Top 5 ídolos do futebol: Vila Nova-GO

Dando continuidade ao especial “Top 5 Ídolos”, desta vez, apresentaremos os craques do Vila Nova, tradicional clube do Estado de Goiás. Sendo assim, nesta semana, a coluna Nostalgia Brasileira traz os principais nomes do Tigre, que marcaram história em suas passagens pelo time. Portanto, confira nossa lista. 

5 – Túlio Maravilha

Túlio Humberto Pereira Costa é o maior artilheiro da história do Colorado com 99 gols. Ainda que tenha sido mais eficiente no rival Goiás, foi no Vila Nova em que o atacante se tornou ídolo. Assim, Túlio iniciou sua carreira no Esmeraldino, onde ficou de 1988 a 1992. Posteriormente, teve passagens marcantes por Botafogo e Corinthians. Pelo Vila, por sua vez, jogou em 1999, 2001 e, por fim, voltou em 2007 e ficou até o ano seguinte. Desses, conquistou o Campeonato Goiano de 2001 e ainda foi o artilheiro da competição com 16 gols.

Além disso, em 2007, na sua passagem mais importante pelo Tigre, garantiu a artilharia da Série C, com 27 tentos, e, com isso, ajudou o clube a subir para a Série B. Na época, a equipe goiana ficou em 3º lugar na classificação geral, com 17 vitórias em 32 jogos. Não obstante, no ano seguinte, com 24 gols, também foi artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro. Contudo, o Vila Nova não conseguiu o acesso, visto que terminou o torneio na 6ª posição. Ao todo, Túlio Maravilha participou de 295 jogos e marcou 168 gols, de acordo com o portal Futebol de Goyaz.

4 – Fernandinho, o Pequeno Polegar

Hugo Fernando Bonfim Queiroz, conhecido como Fernandinho, atuou pelo Vila Nova na década de 70 e, posteriormente, em 1980. Começou no futebol jogando pelo Anápolis, subindo para o profissional em 67 e, na sequência, passou por Grêmio Anapolino e Campinas. Já em 72, com uma fusão entre o Vila e o Campinas, alguns jogadores passaram a vestir a camisa do Tigre. Dessa forma, entre eles, Fernandinho estava na lista para ir para o Colorado, time pelo qual faria história.

“Eu era apaixonado pelo futebol do Guilherme [atacante]. Foi uma realização me transferir do Campinas para o Vila Nova”, declarou o ponta em entrevista para o Futebol de Goyaz, em 2014.

Em 1973, em jogo histórico, que só terminou de madrugada, o Tigre superou o rival Goiás e, com isso, venceu o Campeonato Goiano. Nos dois anos seguintes, defendeu as cores de uma equipe paulista. Para coroar ainda mais sua carreira, atuou pelo Santos de Pelé. Além disso, deu o passe para o Rei marcar seu último gol com a camisa do Peixe em clássicos. Na ocasião, pelo Campeonato Brasileiro de 1974, Fernandinho abriu o placar na goleada sobre o Palmeiras por 4 x 0. 

Em 76, o ponta retornou ao Colorado e participou dos três títulos do tetracampeonato histórico do Goianão: 77, 78 e 79. Fernandinho era o irmão mais velho do lateral-direito Zé Teodoro, que defendeu o Goiás e se destacou nacionalmente no São Paulo, chegando à Seleção Brasileira, e o também do ponta Gilson Bonfim (Vila Nova, Fluminense e Santos). 

Recebeu o apelido de Pequeno Polegar do locutor Edson Rodrigues por ser baixinho e veloz. Vítima de câncer, faleceu aos 70 anos no dia 5 de junho de 2020. Contudo, é fato que ídolo nunca morre. Fernandinho deixou seu nome marcado na história vilanovense. 

3 – Wando, o Capetinha da Toca

Vindo da Aparecidense, outra equipe goiana, Wando chegou ao Vila, ainda nas categorias de base, em 1999. Entretanto, no ano seguinte, já foi para o time principal e ainda estreou com a camisa colorada. Decisivo desde ali, em entrevista ao site do Vila Nova, o atacante relembrou sua estreia e o primeiro gol pelo Tigre.

“Lembro que tive oportunidade de jogar contra a Anapolina, em Anápolis. Foi a primeira vez que entrei numa partida como profissional e foi meu primeiro gol também. Nós ganhamos de de 2 x 0, fiz o segundo gol assim que entrei no jogo. Depois desse jogo, estreei como titular, contra o Goiás, na final da Copa Centro-Oeste. Estávamos perdendo de 1 x 0 e acabei empatando com chute de fora da área, meu primeiro gol num clássico, um chute de esquerda”, declarou Wando.

O Capetinha da Toca, como foi apelidado pela torcida, conquistou dois títulos do Campeonato Goiano (2001 e 2005). Em suma, em cinco passagens pelo Colorado, foram 190 jogos e 30 gols marcados, de acordo com o Futebol de Goyaz. A trajetória do camisa 7 foi marcada por muita rivalidade com o Goiás, clube do qual o atacante também vestiu a camisa. Também por isso, a torcida do Tigre teve tamanha identificação com Wando.

2 – Zé Henrique

Tem em seu currículo seis títulos do Campeonato Goiano, sendo cinco deles com a camisa colorada. Além disso, com um elenco histórico, ajudou a conquistar o tetracampeonato do Goianão: 1977, 1978, 1979 e 1980. Assim, na época, a escalação titular era Gabriel, Triel, Goés, Zé Luiz e Cândido; Roberto Oliveira, Erivelto e Zé Ronaldo; Zé Henrique, Roberto e Paulinho. Mais tarde, Zé Henrique ainda participou do plantel campeão do Estadual em 84. O ponta-direita fez 11 gols e participou de 60 duelos com a camisa do Vila Nova.

1 – Guilherme, a Lenda do Vila Nova

Quando se trata do maior ídolo da equipe colorada, Guilherme é quase unanimidade. Não é à toa que é chamado de Lenda, já que é o maior ganhador de títulos da história do Vila Nova: foram mais 10 com a camisa colorada. Além disso, ainda enfrentou o Santos de Pelé e também o Fluminense de Rivellino. O atacante passou por Botafogo, URT e por outras equipes mineiras e goianas, entretanto foi no Vila que se destacou. 

“[…] ele [Guilherme] chegou aqui [em Goiânia] no final dos anos 60, quando veio da URT de Patos com Bajoso e Zé Geraldo. Começou a mostrar um futebol diferenciado. Confesso que não vi nenhum centroavante e camisa 9 tecnicamente excepcional como ele. Então, Guilherme de Souza, para mim, é o maior ídolo da história do Vila”, declarou o radialista Evandro Gomes em entrevista para a Rádio Sagres, de Goiânia.

Foto destaque: Reprodução/O Popular

Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).