Os efeitos dessa quarentena impactam todos os setores, até mesmo o futebol e, inclusive, um dos clubes mais bem estruturados atualmente. O Flamengo, que possui um dos programas de sócio-torcedor mais expressivos do país, hoje vê despenco no quadro de número de sócios. Isso é devido à paralisação das competições por causa da quarentena, causada pela pandemia do coronavírus.

O programa de fidelização do Rubro-Negro Carioca, durante o seu auge de conquistas em 2019, teve o alcance de quase 150 mil adimplentes. Atualmente, devido à paralisação, houve queda de quase 30% desse quadro. O número atualizado é de 106.459 sócios. A explicação desta redução considerável é claramente a ausência de atividades relacionadas ao time. Por outro lado, uma principal fonte de receita para o clube continua tendo suas mensalidades cobradas normalmente.

Além desta queda do número de sócios-torcedores, há também outras questões que impactam o setor financeiro da equipe da Gávea. O programa de fidelidade possui importância na folha de receitas devido à grande quantidade de adeptos e ao preço que se paga. Em adição, estão as bilheterias. Porém, sem jogos a serem realizados, fica impossível essa arredação. Assim, vale ressaltar que esse quadro de fidelizados é responsável pela quase sempre pela ocupação completa dos jogos no Maracanã. Assim também, por manter o Flamengo líder no ranking de público pagante e presente no Brasil.

Porém, existem questionamentos e reclamações sobre o programa criado em 2013 e que vem em crescente junto com o sucesso da equipe nos gramados. Nas redes sociais é frequente notar pedidos como fidelização do programa (que não existe até hoje) em contrapartida aos jogos que possuem menos demanda. Além das altas médias de preço de ingresso e preço das mensalidades, como dito, cobradas normalmente durante a crise sanitária.

PANDEMIA IMPACTA NAS FINANÇAS DO CLUBE

A redução do quadro de números de sócios-torcedores é só um dos problemas que complicam a parte financeira do Flamengo. Logo no início da paralisação, a patrocinadora Azeite Royal rompeu o contrato com as quatro equipes do Rio de Janeiro com justificativa de não-visibilidade. Além disso, há o atraso do pagamento de quase R$ 9 milhões referentes a parte anual da fornecedora Adidas.

Vale lembrar que na última quinta-feira (30), a diretoria anunciou a demissão de cerca de 60 funcionários (todos da categoria de base) a fim de enxugar os gastos. Em contrapartida, o clube negocia com atletas e seu sindicato a redução salarial, com finalidade de evitar outros desligamentos.

Foto destaque: Divulgação/NaçãoCRF/Twitter

Lucas Marllon
Escolhi jornalismo pois é a área que me atrai interesse em estudar e me vejo atuando. O Jornalismo esportivo é uma das áreas que pretendo interesse em atuar porém não é a única ambição. Aquilo que surgir oportunidade estarei pronto pra antes de tudo ser um bom jornalista.

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