São Paulo FC

Os brasileiros, e muitos torcedores são-paulinos, esquecem-se da origem do Clube da Fé. São Paulo FC completa 91 anos neste 25 de janeiro de 2021 e é motivo de homenagem da coluna Parabéns ao Craque. Assim, a história deste gigantesco clube brasileiro e mundial volta ao tempo de 1900, nos primórdios do futebol, passa pela década de 1930 uma nova parte e se estende até a Epopeia SPFC.

A fundação e as origens

Antes de mais nada, oriundo de uma divisão do Club Athletico Paulistano, o São Paulo foi fundado em 27 de janeiro de 1930, às 14h. Nascido da união dos clubes: Associação Atlética das Palmeiras e de alguns dirigentes do Paulistano, que queriam tornar a atividade de futebol do clube profissional, algo não aceito por outros dirigentes do time na época, o que os fez aderir a fundação de um novo clube. Mas a data de fundação ficou 25 de janeiro, para bater com a data de aniversário da capital de São Paulo. Dizem que a organização vem desde o dia 25, mas por questões burocráticas só pode se efetivar em 27 de janeiro.

As cores, a Floresta e o Tietê

As cores do São Paulo FC vieram da junção das cores dos clubes fundados: Atlética das Palmeiras (preto e branco) e Paulistano (branco e vermelho). Um dos fundadores (Atlética) tinha o estádio Chácara da Floresta, na Ponte da Bandeiras, localizada entre os bairros de Santana (Zona Norte) e Bom Retiro (Centro). Assim, o novo Tricolor ficou conhecido pelo nome de São Paulo da Floresta devido a localização do estádio, apesar de ser São Paulo Futebol Clube desde a fundação em 1930.

O primeiro jogo de futebol profissional do Brasil

O primeiro jogo de futebol profissional do Brasil aconteceu em 1933, com a equipe do São Paulo sendo uma das protagonistas juntamente ao Santos. Foi no dia 12 de março de 1933, as duas equipes entravam no gramado da Vila Belmiro para escrever a página inicial da profissionalização do esporte mais amado no mundo. Vale ressaltar que o Tricolor do Morumbi, desde sua fundação, prezou pela democracia, pois aceitava, sem restrições, jogadores de qualquer etnia, classe social ou origem.

O renascer da Fênix

Em 1935, o São Paulo fundiu-se com o Clube de Regatas Tietê. Em meio a um imbróglio e o descontentamento do rumo do futebol no Brasil, dirigentes da novas fusão do clube resolveram fechar o departamento de futebol em 14 de maio de 1935. Mas, após muita insistência, em 16 de dezembro de 1935 renascia o São Paulo FC. Daí em diante o clube tornou-se o Clube da Fé, o Mais Querido, tornou-se gigante.

Os primeiros títulos

Fundado em 1930, o Tricolor contou com jogadores campeões paulistas de 1929 para a disputado do Paulista de 1930, cedidos pelo CAP, então campeão, que deixou as atividades do futebol em 8 de janeiro de 1930. No primeiro ano, foi vice-campeão estadual. Porém, em 1931, conquistou seu primeiro título. Tornou a ser 2º colocado em 1932, 1933 e 1934. Em 1933 ainda conquistou um vice-campeonato Rio-São Paulo.

A epopeia São Paulo FC

Nos primórdios do futebol, a gente estava lá
Na Era Amadora, como Paulistano
Com a junção à Atlética das Palmeiras, um novo clube se fundava
Nascia o São Paulo Futebol Clube, futuramente Soberano

Dessa forma, a primeira diretoria foi composta por Manoel do Carmo Mecca (presidente), Alcides Borges (1º vice), Francisco Pereira Carneiro (2º vice), Éolo Campos (primeiro secretário), Luís Felipe de Paula Lima (2º secretário), Manoel de Arruda Nascimento (1º tesoureiro), Isidoro Novaes (2º tesoureiro) e Porfírio da Paz (diretor-geral de esportes).

