ColoColo

Antes de mais nada, conheça a história da torcida mais louca e mais apaixonada de Santiago. Essa do Colo-Colo, que tem formato de torcida Barra Brava, ou seja, não param de cantar um minuto. Ainda assim, fora do estádio ficam cantando sem parar para seu clube e não perdem um jogo sequer. Essa é a famosa “Garra Blanca”. Para muitos, a mais temida do Chile. Normalmente no David Arellano, ela se localiza no centro do estádio, a direita da Cordilheira dos Andes.

História da Garra Blanca

Primeiramente, a Garra Blanca, criada em 1985 por um grupo de Dissidentes do bar da juventude. Diante disso, ele decidiu criar um novo bar, com outro estilo, com outro tipo de paixão e claro com características diferentes. Assim, Jorge Apablaza, Ángel, Samuel, Snoopy, Cristian, Buena Onda, Cesar, Pato Castro para citar alguns, decidem fazer outro novo bar, bem no centro da zona norte. Em 1983, este bar ganhou um pássaro rúbio e um condador vermelho e dessa forma, passou a se  chamar Garra Blanca.

Do mesmo modo, com a divisória no Futebol Chileno, o bar não foi mais muito falado. Diante disso, os times mais populares e os times de menor renda decidiram se juntar e criar uma Copa. A Principio, nomeada de Taça da Amizade. Desse modo, o inicio foi no estádio Santa Laura. Assim, foi lá que a garra branca mostrou sua fúria contra os torcedores de um bar comandado pelo então chamado Chuncho Martínez. O primeiro presidente foi Jorge Apablaza, um dos fundadores da “hinchada”, que era seguido por Guatón Jaramillo.

Em 1990, a barra realizou suas eleições onde Pato Castro e Jorge Apablaza mostraram suas ideias.  O peso que tinham na barra unida, naquela época Santiago e algumas regiões eram enfeitadas com o famoso slogan “junte-se à Garra Branca” BMHS (Brigada Muralista Hooligans ) entre outros grafites, sempre alusivos ao Colo-Colo.

Nesse sentido, uma das características mais marcantes dos sócios, além do rosto pintado, eram os chapéus com desenhos, cores, letras diferentes, em que se destacavam o brasão do clube e o distintivo do dono, e como varrer as explosões, fumaça, berços e telas de diferentes clubes que foram chamadas de troféus de guerra.

Se eles nos procuram, eles nos encontram

Dessa forma, tiveram vários incidentes coma essa torcida nos estádios. que a imprensa deu grande cobertura nas suas páginas principais e vários minutos na televisão, muitos debates, e muitas pessoas da esfera política deram a sua opinião a respeito. fenômeno, mesmo sem nos conhecermos.

Dessa maneira, não tem como negar que era e ainda é a torcida mais louca do futebol chileno. E são esses incidentes que fazem da mais brava do Chile ser tão famosa. Porém, tem outra característica que eles possuem, a organização. Antes de tudo, os seguidores tiveram a chance de compartilhar socialmente com os grupos. Desde já, essa organização fizeram com que comprassem produtos.

Logo, esses produtos tinham os seus nomes. Mas não era somente a organização que fazia isso. Também suas ideias e criatividade. Entre os produtos, podia encontrar chaveiros, chapéus, T-shirt entre outras coisas. Ainda  assim, esse dinheiro ajudava a ir em jogos de Los Albos, fora de Santiago. Sobretudo, novas canções foram escritas juntamente com a editora Agarce.  Desse modo, lançou três musicas com uma delas sendo platina.

Em primeiro  lugar, “Agarrate, “Agarrate II” e “Resistencia Mapuche 1 e 2” foram as musicas com maior venda. Realizado no Teatro Monumental com recorde de Público, com a presebça de grande músicos tanto nacionais quanto internacionais. A partir de então, La Garra Blanca continua crescendo e se tornando o maior fenômeno juvenil do Chile.

Por fim, essa é a Garra Blanca. A mais conhecida e a mais popular do Chile.

Foto Destaque: Divulgação / Colo Colo

Caio Santos

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