Em entrevista concedida ao jornal Mundo Deportivo, Ronaldinho Gaúcho, que está em um hotel de luxo no Paraguai, aproximadamente 60 dias cumprindo prisão domiciliar, falou um pouco como é não poder fazer o que está acostumado e indiretamente sobre viver a pandemia do novo coronavírus.

Conforme é de conhecimento de todos, o ex-jogador foi preso no mês de março por causa do uso de  documentos falsos para entrar no país e no momento, aguarda o julgamento.

“Aqui no Palmaroga Hotel temos um tratamento excelente. Eles fazem de tudo para passar o tempo da maneira mais agradável possível. Já faz sessenta dias. As pessoas em suas casas devem imaginar como deve ser não fazer o que você está acostumado. Eu acho que isso é algo que permanecerá para sempre em todos nós depois de viver essa experiência complicada”, disse Ronaldinho.

Ronaldinho Gaúcho e o Barcelona

Entretanto, o jogador popularmente conhecido como ‘bruxo' também falou sobre sua rotina, o dia a dia no hotel que é de propriedade do grupo Barcelona, ex-clube do jogador. Dessa maneira, ele fala sobre a prática de exercícios, além de exaltar a relação que ainda existe com o clube espanhol.

“Fazemos esporte na academia quase todos os dias. Temos um ginásio em que podemos trabalhar e uma sala que no adaptaram. Eu sabia que o hotel pertence ao Grupo Barcelona. Definitivamente, eu e o Barcelona parecemos estar unidos. Será sempre minha segunda cidade e é o clube mais incrível do mundo. Os torcedores moram no meu coração. Nem sempre foi fácil, mas tentei trazer alegria fazendo o que sei fazer melhor: jogar futebol. Só fiquei triste quando não pude fazer as pessoas felizes.No entanto, felizmente, tive poucas lesões em meus vinte anos de carreira”.

Importância do futebol

Ronaldinho juntamente com seu irmão ficou preso em uma penitenciária de Assunção, durante um mês. Em contrapartida, acabou por participar de um torneio de futebol entre os detentos, assim sendo ele destacou a importância do futebol em qualquer situação.

“O futebol está em todo lugar. É único e um fenômeno global. No entanto, sempre abriu as portas para mim, mesmo em muitos momentos em que tudo parecia difícil ou até impossível… Até me levou a Barcelona para realizar meus sonhos”.

Foto Destaque: Norberto Duarte/STR

Tathiane Marques
Tathiane Marques
Na verdade, não fui eu que escolhi o jornalismo e sim ele que me escolheu. Sem dúvidas, a profissão é como um oceano que precisa ser desvendado na sua profundeza, só assim é possível conhecer e respeitar toda sua beleza.

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