River Plate

Nesta semana, a coluna , no comando do River Plate. O clube argentino precisou se reconstruir no cenário sul-americano para retomar o caminho das vitórias e títulos. Gallardo foi ex-jogador dos “Millonarios” e foi anunciado como novo treinador da equipe em junho de 2014. Na época, o River estava em processo de reconstrução, visto que a equipe havia sido rebaixada à 2ª divisão. Dessa forma, era preciso um projeto para resgatar o “Más Grande”.

Rodolfo D’Onofrio assumiu a presidência do clube no final de 2013. O dirigente adotou uma política austeridade e tomou medidas como a profissionalização da gestão, renegociações de dívidas, o lançamento do programa de sócio-torcedor “Tu lugar en el Monumental”, fornecendo descontos anuais para os sócios, o desenvolvimento da comercialização de ingressos e pacotes, além de um mecanismo de indexação para as cotas dos afiliados.

Gallardo iniciou seu trabalho com o mesmo elenco da época da 2ª divisão e conseguiu explorar o potencial máximo dos jogadores. Dessa forma, sob o comando de “El Muñeco”, os Millonarios conquistaram a Campeão da Sul-Americana, da Recopa Sul-Americana (três vezes), Supercopa, Libertadores da América (duas vezes), Copa Argentina (três vezes) e da Supercopa Argentina.

ESTILO E CONVICÇÃO

O segredo por trás do sucesso do técnico argentino está pautado no convencimento dos atletas em sua filosofia de jogo. Um estilo baseado pela posse de bola, intensidade e ofensividade. Além disso, Gallardo tem muito prestígio entre os torcedores e dirigentes.  Assim, foi um dos grandes jogadores da história do clube e passou a ser considerado o maior treinador da história do River, após as conquistas dos últimos anos.

Outro ponto importante no trabalho de Marcelo Gallardo é a atenção com as categorias de base. O treinador precisou recorrer às canteiras dos Millionarios, para assim encontrar  jogadores que trouxessem retorno dentro de campo, mas também lucro ao clube, que precisava se estabilizar. El Muñeco conseguiu criar uma identidade e cultura ao clube argentino.

Time base: Armani, Montiel, Maidana, Pinola, Casco, Ponzio,  Enzo Pérez, Palacios, Pity Martínez, Nacho Fernández, Scocco e Borré (Pratto). 

Foto: Reprodução

RIVER PLATE – 2018

Falaremos especificamente do River Plate da temporada 2018. A equipe se sagrou campeã da Copa Libertadores, após vencer o rival Boca Juniors, por 3 x 1, em Madrid. O River jogava no 4-4-2, com duas linhas bem compactas e uma dupla de ataque letal. Marcelo Gallardo tinha algumas premissas em sua equipe. A marcação pressão, rápida troca de passes, intensidade e ofensividade eram as principais características daquela equipe.

O sistema defensivo como um todo era seguro e firme. No gol, Armani se destacava pelas boas defesas e saída de bola. Isso porque ele participava muito, dando bons passes para o time avançar ao campo de ataque. Os laterais Montiel e Casco também desempenhavam um papel importante. A dupla bastante ofensiva, apoiava com qualidade e funcionava como válvula de escape.

Além disso, os laterais ofereciam amplitude no setor ofensivo, enquanto que os pontas se infiltram para o centro, buscando a aproximação com os atacantes que atuam por dentro. A zaga formada por Maidana e Pinola era efetiva na bola aérea defensiva e ofensiva e passava segurança e experiencia aos demais jogadores.

PRESSÃO E EFETIVIDADE

O meio de campo era um pilar importante naquela equipe. Ponzio e Palacios eram os volantes responsáveis pela marcação e saída de bola dos Millionarios. A marcação pressão do River era essencial no estilo de jogo de Marcelo Gallardo. A ideia é elevar o número de jogadores no campo de ataque e pressionar a saída de bola da equipe adversária com a ideia de roubar’ a posse mais próximo do gol do rival.

Nacho Fernández e Pity Martínez eram os dois pontas. A dupla tinha muita habilidade e era fundamental na armação das jogadas. Além disso, também participava da recomposição defensiva, voltando para formar uma linha de quatro jogadores, juntamente com Ponzio e Palacios.

Na frente, Scocco e Borré se destacavam. A dupla era muito eficiente e letal. Muitos gols do River saíram dos pés dos dois. As tabelas e movimentações confundiam os adversários, que apresentavam dificuldade para fazer a marcação.

Em suma, o River Plate era um time muito intenso com e sem a bola. Os jogadores atuavam de forma frenética, para assim poder executar de maneira efetiva a filosofia de jogo de Marcelo Gallardo. A equipe se saiu muito bem e marcou história no cenário sul-americano sob o comando de El Muñeco.

Foto destaque: Reprodução / Getty Images

 

André Lobato
Sou André Lobato, jornalista de Contagem-MG. Sempre gostei de esportes, em especial o futebol. Foi assim que me tornei jornalista. Amo contar histórias. Atualmente, sou repórter de Futebol Internacional no Portal Esporte News Mundo e setorista do Atlético, no Portal Fala Galo. Também sou criador do @futebolcuriosidade_ no Instagram.

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