Paysandu

O dia 26 de maio de 1991 certamente é inesquecível para os Bicolores, pois naquele dia o . Dessa forma foi o primeiro título nacional do Papão, o segundo para o estado do Pará, visto que a Tuna Luso venceu a 2ª Divisão de 1985.

A CAMPANHA

A Segundona daquele ano tinha um formato completamente diferente dos dias atuais. Eram 64 clubes participantes, divididos em oito grupos de oito times com o critério da proximidade regional. O Paysandu ficou no grupo 1, só com clubes da Região Norte. Além dos Bicolores, ainda estavam os rivais conterrâneos Remo e Tuna Luso, mais Sampaio Corrêa, Rio Branco, Rio Negro, Independência e Maranhão.

Dessa maneira, o Papão da Curuzú ficou na 2ª colocação com 23 pontos, mesma pontuação do Sampaio Corrêa, 1º colocado perdendo nos critérios de desempate. Assim os paraenses avançaram para a próxima fase, na ocasião os dois primeiros de cada grupo avançavam de fase.

Posteriormente na segunda fase os paraenses enfrentaram o Ceará, venceram em Belém por 1 x 0, e empataram por 1 x 1 em Fortaleza. Por consequência avançaram de fase para enfrentar o ABC de Natal.

PAYSANDU 3 x 1 ABC: CORDÃO HUMANO NA CURUZÚ

Após sofrer um revés em Natal pelo placar mínimo, o Clube do Suíço precisava reverter a vantagem dos potiguares. Os donos da casa começam pressionando, e inauguraram o marcador com um belo chute de primeira do atacante Cacaio. Depois disso a pressão continuara, e o segundo saiu após um passe de Oberdam, que o mesmo Cacaio completou fazendo um lindo gol de letra ampliando para 2 x 0.

No momento em que o Paysandu marcava segundo gol, o alambrado do Estádio da Curuzú cedeu e o jogo teve que ser paralisado para atender os feridos. Logo após o atendimento, a Polícia Militar fez um cordão humano de isolamento. Enquanto isso o árbitro Manoel Serapião Filho deu prosseguimento a partida. Apesar de Quinho assustar, marcando para o ABC, o zagueiro Ari nos acréscimos garantiu a classificação Bicolor.

PAYSANDU (5) 1 x 0 (4) AMERICANO: ACESSO EM CASA

O mesmo roteiro da fase anterior, ocorreu similarmente nas semifinais. Depois de perder novamente por 1 x 0 em Campos dos Goytacazes-RJ, os paraenses voltaram para Belém mais uma vez tendo que reverter a desvantagem. Na volta, no Estádio da Curuzú, os Bicolores contaram com o apoio da fiel torcida para buscar a vitória e conseguir não só a classificação, mas também o acesso a Série A de 1992.

No tempo normal, Edgar fez o único gol da partida e levou para os pênaltis. Nas penalidades, o Papão converteu as cinco cobranças e os fluminenses perderam uma, defendida pelo goleiro Luís Carlos, com isso o Paysandu chegava á elite do futebol brasileiro.

 PAYSANDU 2 x 0 GUARANI: CAMPEÃO COM POLÊMICA NO APITO

Assim como nas fases anteriores, mais uma vez o time paraense volta com uma derrota na bagagem, dessa vez frente ao Guarani em Campinas no Brinco de Ouro, e igualmente por 1 x 0. A segunda partida seria no Mangueirão, com o apoio total da apaixonada torcida Bicolor.

A primeira etapa terminou empatada sem gols. Porém, na etapa derradeira, os anfitriões fizeram valer o fator casa e aos 21’ Cacaio, que terminou como artilheiro com 14 gols, inaugurou o marcador. Depois Dadinho, aos 36’, aproveitou o rebote do goleiro Marcos Garça e fez 2 x 0, resultado que dava o título para o time da casa.

Após o segundo gol, os jogadores do Guarani se revoltaram contra o árbitro Manoel Serapião Filho, o mesmo do jogo contra o ABC, alegando impedimento, como consequência expulsou cinco jogadores bugrinos: Biro-Biro, Volnei, Julimar, Valmir e Zé Roberto. Dessa forma o Paysandu conquistou seu primeiro título nacional e junto de sua torcida.

PAYSANDU – Luís Carlos, Paulo Cruz, Ari, Pedrinho e Léo; Edgar, Maurício (Jorginho Macapá) e Oberdan; Cacaio, Dadinho e Gerson. Técnico: Joel Martins.

GUARANI – Marcos Garça, Jura, Vladimir (Zé Roberto), Julimar e Valmir; Biro-biro, Vânder Luís e Edson Abobrão; Nenê (Adriano), Vonei e Claudinho. Técnico: Pepe.

Foto Destaque: Divulgação/Paysandu

Amaury Ferreira
Escolhi o Jornalismo como profissão, porque desde a minha infância sempre fui fascinado pelos âncoras de telejornais e pelas transmissões esportivas no rádio e na televisão, a relação com meu time do coração também influenciou na minha escolha. Sou uma pessoa bem tranquila, mas que quando acredito em alguma coisa, sempre tento buscar correr atrás.

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