Vídeo de lançamento do uniforme do Goiás e a sexualização da mulher no futebol

Essa semana, o Goiás lançou um pequeno vídeo, com cerca de 30 segundos, que mostrava o lançamento do novo uniforme do clube. Nas imagens, duas modelos aparecem em poses sensuais e a câmera com closes em seus corpos. Após a publicação, a indignação de muitas mulheres foi grande.

Em um esporte tão machista como é o futebol, em que as mulheres já lutam para quebrar os tabus e não serem vistas apenas como atração, mas sim como torcedora que quer ser respeitada, um vídeo desses só vai contra todos os ideais, que as mulheres que vivem em meio ao futebol, lutam.

A intenção era apresentar o uniforme ou objetificar as mulheres?

O clube não se pronunciou sobre a polêmica. E fez uma promoção para o jogo contra o Atlético Mineiro, domingo, em que as mulheres que forem com a camisa do Goiás pagará apenas 10 reais, enquanto os demais pagam 40 para a arquibancada ou 80 para cadeira.

Exemplos a serem seguidos

O Corinthians lançou recentemente o uniforme 2, que homenageia a gaviões da fiel. Nas fotos da divulgação, as mulheres não aparecem em poses ou ângulos provocantes. Os clubes precisam ter a consciência que hipersexualizar a mulher não é estratégia de marketing, mas sim um grande desrespeito com a mulher torcedora, jornalista esportiva, a árbitra e todas as outras profissões em que a mulher está próxima ao futebol.

Movimentos nas redes sociais

O grupo Movimento Feminino, da torcida organizada do Goiás: Força Jovem, surgiu no dia 8 de março de 2017, luta para a busca de igualdade das mulheres no futebol. Sendo assim, as integrantes falaram sobre o ocorrido em entrevista para o UOL.

“Não entendemos o porquê de tanta sensualidade em um vídeo em que o foco não é a sensualidade da mulher. Não era um concurso de musa, por exemplo. Não tem nada a ver. Nós realmente não entendemos. Contraria os princípios do nosso movimento. A gente busca nosso espaço. É tão difícil a gente ter uma presença no futebol, ter voz no futebol. Então, contraria nossos princípios em decorrência disso”, disse Thays Alves, uma das coordenadoras do Movimento Feminino.

Redação FNV

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