Relembre os maiores cobradores de falta do Brasil

- O Futebol na Veia contestou a escolha do jornal Marca e fez uma lista dos maiores cobradores de falta brasileiros de todos os tempos
Reveja os maiores cobradores de falta do Brasil

Com a escassez de cobradores de faltas no futebol mundial, excepcionalmente no futebol brasileiro, o jornal espanhol Marca fez, recentemente, uma lista para destacar os maiores batedores de falta da história. Nela, destacou quatro brasileiros: Roberto Carlos, Rogério Ceni, Ronaldinho Gaúcho e Juninho Pernambucano. A lista conta ainda com os argentinos Diego Maradona e Lionel Messi, o holandês Ronald Koeman, os sérvios Milinko Pantic e Sinsa Mihajlovic, o inglês David Beckham, o italiano Andrea Pirlo e o jovem turco Hakan Calhanoglu, de apenas 21 anos, jogador do Bayer Leverkusen.

Porém, não é fácil explicar o porquê da ausência de alguns jogadores. Na lista, há um jovem de apenas 21 anos, pouco conhecido, e deixam de fora Zico, Neto, Rivellino, Riquelme, Lampard, Zidane, Gerrard, Del Piero, e o três vezes melhor do mundo Cristiano Ronaldo, que bate falta com um chute no estilo folha-seca, ao estilo do brasileiro Didi, outro excelente cobrador. Sem contar os estrangeiros que fizeram fama no Brasil pelas excelentes performances e cobranças de falta impressionantes como Petković e Arce. Vamos relembrar um pouco dos brasileiros escolhidos.

Brasileiros eleitos pelo jornal Marca

Roberto Carlos: Marcou época no Real Madrid e na Seleção Brasileira com seus chutes fortes e com muito efeito. Sua corridinha até a bola, também é uma marca. Já foi considerado o maior lateral esquerdo da história.

Ronaldinho: Comandou uma era no Barcelona, onde ganhou tudo e fez o impossível, se tornando uns dos maiores ídolos da história do time catalão e foi um dos melhores jogadores do mundo. Ronaldinho Gaúcho transformou a história do Barça, na visão do ex-técnico culé, Pep Guardiola.

Juninho: Dominou a França, com o time do Lyon e foi, por sete anos seguidos, campeão francês. Suas cobranças eram impecáveis e inspiraram outro craques, Andrea Pirlo, campeão do mundo pela Itália em 2006. Pirlo revela em seu livro autobiográfico: “Sou um pouco brasileiro. Pirlinho”, e ainda conta em quem se inspirou para bater falta: “Juninho não errava nunca. Usava movimentos não convencionais ao bater na bola. Decidi estudar. Colecionei vídeos, DVDs e fotos. Com o tempo, entendi”. Pirlo ainda fala como faz na hora da cobrança: “Quando bato uma falta, penso em português e comemoro em italiano”.

Rogério Ceni: Mesmo não atuando na Europa, o Mito, como trata o jornal e a torcida, tem seus feitos notados pelo mundo todo, inclusive livro dos recordes, como maior goleiro artilheiros da história do futebol. Só de falta são 61 gols (mais gols que muitos atacantes).
De fato estes são, indiscutivelmente, alguns dos maiores batedores de falta do mundo.

Mas, devemos reforçar ao jornal Marca alguns brasileiros que eles não conhecem ou não citaram em sua lista, que inspiraram muitos atletas de hoje e marcaram época no Brasil com suas cobranças magistrais. Vou citar abaixo os melhores batedores que o Brasil já teve, mas, lembrando que não estará em ordem ou ranking, pois não tenho dados e nem vi todos, para comprovar quem foi melhor que quem.

Melhores batedores de falta do Brasil

Zico: Maior ídolo do história do Flamengo, foi um dos maiores batedores de falta da história, maior artilheiro do Maracanã com 333 gols, é considerado o “Deus do Futebol”, no Japão. Foi inspirador de muitos outros excelentes cobradores como Neto e Marcelinho Carioca.

Marcelinho Carioca: Um dos maiores ídolos da nação corintiana, Marcelinho cobrava faltas com perfeição, sendo apelido de “Pé-de-Anjo”, devido à classe e aos pés pequenos.

Neto: Também é um dos maiores ídolos da história do Corinthians, foi apelidado pela torcida de “Xodó da Fiel”. Tinha a cobrança de falta como arma fatal. Tanto de longe, quanto de perto, Neto era mortal. Quando perto, batia uma bola colocada, com categoria. Quando longe, mandava uma pancada certeira.

