Hélio dos Anjos sobre trabalho na Ponte: “O mais difícil da carreira”

Antes de tudo, a entrevista coletiva de Hélio dos Anjos após o empate da Ponte Preta em 0 x 0 diante do Tombense, foi voltada para a situação do clube:

“Não é fácil fazer campanha de recuperação na Série B. A gente precisava estar com pelo menos 20 pontos agora. Isso cria instabilidade no trabalho, para quem comanda, para os comandados. A gente vai apertando a corda no pescoço.

Bem como, o comandante também citou que independentemente de continuar na Ponte no futuro, esse ano é muito difícil. Ainda mais que acredita que, com a manutenção, a Ponte vai conseguir estabilizar em todos os sentidos no próximo ano. Assista aos melhores momentos pela 16ª rodada da Série B 2022″

De maneira que, o treinador ainda saiu em defesa do elenco para os gritos de “time sem vergonha” ao fim do confronto:

“Não acontece o gol, e você tem que escutar da torcida que o time é sem vergonha. Em hipótese alguma esse time é sem vergonha. Sem vergonha é o que não se dedica. Eles trabalham muito. A Ponte está começando a ficar do jeito que acho certo agora, com a saída de alguns jogadores, a chegada de outros”, pontua

Juntamente com isso, treinador também fez um balanço da passagem pela Macaca até agora, com apenas três vitórias em 20 jogos. Assm como, define como o trabalho mais difícil na carreira. Da mesma forma, pede desculpas às pessoas envolvidas, pois está vendo um processo de estabilização, e está convivendo com um dirigente super atuante na Ponte e tem visto os absurdos em relação à Ponte.

Hélio dos Anjos

Contudo, outro ponto chave na entrevista foi Hélio comentar sobre a atuação de empresários:

“De empresário eu posso falar o que quiser. Não devo um tostão para empresário, empresário não me emprega. Tenho 38 anos de futebol e nunca comi na mão de empresário. Sou radicalmente contra. O empresário às vezes acha que trazer o jogador para cá de qualquer jeito ele vai virar o Neymar. Em alguns momentos são até muito burros”.

Nesse sentido, o empate fez a Ponte chegar ao quinto jogo consecutivo sem vitória. Com apenas 15 pontos, a Macaca aparece na zona de rebaixamento, em 18º. Além do jejum no geral, a Ponte também acumulou a quinta partida consecutiva sem ganhar em casa. São três empates (Chapecoense, Sampaio e Tombense) e duas derrotas (Novorizontino e Londrina).

“Se você fizer de 55% a 60% de aproveitamento em casa, você tem um número razoável para não cair. São os pontos que lamentamos no nosso trabalho, como as derrotas para o Londrina e para o Novorizontino. A gente está estabilizando na parte defensivo, mas não estamos matando, e termos de matar, principalmente em casa”.

Afinal, a Ponte volta a campo na quinta-feira (7), contra o CSA, em Maceió.

Foto destaque: Álvaro Jr/ PontePress

Ainah Carvalho
Jornalista, apresentadora e apaixonada por futebol! Desde pequena eu sabia que tinha nascido para atuar em algo ligado ao esporte e cada vez mais tenho certeza que quero isso pra mim.