Tchê Tchê participa de manifestação contra o racismo em São Paulo

A princípio, Tchê Tchê, volante do São Paulo, participou neste domingo (7), de uma manifestação pacífica no Largo da Batata, localizado na Zona Oeste da capital paulista. Acima de tudo, o protesto se pautava em defesa a democracia, contra o racismo e contra o atual presidente da República, Jair Bolsonaro.

Além dos cartazes criticando o atual governo, os manifestantes também relembraram a morte de George Floyd, nos Estados Unidos. Sobretudo, tais protestos antirracistas, que se iniciaram em Minneapolis, a cidade de Minnesota onde aconteceu a fatalidade, já se espalharam no Brasil, Espanha e Itália.

TCHÊ TCHÊ NA MANIFESTAÇÃO

O camisa 8 do Soberano, publicou na rede social, uma foto na manifestação ao lado da esposa Claudia. Ambos utilizaram máscaras devido a pandemia do novo coronavírus. Aliás, a máscara da companheira de Tchê Tchê, apresenta a frase “Anti Racism Fascism Club” traduzido para o Português, significa “Clube antirrascismo e antifascismo“.

https://twitter.com/diario_tricolor/status/1269749982564945921?s=21

A LUTA DO ATLETA CONTRA O RACISMO

Atualmente, atleta do Tricolor, Danilo Neves, mais conhecido como Tchê Tchê, tem se pronunciado abertamente nas redes sociais na luta contra o racismo. Quando ainda defendia o Palmeiras, no ano de 2016, foi vítima de um comentário racista por um torcedor do Athletico-PR, mas não levou o caso à justiça.

“Vim de uma origem muito humilde. Sei o que é ser negro, o que é entrar no shopping e as pessoas olharem tipo: ‘O que ele está fazendo aqui?’ Muitas vezes o direito de sonhar nos é tirado. Porque quando a gente é criança, a gente planeja, tem vários sonhos, mas, ao meu ver, o que é vendido é que não temos essa condição.”, disse o jogador em entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo.

Nesse sentido, o futebolista tatuou nas pernas, dois personagens extremamente importantes na luta contra o racismo: Martin Luther King e Malcom X. “Hoje, temos o privilégio de ser uma voz no nosso país e ser alguém em quem as pessoas se espelham. Essas tatuagens eu fiz quando estava na Ucrânia. Se não me engano, depois de alguma situação que acabei sofrendo lá.”, declarou ao Globo Esporte.

Foto Destaque: Divulgação/São Paulo FC

Giovanna Monteiro
Cursando o 4º semestre de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi, apaixonada por esportes desde os 7 anos e hoje com a cabeça e o coração encaminhados ao Jornalismo Esportivo.

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