Marinho (Instagram/Marinho)

O atacante Marinho, do Santos, ficou indignado com um pedido recebido em 2020. Dessa forma, em entrevista divulgada pela Rede Globo, o ponta afirma ter recusado gravar um vídeo. Então, em julho de 2020, o comentarista Fabio Benedetti realizou um comentário racista. Ademais, a frase foi na Rádio 97, em um jogo contra a Ponte Preta, que o Peixe perdeu por 3 x 1.

A frase realizada por Fabio foi:

“É burro e está na senzala.”

Dessa maneira, Marinho recusou gravar um vídeo perdoando o jornalista. Segue as falas do atleta sobre o assunto:

“Eu até fiquei indignado com esse cidadão. Ele mandou um recado para mim na rede social pedindo desculpa. Mas além de pedir desculpa, ele falou: ‘Tem como você fazer um vídeo aceitando minhas desculpas, para eu postar na internet, falando que ficou tudo bem?'”

“Eu falei: ‘Eu te perdoei, do fundo do meu coração, mas você não pode vir aqui pedir isso. Eu só entendo que seu (pedido de) perdão foi falso, foi mentiroso. (Se) você pede perdão a alguém e depois pede um vídeo aceitando as desculpas, eu acho que não foi do coração. Nem mande recado para mim'.”

Ainda mais, o atacante se posicionou contra o racismo. Não apenas por ele, mas pelos seus iguais que não podem se pronunciar sobre o assunto.

“Quando eu cheguei em casa e escutei ele falando isso, eu senti que, como pessoa pública, sofrer algum tipo de preconceito, uma situação tão grave quanto o racismo, eu fiquei mal. Mas eu pensei muito mais nas pessoas que não têm voz ativa para falar. Estão arriscadas a perder o emprego, não podem se expor.”

MARINHO NA TEMPORADA

Enfim, Marinho é artilheiro do Santos em 2020. No Brasileirão são 15 gols, um a menos que Thiago Galhardo, o líder atualmente. Dessa forma, são 35 jogos e 22 redes balançadas no ano. Além de dar seis assistências no Campeonato Brasileiro 2020.

Foto Destaque: Divulgação/Instagram/Marinho

Gabriel Yudi Gati Isii
Sou aluno de Jornalismo da PUC-SP (3/8). Sou um grande fã de futebol e do Pelé. Meus sonhos são cobrir uma Copa do Mundo em loco e dar um espelho para que pessoas iguais a mim, asiáticos, tenham alguém para se inspirar.

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