Alejandro Cappuccio, técnico campeão do Apertura Uruguaio, fala com exclusividade ao FNV

- O treinador guiou o Rentistas ao acesso à elite em 2019 e levou-o ao título histórico em 2020
Alejandro Cappuccio, técnico campeão do Apertura Uruguaio, fala com exclusividade ao FNV

O jovem treinador de apenas 44 anos já fez história no futebol uruguaio. Alejandro Cappuccio marcou seu nome como um dos grandes ídolos do Rentistas. Isso porque, além de levar o time a 1ª divisão em 2019, guiou o time ao histórico título do Apertura Uruguaio 2020 e garantiu vaga na Sul-Americana 2021. Assim, mesmo em ano de pandemia, a equipe superou, não só o vírus, mas os gigantes Peñarol e Nacional, para levar o inédito troféu para os Bichos Colorados após 87 anos de vida. Em exclusiva ao Futebol na Veia, Cappuccio falou sobre a montagem do elenco campeão:

“Começou em janeiro de 2019, buscando o acesso à 1ª divisão, o que foi alcançado. E ficaram 14 jogadores para o ano de 2020. A gente fez um scout com atletas de muito bom currículo em anos prévios e não tão bons na atualidade, para poder trazê-los, economicamente falando, visto que temos o mais baixo investimento dos 16 clubes da 1ª divisão do Uruguai. Conversamos com os jogadores que tentaríamos ficar em 3º, 4º lugar, para que novamente entrassem no mercado de elite do futebol. E eles conquistaram isso, se entregaram ao modelo de jogo e saímos campeões do Apertura Uruguaio”.

A montagem do elenco campeão

Alejandro Cappuccio explicou sobre o fator principal do Rentistas ter batido potências históricas e econômicas. A estratégia foi armar um plantel com três diferentes faixas etárias de idade. Os mais experientes, com mais de 30 anos, uma segunda camada madura, na faixa dos 27 anos, e os mais jovens, sub-23.

“Cinco jogadores com mais de 30 anos, experientes, líderes positivos, vigentes em sua atividade de futebol, como Alexis Rolín,Andrés Rodales, Malrechauffe Verdún, Irrazábal… Então, eles potencializaram muito a equipe. Depois vem uma segunda camada com jogadores na faixa dos 27 anos, como Renato César, Matías Abisab e Gonzalo Vega, que haviam estado na elite do Uruguai. Por fim, os Sub-23, jogadores com muito talento, pouca experiência, mas muito fome de glória. Robert Ergas, Maxi Falcón, Ramiro Cristóbal, Carlos Villalba, argentino de Córdoba, muito bom, Cristian Olivera, que agora fez um mês que foi comprado pelo Almería, da Espanha”, contou o treinador, que completou:

“Então, a equipe tem juventude, experiência, paciência para elaborar os gols e jogadores com muita fome de glória. Na metade do campeonato chegou Santiago Romero, que jogou no Brasil, e Mathías Abero, ex-jogadores do Nacional, multi campeões uruguaios com o Nacional. Abero jogou quatro anos na Superliga Argentina. Potencializaram muito a fome de glória, o sacrifício, a gana por ganhar. Tudo isso formou uma equipe competitiva, agressiva, vertical, quando necessário, e com jogo de posição, com amplitude, profundidade, terceiro zagueiro quando precisava maior dominância. Foi isso que formou uma equipe camaleônica, que se adaptava quanto a força do rival para definir um plano de jogo”, finalizou.

 

Objetivos 1, 2, 3: ✅ 4…

Alejandro Cappuccio bradou que mais do que fora pedido no início do ano já foi alcançado. Porém, alguns objetivos ainda estão em produção. Também comentou sobre a possibilidade de serem campeões uruguaios e até as condições para disputar uma Libertadores em 2021, caso se classifiquem:

“Os objetivos dos dirigentes do Rentistas quando contrataram nossa comissão técnica era permanecer na 1ª divisão, no qual, todavia, necessitamos alguns pontos mais para isso. Por sorte, a equipe já conseguiu mais dois objetivos: a classificação à Sul-Americana e o Campeonato Apertura. E, ademais, já se classificou para a final do Campeonato Uruguaio, em fevereiro de 2021”.

“Acho que o Rentistas pode ser campeão uruguaio. Por mais que nossos jogadores estejam sendo tentados para ir para outros países, economicamente mais fortes: Maxi Falcón, zagueiro titular, está partindo para o Chile. Robert Ergas, partiu hoje para o Olímpia, do Paraguai, e há dois meses Cristian Olivera foi para o Almería, e há muito mais jogadores tentados para sair para outro clube”

“Creio que estamos estruturados política, financeira e tecnicamente para disputar uma Libertadores no próximo ano. Temos uma infraestrutura adequada, mínima, mas adequada. Temos muita mentalidade ganhadora, muito talento nos jogadores, já que o principal do futebol são os jogadores. Treinadores, professores, somos só facilitadores, ferramentas para o desenvolvimento do jogo dos jogadores. O futebol é dos jogadores”.

Foto destaque: Divulgação/Rentistas

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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