Na noite da última terça-feira (30), o América-MG goleou a Chapecoense por 3 x 0 no Independência. Assim, o time chegou aos 49 pontos, e já não tem mais riscos de rebaixamento à Série B. Garantindo a permanência no Brasileirão pela primeira vez na história. Por isso, o técnico Marquinhos Santos fez um discurso emocionante durante a coletiva.

Emocionante discurso de Marquinhos Santos

Primeiro, o técnico do Coelhão começou falando sobre sua chegada. De acordo com Marquinhos, ele sabia da dificuldade da missão que era treinar o América-MG naquela situação. Porém, sabia que estava preparado.

“É um sentimento diferente. Um orgulho de fazer parte dessa história. Porque era um momento delicado, o clube vinha de três jogos sem vencer. Tive que substituir um grande treinador, o Vágner Mancini. Cheguei posterior a um grande trabalho. E você tem comparações, há dúvidas sobre o teu trabalho, teu profissionalismo. Mas, eu não caí aqui de paraquedas, cheguei aqui preparado. São quase 10 anos como técnico, com 6 ou 7 anos de Série A por diversas equipes”, disse o técnico.

América-MG é como uma família

Depois, Marquinhos Santos aproveitou o momento para agradecer e elogiar o Diretor de Futebol do América, Marcus Salum.

“Eu gostaria de agradecer ao [Marcus] Salum. Todos falavam, e eu sempre tive esse sentimento de trabalhar com ele um dia. E ele tem demonstrado mais do que um diretor de futebol, um ser humano acima da média. As palavras dele pré-jogo e pós, fazem com que eu comece a entender o que é o América e passe a trabalhar ainda mais para que possa conquistar ainda mais grande coisas”, continuou.

Bem como, estendeu os elogios à pessoas que fazem outros tipos de trabalho no clube. De acordo com Marquinhos, todos sentem orgulho de estar no América, o que cria um sentimento de família. O que o fez lembrar da sua mãe, que veio a falecer este ano por conta da covid-19.

Marquinhos Santos
Elenco do América comemora permanência na Série A. (Foto: Divulgação/AFC)

“E todos que estão no entorno do América estão de parabéns. O que faz esse clube der diferente é esse orgulho. Já conquistei títulos estaduais, já tive conquistas internacionais, já participei de grupos muito vitoriosos. Mas, esse clube aqui é diferente, num ano diferente, já que eu perdi minha mãe em março pra covid. Eu tenho muitos meses sem ver minha esposa e minhas filhas. E o América me abraçou, externou.

Homenagem à Chapecoense

Por fim, o treinador aproveitou o espaço para fazer uma homenagem à Chapecoense. A saber, na segunda-feira (29) completou cinco anos do fatídico acidente aéreo que vitimou o elenco do clube em 2016. Ademais, indicou que agora é hora de buscar fazer o melhor possível nos dois últimos jogos do América-MG no Brasileirão.

“E eu gostaria de fazer uma menção honrosa a Chapecoense. Ontem fez cinco anos da queda do avião, onde perdi amigos e jogadores que trabalharam comigo. Eu falei para eles: ‘nós temos que respeitar a Chapecoense'. Sabíamos do momento. Mas, no futebol, respeito é a vitória. Nós tínhamos um objetivo, fomos em busca, e conquistamos o objetivo da permanência. Agora sim, temos dois jogos, para buscar o maior número de pontos possíveis”, finalizou.

Foto destaque: Reprodução / TV Coelho

Caian Oliveira
Minha paixão sempre foi o futebol. Mas, nunca sonhei em ser jogador. Não, meu sonho de moleque era levar o futebol às pessoas através da Comunicação. E aqui estou, realizando meu sonho.