Nas mãos de Porfírio da Paz, um novo clube se formaria
Acreditando na grandeza, gastou boa parte de sua fortuna particular
Com o preconceito da mídia, fora apelidado de Clube Nº 2, Júnior e São Paulinho
Mas Porfírio insistiu sonhando que o Clube da Fé renasceria

Nessa época o clube não possuía sócios, fonte de renda e sequer patrimônio. Assim, treinava e jogava onde deixavam. Mas não havia nem lugar para fazer a concentração, improvisada com metade do elenco na casa do presidente Frederico Menzen e outra metade nos beliches que haviam na torre da igreja da Consolação, paróquia do Monsenhor Bastos, ilustre são-paulino. Porém, os treinos eram por vezes realizados no pátio da própria igreja junto ao local onde os congregados marianos jogavam basquete. Entretanto, quando havia disponibilidade, o time treinava no campo da Várzea do Glicério, mas com a condição de desocupar o local assim que os times, donos do campo, chegassem.

Os anos de time de primeiro escalão do início da década, acabaram
Meados de 30 o clube era pobre, fraco e sem vida
Com outra fusão, em 1938, com o Clube Atlético Estudante Paulista, o time ganhava sobrevida
A partir de 38 uma nova etapa do Tricolor era reerguida

O Diamante divisor de águas

Em 1942 uma nova etapa do São Paulo FC se escreveria na história
Leônidas da Silva, o Diamante Negro, vestiu o manto tricolor
Com o Homem Borracha foram mais cinco estaduais e dezenas de pequenos títulos para a glória
E mais uma associação, com o alemão Deutsch Sportive, o Tricolor tornava-se promissor

Dos alemães herdou o Canindé e o clube seguiu crescendo
Após a aposentadoria de Leônidas, o futuro parecia incerto
Então o presidente, Cícero Pompeu de Toledo, encabeçou o coro por um estádio próprio ser erguido
O Canindé fora vendido e o Estádio do Morumbi, começava a ser construído

A história fala por si só, muitos degraus, duas décadas de dominância total
Seis títulos brasileiros, 21 paulistas, três Libertadores e Mundiais
São anos de importância, mantendo a constância e ganhando autoridade
Clube Mais Querido e vencedor do Brasil é o Tricolor do Morumbi

Os heróis de um São Paulo FC

King, Poy, Gilmar Rinaldi, Waldir Peres e Zetti
Decerto paredões tricolores que defenderam o manto com louvores
De Sordi, Pablo Forlán, Nelsinho, Noronha, Serginho, Zé Teodoro, Marinho Chagas, Leonardo, Cafu, Belletti, Júnior e Cicinho
Laterais que marcaram época no São Paulo e deixaram títulos pelo caminho
Assim, na zaga, apenas monstros, uns mais firmes, outros classudos, mas todos tendo o Clube da Fé como religião
Bellini, Roberto Dias, Darío Pereyra, Rui, Oscar e Ronaldão,
Ricardo Rocha, Válber, Rui, Miranda, Lugano e Fabão

Mas a qualidade que tinha atrás, também tinha do meio pra frente
Bauer, Chicão, Dino Dani, Édson Cegonha, Pé de Valsa e Pintado
Toninho Cerezo, Hernanes, Mineiro e Josué, só aquele pessoal de legado
Benê, Araken, Albella, Danilo, Denílson, Gérson, Mário Sérgio e Zizinho
Kaká, Lucas Moura, Palhinha, Pita, Sastre, Silas, Souza e Pedro Rocha: só craques no caminho

O ataque é de elite, fica até difícil elencar
Tantos craque por aqui passaram e redes balançadas deixaram
Não só Serginho a Aloísio Chulapa
Como de Leônidas a Grafite também
Vai de Careca a Luis Fabiano
De Friedenreich a Gino Orlando

Amoroso, Teixeirinha, França, Toninho Guerreiro, Müller, Borges e Maurinho
Dagoberto, Canhoteiro, Friaça, Mário Tilico, Mirandinha, Terto, Waldemar de Brito, Zé Sérgio e Luizinho
Decerto, no comando, só pessoal de autoridade da bola
Béla Guttmann, Cilinho, Paulo Autuori, Rubens Minelli e Vicente Feola

Por fim, já no panteão do São Paulo, ninguém se engana
Raí, Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Telê Santana
A tradição vem da história que não se deixar esconder
O maior clube do Brasil, São Paulo, é claro, é você!

Foto destaque: Edição / FNV

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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