Alex: Ídolo do Palmeiras, Cruzeiro e do Fenerbahçe (clube que fez uma estátua do jogador em tamanho real para homenageá-lo, em gratidão pelos oito anos de clube e 136 gols pela equipe). Além de cobrar falta muito bem, era um líder em campo e marcou, durante a carreira, vários gols de placa.

Rivellino: Foi escolhido para integrar a Seleção de Futebol da América do Sul do Século XX. Um dos maiores jogadores da história do futebol e do Corinthians, especialista no drible elástico e um exímio cobrador de faltas. Inclusive, para Maradona, Rivellino era melhor que Pelé.

Pepe: Segundo maior artilheiro da história do Santos Futebol Clube com 405 gols, atrás apenas do rei Pelé. Um dos maiores ídolos da história do Santos e bicampeão mundial com a seleção brasileira. Foi apelidado pela torcida do time praiano de “Canhão da Vila”, pelo forte chute com o pé esquerdo. Um dos pontos fortes de Pepe eram suas cobranças de falta. Exímio cobrador ficou conhecido por derrubar seus adversários que se arriscavam formando barreiras. Na Taça Intercontinental de 1963 contra o Milan, marcou duas vezes no segundo jogo da decisão.

Djalminha: Jogador com características um meia clássico, camisa 10, tinha excelente domínio de bola, além de dribles, passes e lançamentos fora de série. Com toda sua técnica era também um ótimo cobrador de faltas e fez parte do histórico time do Deportivo La Coruña, campeão espanhol de 1999/00. Foi também divulgador, no Brasil, da cobrança com cavadinha.

Eder Aleixo: Ídolo do Atlético Mineiro dos anos 80 foi apelidado de “O Canhão” e “O Bomba”, pelo forte chute. Tinha uma cobrança precisa e muito forte.

Nelinho: Seu chute potente e com efeito o tornou o melhor lateral direito do mundo na sua época, e um dos melhores cobradores de falta da história do futebol brasileiro. Pela Seleção Brasileira participou de duas Copas do Mundo. Durante a copa de 1978, fez um dos gols mais bonitos na disputa do terceiro lugar, contra a Itália. Após tentar um cruzamento pela direita, a bola fez uma curva inesperada, indo parar no canto oposto do gol de Dino Zoff (considerado um dos melhores goleiros da história do futebol italiano). Pela sua exímia técnica cobrando faltas, foi desafiado, em 1979, a chutar a bola pra fora do Mineirão. Aceitou o desafio e conseguiu.

Júnior: Um dos maiores ídolos do Flamengo e também da seleção, foi um dos maiores laterais esquerdos do futebol. Ambidestro, fazia mais de uma função em campo. Jogador de extrema técnica e rara habilidade. Tinha grande visão de jogo, precisão nos passes, e era ótimo cobrador de faltas e escanteios (tendo feito inclusive alguns gols olímpicos).

Roberto Dinamite: É o maior artilheiro da história do Vasco da Gama com 705 gols marcados. Aliava categoria, força e técnica em suas cobranças de falta.

Dicá: Exímio cobrador de faltas, nos treinos colocava argolas de borracha penduradas no ângulo para servir de referência. É considerado o melhor jogador da história da Ponte Preta, sendo o maior artilheiro de sua história, com 154 gols.

Zenon: Atuava como meia-armador, posição na qual se destacou graças a qualidades como a precisão de seus lançamentos e cobranças de faltas. Revelado pelo Avaí, foi considerado um dos melhores meio-campistas da história do clube.

Marcos Assunção: Dono de um chute forte, o volante batia faltas com maestria, aliava força, velocidade e precisão. Batia no estilo que, hoje em dia, bate o português Cristiano Ronaldo, com as pernas abertas antes de bater e o chute folha-seca de Didi. Fez sucesso na maioria dos clubes por onde passou com suas cobranças de falta magníficas.

Didi: Eleito o melhor jogador da Copa de 1958, quando a imprensa europeia o chamou de “Senhor Futebol”. Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos. Também foi criador do chute “folha-seca”, que consiste em bater na bola com o lado de fora do pé, de modo a criar um efeito que a faz cair, lembrando o formato de uma folha seca. A bola sobe e cai rapidamente, dificultando a vida dos goleiros. Dizem que no dia dessa invenção, Didi estava com o pé machucado e, não podendo chutar normalmente, usou a parte externa do pé, criando um efeito na bola nunca visto antes.

No Brasil, hoje em dia, Neymar, William e Daniel Alves são os bons batedores que temos. Vamos esperar para ver se surgem novas feras da bola parada. E pra você, qual o maior cobrador de faltas que você viu? Esquecemos alguém? Comente abaixo, faça suas críticas ou elogios, mas não se esqueça, curta Futebol na Veia.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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