Fluminense

Na noite de sexta-feira (30), o Fluminense divulgou as 50 páginas do planejamento financeiro no portal da transparência. Dessa maneira, o Tricolor registrou um déficit de R$ 2,9 milhões. Entretanto, apesar da pandemia e de fechar em vermelho, pelo quinto ano consecutivo, o clube reduziu o prejuízo em 68,8% em relação a 2019.

Haja vista que, no ano de 2019, a diretoria fechou o registro com déficit de R$ 9,3 milhões. No entanto, a dívida total do clube aumentou. O balanço feito mostrou um aumento de R$ 718 milhões para cerca de R$ 769 milhões.

Ademais, o Flu viu sua receita operacional líquida cair em 27%. Desse modo, devido à dificuldade de fechar patrocínios, a perda do fechamento das bilheterias e a postergação do Brasileirão 2020. Vale ressaltar que parte da verba vinda da TV Globo foi somada apenas em 2021.

Assim, os valores registrados no portal de transparência mostraram a queda de R$ 250.018 milhões em 2019 para R$ 183,416 milhões em 2020. Além disso, a pandemia de Covid-19 trouxe reduções consideráveis para o Tricolor. Sendo assim, foram reduzidos 80% nas rendas de operações de jogos, 19% nos direitos de transmissões e 52% na venda dos direitos econômico de atletas.

Outros valores apresentados pelo Fluminense

Por outro lado, a renegociação e os acordos com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e com o PGFN garantiram 48% das despesas financeiras e juros inferiores. Assim, apesar da proibição de torcedores no estádio, o Fluminense registrou um aumento de ganho 97% da receita com sócio-torcedor e redução de 44% dos gastos com jogos.

Devido ao acordo fechado entre o Flu e os sindicatos, atletas e servidores, o clube apresentou um aumento passivo de R$ 718.866 milhões para R$ 768.835. Desse modo, resultou na postergação do pagamento aos funcionários para março de 2021. Além disso, a diretoria quitou outros parcelamentos pendentes apenas no início de 2021.

Enquanto isso, com vendas de atletas, o Fluminense apresentou uma queda de 52%. Da mesma forma, tiveram queda os investimentos em formações na categoria de base e nos investimentos em jogadores. Assim sendo, para a base, em 2019, havia a disponibilidade de R$ 15.847 milhões e, em 2020, isso caiu para R$ 11.433 milhões.

Já para o investimento em jogadores, o capital era de R$ 10.633 milhões, em 2019, e passou para R$ 8.435 milhões no último ano. Em síntese, em transferências de jogadores, o Flu elevou os gastos econômicos em 21,7%. Na carta apresentada por Mário Bittencourt aos torcedores, o presidente falou sobre os investimentos do clube.

“Nossos profissionais estão gradativamente tendo acesso a mais e melhores recursos de preparação física, de fisiologia e fisioterapia, pois, para além da montagem dos elencos, olhamos para sua manutenção e performance. E investimos no nosso futuro com responsabilidade.”

Foto Destaque: Reprodução/Fluminense

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Juliana Veiga
Estudante de Jornalismo, carioca, 22 anos. Escolhi o jornalismo, pois é uma profissão admirável, que apresenta uma amplitude de áreas para atuação e possui a missão de informar e formar opiniões. Desde a minha infância sonhava em ser comunicadora, e a paixão pelo futebol sempre esteve presente em minha vida. Assim, tornando o jornalismo esportivo a primeira certeza que tive na profissão. Redatora em sites jornalísticos e apaixonada por esportes, escrita e fotografia.

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