Hoje é dia de DANONE!

Quem diria que um cara do interior de Alagoas, mais precisamente Atalaia, sairia de sua terra natal para ganhar não só o grande centro do Brasil, São Paulo, como também conquistou o Brasil e o mundo?

E quem também ousaria dizer que este atalaiense seria um jogador de futebol de sucesso? Pois é. Aloísio José da Silva, o popular Aloísio Chulapa, contrariou todas as probabilidades e foi uma pessoa de sucesso e fama na vida, dado o seu devido talento com a bola nos pés.

Nunca foi o mais habilidoso, preciso, veloz ou extremamente técnico. Mas era o tipo de atleta inteligente, que sabia de suas limitações, mas também conhecia muito bem suas qualidades, como a força física e altura.

O início

Iniciou sua carreira no CRB, de Alagoas, em 1994. Logo despertou interesse do Flamengo, onde foi Campeão Carioca e da Copa Ouro em 1996. Depois foi por um curto período de empréstimo ao Guarani e em 1997 acertou com o Goiás, clube do qual começou a se destacar. Foi tricampeão goiano nas três temporadas em que permaneceu por lá, sendo, com 27 gols, artilheiro do campeonato de 1997. É até hoje o terceiro jogador a marcar mais gols no estadual goiano em um mesmo ano, atrás apenas de Baltazar (Atlético Goianiense – 1978 – 31 gols), Bé (Vila Nova – 1993 – 29 gols) e Dill (Goiás – 2000 – 29 gols), Foca (Goiânia – 1981 – 28 gols), além de estar empatado com Zé Amaro (Anápolis – 1981).

Foto/reprodução

Conquistou o Brasil e foi conquistar o mundo

Pós-Goiás foi adquirir experiência internacional. Saint-Étienne, Paris Saint-Germain e Rubin Kazan. Até que voltou ao Brasil para enfim se consagrar. Repatriado pelo Atlético Paranaense, foi campeão estadual e ajudou o time a chega na final da Copa Libertadores da América, da qual perderam para o São Paulo. Mas a derrota foi o que de melhor aconteceu para Aloísio. Além de ser escolhido para a Seleção da Libertadores de 2005, foi contratado pelo Tricolor Paulista para disputar o Mundial de Clubes da FIFA, em dezembro, no Japão.

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Eis então que os sonhos de um menino do interior de Alagoas começa a se tornar realidade. Não o de ser jogador, porque esse já havia sido alcançado, mas o jogar em seu clube do coração e ter a oportunidade de ganhar títulos por ele. E não só ganhou, como entrou para a história. Na final do Mundial, frente ao Liverpool-ING, Aloísio dominou de barriga uma bola lançada por Fabão da zaga, girou, há dez passos da meia-lua da grande área adversária, e fez lançamento preciso nas costas da zaga inglesa para a infiltração do pequenino e valente volante Mineiro, que marcou o único gol daquela partida, que daria aí time do Morumbi o terceiro mundial de clubes, o primeiro de Chulapa que de possível vilão na final da Libertadores de 2005, foi herói no mesmo ano em Tóquio.

Pelo time paulista ainda foi tricampeão brasileiro. Foi no São Paulo onde teve os seus melhores anos de carreira, deu estopim como jogador, o ápice. Pós-Tricolor não conseguiu repetir as boas atuações e rodou por dezenas de times antes de anunciar sua aposentadoria em 2017.

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Aloísio, sobrenome irreverência

Sua popularidade na mídia é tão grande que torcedores de times rivais dos quais passou, gostam do ex-atacante. E o motivo? O extremo bom humor, simpatia, alegria e humildade que trata a todos.

Foi dele a criação dos termos “Mim Acher”, quando uma pessoa dá um sumiço e “Danone”, se referindo a cerveja, outra paixão do alagoano que completa 43 anos de idade neste 27 de janeiro.

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Parabéns Aloísio Chulapa, o Rei do Danone!

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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