossa defesa. Tudo isso aconteceu dentro da partida. Então, por isso que como resultado veio uma virada do Atlético”, concluiu o técnico tricolor.

Problemas táticos do time

Por outro lado, Índio admitiu que ainda há falhas no sistema tático do Bahia de Feira. No entanto, ponderou sobre o pouco tempo que está na Arena Cajueiro.

“Vai fazer um mês que eu estou à frente do Bahia de Feira. Temos implantado uma filosofia de trabalho simples. Eu gosto de fazer ajustes, principalmente no sistema defensivo. Por exemplo, tomávamos muitos gols de bola parada, mas isso já melhorou. Mas, como eu disse, um mês de trabalho é muito pouco para implantar tudo aquilo que eu quero e sair 100% no campo. Eu tenho gostado muito do nosso sistema defensivo. Temos sido uma equipe que tem jogado bem postada. No entanto, em alguns momentos do jogo, o time dá o branco. Talvez, pelo pouco tempo de trabalho que nós temos, em alguns momentos do jogo a sintonia entre os jogadores desaparece. E se você analisar os dois gols que tomamos contra o Atlético, vai notar que aconteceram em momentos que estávamos desorganizados”, admitiu.

Além disso, o treinador falou sobre aspectos psicológicos que tem atrapalhado o time. Sobretudo, destaca que as memórias da perda do título baiano ainda rondam as mentes dos jogadores do Tremendão. Por isso, seria necessário trabalhar no sentido de esquecer o ocorrido.

“Este grupo vem abalado desde a final do Campeonato Baiano. Tem que digerir, já não existe mais estadual, estamos em outra competição. E a gente vê que o elenco ainda está naquela situação de falta de confiança. Eu tenho passado muito para eles que a gente tem que esquecer o Baiano, um torneio que já passou. Agora é uma Série D, nós estamos com chance, foram duas vitórias seguidas e um empate. Sete pontos conquistados, em três jogos”, revelou Índio.

Índio Ferreira avalia chances de classificação

Por fim, para o técnico, o Bahia de Feira perdeu grande oportunidade no sentido da classificação para a próxima fase. No entanto, destaque que ainda há chances, e o clube tentará até o final.

“Nós perdemos uma grande oportunidade, jogando dentro da nossa Arena, de a gente encostar de vez no G4. Agora ficou mais difícil, nos distanciamos mais ainda, e vamos ter dois confrontos diretos contra Retrô e Juazeirense. Jogos dificílimos fora de casa. Mas eu acho que a esperança tem que ser mantida viva. E no futebol só existe um resultado, que é ganhar. Para nós não existe empatar, nem perder. E nem pro adversário. Então, a gente tem que colocar na cabeça que temos que ganhar os quatro jogos que faltam, se quisermos sonhar com a classificação ainda”, finalizou o treinador.

Foto destaque: Divulgação/Bahia de Feira

Caian Oliveira
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