Wladimir

Neste sábado (29) a coluna Parabéns ao Craque homenageia o maior lateral-esquerdo da história do Corinthians. Wladimir Rodrigues dos Santos completa 66 anos. Nascido em São Paulo, é o atleta com mais jogos com a camisa do Timão, sendo 805 jogos. Líder dentro e fora de campo, o jogador é ídolo de todos os torcedores do Alvinegro. Por fim, com toda certeza esta na seleção de todos os tempos do clube.

DO TERRÃO A TITULARIDADE

Cria do Terra, o Wladimir teve sua primeira chance na equipe principal do clube, em uma excursão em 1972. Lá já chamou muito atenção de todo. Contudo só se firmou como titular no ano seguinte. Dali então a história se fez.

Apesar de atuar na lateral esquerda, o atleta vestia a camisa de número 4 e foi dono absoluto da posição. Quando assumiu a titularidade, o clube passava por momentos difíceis. O time vivia uma fila sem títulos estaduais, que ainda duraria por alguns anos. Mas, o jogador já demonstrava uma garra e uma habilidade incomum.

Foto: Reprodução/Veja

Após, dois anos na equipe principal, chegou as semifinais de Campeonato Paulista. Antes dos jogos, o atleta sentiu uma lesão e ao contrariando as recomendações médicas, Wladimir mostrava uma garra incrível. Apesar do clube não chegar à final, o lateral caiu nas graças da Fiel torcida.

Por fim, no ano de 1975 o famigerado título estadual não chegou, contudo o clube ergueu um troféu, conquistando o Rio-São Paulo daquele ano. Sendo o lateral um dos destaques da equipe.

PAULISTA DE 1977

Os anos passaram ,e Wladimir se tornava cada vez mais ídolo e dono da posição. No ano de 1976, ajudou o clube a chegar à final do Campeonato Brasileiro, a famosa Invasão Corinthiana. Então chegamos ao glorioso ano de 1977. Líder do elenco, o camisa 4 era um monstro em campo. O atleta ajudou o Corinthians a chegar à final do Campeonato Paulista.

Foto: Divulgação/Corinthians

Foram três jogos finais contra a Ponte Preta e lá estava o bravo lateral, demonstrando toda sua força e habilidade. Mas, com toda certeza, foi no jogo final, que Wladimir mostrou seu brilho. Foi dele a cabeça que segundo depois resultou no gol do título.

Após esse jogo, se o lateral já era ídolo da torcida, fora levado a um patamar jamais alcançado por um jogador da posição. Após o primeiro título, não demorou muito para o guerreiro Wladimir levantar outra uma taça: dois anos depois mais um Campeonato Paulista.

DEMOCRACIA CORINTHIANA

Nos anos 80, Wladimir mostrava também sua liderança fora dos gramados, quando junto com Socrates e Casagrande, foram a Democracia Corinthiana. Um movimento, que dentro do Parque São Jorge, determinava dentre outras coisas quem era contratado e se iriam concentrar para um jogo. Além disso, o grupo lutava contra a ditadura vivida no país.

Foto: Divulgação/Acervo Gaviões

Apesar de muito controverso, Waldimir e a Democracia ajudaram o clube o Campeonato Paulista de 82 e 83. Esses anos fizeram a admiração e idolatria do jogador aumentar junto aos torcedores.

Ademais, toda garra e habilidade renderam ao jogador uma convocação para fazer parte do grupo da Copa América no ano de 1983. Por fim, o atleta voltou ao Corinthians e dominava cada vez mais o coração dos torcedores, com toda sua genialidade dentro de campo.

Foto: Reprodução/Meu Timão

Contudo, em 1985 o jogador deixou o clube. Foi para o Santo André por empréstimo. No primeiro jogo contra o Timão, o atleta foi aplaudido pela Fiel. Na sequência foi para Ponte Preta, voltou ao Corinthians em 87. Mas jogando em outra posição acabou saindo do clube.

Enfim, o lateral ainda jogou por Cruzeiro e Santos, mas nada se comparou aos anos vividos no Alvinegro. Por fim, não há como falar de Wladimir sem pensar que é o melhor lateral-esquerdo da história do Corinthians.

Foto destaque: Divulgação/Corinthians

Eddie Toschi
Edwaldo Toschi, bacharel em Direito e especialista em Jornalista esportivo através de cursos ministrados por jornalistas renomados como Alexandre Praetzel, Celso Unzelte, Mário Marra dentro outros. Sou um apaixonado por futebol. Apresentador do canal Sai Que é Sua no YouTube.

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