Conheça um pouco da história do clube Defensa y Justícia, adversário do São Paulo na estréia da Copa Sul-Americana

Na noite desta quarta-feira, São Paulo e Defensa y Justícia vão se enfrentar em busca de uma vaga para a próxima fase da sul-americana. Em novo formato, juntamente com a copa Libertadores da América, a segunda competição mais importante da América do Sul irá contar com um maior número de representantes por país, o que irá render também, um maior número de equipes estreantes em competições continentais. E uma delas é justamente o adversário do tricolor nesta noite. Conhecido como “Hálcon”, o time situado no pequeno município de Florencio Varela, na Argentina, vai representar sua cidade em uma competição internacional pela primeira vez em sua história.

Sua peculiar origem é datada de 1935, quando um grupo de amigos do distrito de Calvi resolveram criar um clube de futebol perto de um terreno. Inicialmente, o time era conhecido como “Clube do Carro Velho” pois, próximo ao campo, existia uma carcaça de um carro abandonado que a equipe usava como uma espécie de vestiário do time. O clube foi crescendo e, durante uma reunião entre os sócios, fora decidido que haveria uma troca de nome. Durante a discussão, após um secretário defender uma sugestão de nome para o clube, um dos presentes disse: “que defesa e justiça”. Para os sócios, a frase cairia bem para o nome e assim ficou.

Até 1977, o Defensa y Justícia realizava várias atividades como bocha, basquete e eventos com orquestra, quando um grupo de sócios apaixonados por futebol se reuniram com o presidente da época, Norberto Tomaghello, para que o time fosse filiado a AFA(Associação de Futebol Argentina). Com ajuda do então prefeito Hamilton, a cidade ofereceu ao clube um terreno para a construção de um estádio e, a partir dai, começar uma verdadeira luta contra o tempo para contratar jogadores dentro do prazo para as eleições na AFA. Em 20 de dezembro de 1977, por unanimidade, o comitê executivo da autoridade máxima do futebol argentino concedeu filiação ao Defensa y Justícia que conseguiu regulamentar toda sua situação burocrática, inclusive as obras do estádio, durante o verão do ano seguinte.

Hoje, 39 anos após a filiação na AFA, o Defensa y Justícia continua crescendo. Presente na Série A do campeonato Argentino desde 2014, o clube costuma mandar seus jogos no estádio Norberto Tomaghello, que tem capacidade para 20 mil pessoas. Podemos citar Ezequiel Miralles, que jogou por Grêmio e Santos no futebol brasileiro, e Julio Ricardo Villa, campeão do mundo com a Argentina em 1978, como dois dos principais nomes que jogaram pelos Falcões, além de Lucas Pratto, que teve uma rápida passagem pelas categorias de base do time. Atualmente, o Defensa y Justícia é comandado por Sebastián Beccacece (ex-assistente de Jorge Sampaoli até o final da Copa América de 2015) e costuma jogar no esquema 3-5-2. Entre os jogadores do atual elenco, o principal nome é o do volante Jonás Gutiérrez, titular de Maradona na seleção que disputou a Copa do Mundo de 2010 e com passagens por Newcastlle e Deportivo La Coruña.

 

Pedro Victor Almeida
Meu nome é Pedro Victor Oliveira de Almeida, sou estudante de Jornalismo, cursando o oitavo semestre, e apaixonado por esportes, principalmente automobilismo e futebol. Aliás, foi a paixão pelo próprio futebol que me motivou a buscar essa carreira com o sonho de trabalhar cobrindo o esporte mais emocionante do planeta.
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